Nova regra permite completar o CPF ou CNPJ-base com zeros à esquerda ou à direita, mas não altera a versão do leiaute nem os prazos da obrigação
Área do Cliente
Notícia
Open Banking: mitos e verdades
Fenômeno mundial está sendo implementado no Brasil pelo Banco Central
O Open Banking já deixou de ser um tema restrito apenas a quem trabalha com o mercado financeiro e fintechs. Ele é objeto de propaganda na mídia aberta e campanhas de grandes bancos de varejo junto a seus clientes. Com tal popularização, é natural que haja grande expectativa à sua volta, especialmente em relação ao impacto no mercado.
Nesse contexto, tenho observado algumas posições que mais me parecem mitos do que realidade. Neste artigo, abordo três dessas lendas, apresentando uma perspectiva alternativa.
Mito 1: Precisamos explicar o que é o Open Banking para as pessoas. Caso contrário, a sua adoção será pequena
Recentemente, uma pesquisa do C6 Bank/Ipec divulgou uma série de informações sobre o nível de conhecimento da população brasileira a respeito do Open Banking. Talvez fosse até melhor dizer "nível de desconhecimento", uma vez que a iniciativa foi confundida com bancos abertos dia e noite ou até mesmo com "open bar".
A questão não é contestar os dados da pesquisa, afinal, ela foi feita por uma instituição extremamente respeitável. Entretanto, não creio que o desconhecimento sobre Open Banking deva ser interpretado como um indicador de que os níveis de adoção serão baixos. Isto porque conhecer o funcionamento de algo não é necessariamente condição essencial para adotá-lo. Em especial, quando se fala em novas tecnologias, o fator mais importante está ligado ao benefício que a inovação traz.
Pense nos pagamentos com cartão de crédito, algo com o que já estamos acostumados há décadas. É normal que a maioria das pessoas não conheça os papéis de adquirente, subadquirente, bandeira, emissor, merchant, assim como o caminho percorrido por seus dados quando é realizado um pagamento via cartão.
No entanto, pagar com cartão é algo prático, que está disponível em inúmeros lugares, facilitando a vida em muitas situações (como em viagens, por exemplo) e trazendo diversos benefícios (seguros, pontos etc.). Por conta disso é um meio de pagamento largamente utilizado. Portanto, o nível de adoção está muito mais relacionado ao benefício percebido do que ao conhecimento do sistema em si.
Não é difícil imaginar que com o Open Banking algo semelhante vai acontecer. Assim, as pessoas adotarão o sistema se houver players que aproveitem a nova infraestrutura e desenvolvam aplicações que façam bom uso dela, entregando valor para os clientes. Isto certamente é mais importante do que o entendimento do que é consentimento, transmissora, receptora etc.
Mito 2: O medo de expor os dados vai restringir a adoção
É natural que haja receio. Todos os dias ouvimos falar em casos de vazamentos, fraudes, golpes, e a reação natural é ter mais cautela. Mas isso é apenas um dos lados da moeda. Novamente, as pessoas pesam o risco/benefício ao tomarem a decisão de abrir a informação.
Considere, por exemplo, algumas aplicações de PFM (Personal Finance Management), aqueles aplicativos que ajudam a gerenciar suas finanças. Eles consolidam informações de várias contas-correntes e criam uma visão unificada. Temos vários cases de enorme sucesso. Porém, com a tecnologia atual, os usuários desses aplicativos têm que abrir a senha da sua conta bancária para que eles funcionem, e isso é MUITO mais do que simplesmente abrir os dados da sua conta bancária. Apesar disso, milhões de usuários têm usado esses aplicativos.
Com o Open Banking, o nível de segurança será muito maior. Em primeiro lugar, não haverá compartilhamento de senha com ninguém, ela será usada apenas no próprio ambiente do banco onde já é utilizada. Além disso, diferente do que temos hoje, todos os participantes estarão sob a supervisão do Banco Central, o que certamente aumentará bastante a percepção de segurança.
Parece-me bastante razoável supor que, a despeito da cautela natural, muitos estarão dispostos a participar.
Mito 3: Open Banking é ruim para os grandes bancos
Não necessariamente. Creio que a melhor forma de se colocar é que o Open Banking muda a dinâmica do jogo, o que vai ser ruim apenas para quem não tiver a capacidade de se adaptar. Pensando em particular nos grandes bancos, além da possibilidade de se transformarem em grandes plataformas, sobre as quais muita coisa acontece, há de se considerar também outros fatores que os favorecem: capacidade tecnológica, expertise no tratamento de dados ("data is the new oil"), além do fato de terem largado na frente por conta da obrigatoriedade da Fase 1.
Não podemos esquecer que a ideia do Open Banking não é apenas redividir o pedaço do bolo que cabe a cada player, mas também fazer crescer bastante o tamanho do bolo. Assim, algum grande player pode até ficar com um percentual menor do bolo, mas que representará uma fatia muito maior do que a que ele tinha antes.
Por fim, se a régua com a qual medirmos o sucesso do Open Banking considerar apenas o número de participantes, no Brasil temos uma questão peculiar: o sucesso do Pix e seus números impressionantes que não param de crescer. Contudo, apesar de haver uma relação forte entre as duas iniciativas, elas têm naturezas bastante distintas, o que faz com que utilizar esses números como benchmark talvez seja um pouco rigoroso. Afinal, a tendência é que as curvas de adoção sejam muito diferentes. O fato de haver menos usuários compartilhando dados nos próximos meses, comparado ao número de usuários de Pix, não significará o insucesso do Open Banking.
O Open Banking é um fenômeno mundial. Ele tem o potencial de gerar mudanças muito além do mercado financeiro, e creio que irá viabilizar oportunidades como poucas vezes foi visto.
Notícias Técnicas
Medidas alcançam contribuintes do Piauí, Rio de Janeiro e Mato Grosso, mas os benefícios ainda dependem de ratificação nacional e da legislação de cada estado
Medida entrou em vigor nesta segunda-feira (21) e preserva as demais regras da regulamentação de março
Interrupção afetará sistemas utilizados em operações de importação, exportação e procedimentos de comércio exterior
Programas permitem o direcionamento de recursos privados a iniciativas de pesquisa, capacitação e prestação de serviços médicos e assistenciais
A Solução de Consulta COSIT nº 179/2026 esclarece a tributação de valores do crédito-prêmio de IPI recebidos por decisão judicial transitada em julgado
A Solução de Consulta COSIT nº 178/2026 dispensa o recolhimento proporcional da Contribuição Previdenciária Patronal em situações específicas de ausência de faturamento
A Solução de Consulta COSIT nº 177/2026 esclarece que não é permitido apropriar créditos de PIS/Pasep e Cofins sobre energia elétrica autogerada e consumida na indústria ou excedente enviado à rede para compensação
A Solução de Consulta COSIT nº 176/2026 definiu que o monitoramento de trânsito não é serviço de segurança privada, sujeitando as receitas de radares e câmeras ao regime não cumulativo de PIS/Pasep e Cofins
A Solução de Consulta COSIT nº 175/2026 estabelece que os benefícios fiscais dos programas Prodepe-Importação e PEAP, de Pernambuco, devem ser integralmente tributados pela União
Notícias Empresariais
Um mês de faturamento alto não significa equilíbrio financeiro. Pequenas e médias empresas precisam acompanhar também o fluxo de caixa e as despesas para avaliar a real situação do negócio.
Uma empresa pode ter regras e controles de compliance bem estruturados e, ainda assim, estimular comportamentos incompatíveis com a integridade
A escolha da conta PJ deve considerar não apenas tarifas, mas também os recursos e práticas de gestão financeira que podem apoiar o crescimento da empresa
Automação comercial é um tema cada vez mais relevante no mundo dos negócios. Entenda sua vantagens
Crescer significa conquistar clientes, aumentar o faturamento, ampliar a equipe e fortalecer a presença da empresa no mercado
Como a governança da IA impacta a gestão de pessoas e evita problemas jurídicos no Brasil
Sebrae lança, nesta quarta-feira (23), edital para seleção de 20 empresas, com prazo de inscrição até 1º de outubro, no portal da plataforma Empreender Clima
Busca por negócios já operacionais cresce entre investidores e empresários que querem acelerar entrada em novos mercados
Plano de carreira, treinamento e participação nos negócios são estratégias usadas por multifranqueados para preparar funcionários para posições de liderança
Autenticação em múltiplas etapas, controle de dispositivos, monitoramento de transações e atenção a golpes de engenharia social fazem parte de uma rede de proteção para empresas no ambiente digital
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade