NBC TA 240 (R2) detalha a resposta do auditor a suspeitas de fraude e exige atenção contínua aos riscos durante o trabalho
Área do Cliente
Notícia
Clube de assinaturas é para qualquer tipo de negócio?
Muitos escolhem o modelo para começar a empreender, como o casal Patrícia e Marcus Saura, da Candy in Box (foto). Mas a modalidade traz recorrência com potencial para engordar o faturamento de quem já está no mercado
Para quem compra é uma facilidade, para quem vende uma oportunidade de incremento na receita. A adesão aos clubes de assinatura tem crescido muito nos últimos tempos pelas duas pontas –para quem oferece e para quem assina.
Considerada uma tendência mundial, a economia da recorrência – termo criado para definir empresas como Netflix e Wine – está mudando as relações de consumo.
Mais que produtos, essas empresas entregam serviços diferenciados que resultam em conveniência para o consumidor e dinheiro em caixa todo mês para o empreendedor.
Esse modelo de negócio é uma boa alternativa para quem está começando a empreender e não quer apostar num ponto físico, nem ter problemas com estoque e ainda deseja ter menos gastos, maior proximidade com o cliente e previsibilidade.
Por outro lado, aumentar ou manter o número de assinantes pode ser um verdadeiro desafio. Desde 2012, a Glambox distribui suas caixas com itens de beleza de marcas como Natura, MAC, Clinique e outras.
São mais de 400 marcas parceiras e hoje, o clube se tornou o maior da América Latina no segmento, contando com mais de 25 mil associadas.
Já o clube Leiturinha surgiu em 2014 com o objetivo de compartilhar o hábito da leitura para crianças. Mensalmente, os 70 mil assinantes recebem um kit com livros selecionados, uma carta pedagógica explicativa e outras surpresas em pacotes que variam de R$ 40 a R$ 60.
Vinhos, orgânicos, grãos de café selecionados, snacks, flores e outros itens aparecem como o carro-chefe de outras empresas que seguem essa mesma estratégia.
Dados da Abcom, associação que reúne as empresas de comércio eletrônico, mostram que mais de 800 empresas estão ativas nesse mercado. Eram 300 em 2014. Nos Estados Unidos, os clubes já faturam US$ 10 bilhões por ano.
Mas, será que o modelo só funciona para negócios de nicho? Alexandre Miserani, especialista em gestão de negócios diz que não.
“Teoricamente, não há restrições. Num pensamento bem simplista, alugar uma casa pode ser considerado um clube de assinaturas e funciona muito bem há anos”, diz.
Miserani também faz um paralelo com os jornais e revistas, que há décadas operam dessa forma. O cliente desembolsa um valor fixo mensal e recebe em sua residência exemplares de seus títulos favoritos.
Nos últimos anos, empreendedores notaram que esse sistema poderia ser ampliado a uma infinidade de produtos que as pessoas precisam ou desejam todo os meses -os chamados produtos recorrentes.
De acordo com Miserani adicionar esse tipo de serviço a um comércio diversificado e já estabelecido pode ser próspero ou frustrante independente do porte ou ramo da empresa em questão. Tudo depende da gestão.
A grande armadilha, segundo o consultor, está no relacionamento com o cliente, que precisa ser constantemente monitorado.
“Isso também faz parte da reinvenção do varejo, em que as empresas precisam oferecer produtos e serviços das mais diversa formas, pois existem clientes para todas elas”.
Nos Estados Unidos, onde o setor já atua com força desde o início dos anos 2000, o caso mais célebre é o do Dollar Shave Club, que entrega lâminas de barbear. A empresa começou a operar em 2011 e hoje conta com impressionantes 3,2 milhões de assinantes.
COMO COMEÇAR
Para tanto, Miserani alerta que também é fundamental ter um amparo tecnológico como uma boa plataforma de e-commerce que suporte o fluxo de visitas e tenha escalabilidade para proporcionar uma experiência de compra positiva para cada usuário.
A empresária Patrícia Saura sabe bem o que é isso. Em 2016, ela e o marido Marcos fundaram a Candy in Box, um clube de assinaturas especializado em doces nacionais e importados –algo que a dupla observava quando para fora do país.
Inexperientes no ramo comercial, eles começaram pelo básico –vendiam por uma plataforma gratuita do Mercado Livre e divulgavam as novidades pelas redes sociais, um trabalho de formiguinha.
Depois de um tempo, apostaram em publicações patrocinadas no Facebook, compraram campanhas no GoogleAdwords, migraram para uma plataforma paga e finalmente se tornaram um e-commerce. Nada muito complexo quando comparado ao trabalho do casal para lidar com importação e a logística das caixas, segundo Patrícia.
O desejo do casal é que no futuro, tudo seja importado pela própria Candy in Box, mas a empresária diz que o processo de importação brasileiro requer uma série de etapas relacionadas a exigências legais, fiscais e tributárias que tornam a coisa inviável no momento –assim como a logística do negócio que ainda fica a cargo dos Correios por ter abrangência nacional.
Já com uma lista de fornecedores bem definida, hoje Patrícia se dedica a tentar negociações exclusivas com fornecedores para conseguir itens como o bolo de Óreo, fabricado no Egito, enviado nas caixas do último mês de maio.
Além de caçar novas guloseimas, o casal também precisa estar atento ao mix de doces que viajam o Brasil todo e não podem chegar derretidos, quebrados ou esfarelados. Por isso, os chocolates, por exemplo, são evitados durante o verão.
Para se aproximar dos clientes e expandir o negócio, no último ano, o casal testou o modelo de quiosque em três shoppings de São Paulo para finalmente, entrar no franchising. Além disso, abrirá lojas de rua, uma espécie de café que utiliza a seleção de doces como matéria-prima para milk-shakes e outras bebidas.
“No nosso caso, o diferencial está justamente nas opções diferenciadas que oferecemos. Essa curadoria é muito importante para manter o interesse do cliente”, diz.
SEGMENTOS TRADICIONAIS
Miserani diz que receber uma caixa cheia de produtos selecionados faz o cliente se sentir especial e isso é possível em qualquer segmento. Supermercados, por exemplo, podem sugerir planos de assinatura mostrando que conhecem os gostos de seu clientes. Com base nisso, ainda é possível sugerir variações de produtos desconhecidos, até então, mas que tenham potencial para se tornar queridinhos dos consumidores.
No caso das farmácias, por exemplo, os clubes de assinaturas podem ser uma oportunidade de elevar o tíquete médio de compras secundárias.
O mix de produtos oferecidos por essas caixas entregues mensalmente pode ser responsável por apresentar novas marcas e itens mais caros, que muitas vezes os clientes ficam receosos em testar.
Com esse tipo de apelo, os clubes de assinatura estão se multiplicando e já movimentam mais de R$ 1 bilhão por ano no Brasil.
Notícias Técnicas
Mudança de residência exige atenção às datas e ao Imposto de Renda. Comunicação de saída e declaração são procedimentos distintos na Receita Federal
Segurados que não receberam a antecipação em abril e maio terão o abono depositado em parcela única, conforme o cronograma de pagamentos
Regulamentação deve orientar empresas sobre a distribuição dos descansos e a redução gradual da jornada semanal para 40 horas
Medida Provisória nº 1.399/2026 entrou em vigor com a publicação, mas estabelece efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2027, em razão da noventena
Prorrogação busca concluir discussão técnica sobre avaliação dos incentivos fiscais; redução linear de 10% prevista na lei já está em vigor
Prazo para desistência vai até 20 de dezembro de 2026; decisão é irretratável e pode afetar preços, créditos tributários e relações comerciais em 2027
O Portal do CT-e publicou novo pacote de schemas, em conformidade com a Nota Técnica 2026.005, para adequar os documentos fiscais às regras do Simples Nacional no contexto da reforma tributária
A EFD-Contribuições permanecerá ativa em 2027, mesmo após o fim da apuração regular do PIS/Pasep e da Cofins, previsto para 31 de dezembro de 2026, para atender às obrigações de transição para a CBS
O Gecex prorrogou até 31/12/2026 a alíquota de 12% do imposto de exportação de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (posição 2709 da NCM).
Notícias Empresariais
Um empresário pode ter experiência, conhecimento e disposição para crescer, mas ainda assim encontrar dificuldades para identificar novos caminhos para o próprio negócio
O problema de muitas empresas não parece estar na falta de estratégia, mas no que acontece depois que ela é definida
Chamada pública de subvenção econômica regional somou R$ 450 milhões para desenvolvimento de projetos inovadores e de risco tecnológico
Em um momento de crédito desafiador, decisões sobre contratos, entregas e recebíveis devem entrar na agenda de toda a liderança
Nova modalidade poderá ajudar a financiar diferentes áreas do negócio. Entenda quais gastos entram na conta
Pesquisa mostra que executivos reconhecem a necessidade de atualizar suas competências diante das mudanças provocadas pela inteligência artificial
Pequenas atitudes podem ajudar a conquistar a saúde financeira esperada
Especialista explica como organizar estoque, entregas e custos para preservar o resultado das vendas
Na auditoria interna, investimos tempo para garantir qualidade técnica dos nossos trabalhos. Validamos evidências e elaboramos recomendações
Bolsa recua 0,82% com pessimismo externo e expectativas domésticas
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade