Alterações nos eventos S-2410 e S-2416 entram em produção na próxima terça-feira e afetam informações sobre benefícios de entes públicos
Área do Cliente
Notícia
Dia do Empreendedorismo Feminino: incentivo e oportunidades que transformam
Incentivo à liderança feminina, equidade de gênero e inclusão de diversidade é o que falta para aumentar os 43% de empreendedoras presentes no Brasil
Neste domingo (19), é comemorado o Dia Global do Empreendedorismo Feminino. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, e abrange 153 países, entre eles o Brasil, a fim de potencializar as oportunidades das mulheres no mercado de trabalho e nos cargos de chefia de áreas ocupadas atualmente majoritariamente por homens, como economia, saúde, política e educação.
De acordo com a pesquisa “Empreendedoras e Seus Negócios”, elaborada pela Rede Mulher Empreendedora (RME), as mulheres representam 43% dos empreendedores brasileiros, o que evidencia o crescimento do empreendedorismo feminino , a independência financeira e o impacto das atividades geradas por elas na economia nacional.
Perfil
Tendo muitas começado a empreender por necessidade, a maior parte atua como MEI ou como sócias de micro e pequenas empresas. Outro levantamento, intitulado “Quem São Elas”, lançado no ano passado pela RME, apontou que 55% das empreendedoras brasileiras têm filhos, e que dentre essa porcentagem, 75% decidiram adentrar o mundo dos negócios após a maternidade.
Cerca de 79% delas possuem ensino superior completo, com média de idade de 39 anos. 61% são casadas, 44% são chefes de família e 39% contam com o auxilio de alguém no negócio. Um problema detectado pelo estudo é que mais da metade delas buscam por qualidade de vida, porém 39% trabalham mais de nove horas por dia.
Racismo estrutural e regularização
Outro dado mostrado é a diferença no percentual de empreendedoras não brancas presentes nas abrangentes categorias de negócios. Elas representam 32% do total em empresas informais e MEIs, enquanto que em microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPPs) este número cai para 20%, o que destaca que empresas maiores são geralmente geridas por mulheres brancas.
As informações condizem com o Global Entrepreneurship Monitor de 2015, feito pelo Sebrae, o qual 51% dos empreendedores brasileiros, tanto homens quanto mulheres, são negros, entretanto, apenas 29% deles chegaram a empregar, ao menos, uma pessoa no período.
Ambos os estudos demostram alguns fatores impulsionados pelo racismo estrutural que permeia a sociedade, gerando ainda mais dificuldades no que se diz respeito a inserção no mercado de trabalho. Um exemplo disso é o acesso a crédito, que segundo o chefe do escritório Small Business Administration (SBA), Eugene Cornelius Junior, é três vezes mais negado a empresários negros do que a brancos, no Brasil.
A regularização de empreendimentos também é outro fator levantado, com 30% dos negócios com até três anos de funcionamento categorizados como informais. A maioria das mulheres relata que a falta de dinheiro é uma das principais razões para tal situação, além de 43% alegarem manter o negócio na informalidade, uma vez que o pagamento de impostos pode inviabilizar o empreendimento. O acesso ao credito foi citado como uma dificuldade que atrapalha a continuidade dos negócios.
Conhecimento e incentivo
A fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME), Ana Fontes conta que abriu o seu primeiro negócio em 2009, quando empreender não era tão popular como é atualmente, e que por isso, se deparou com muitos obstáculos, que serviram como um alerta, para que pensasse que muitas outras também se encontravam naquela mesma situação.
Selecionada para participar do programa de capacitação da Goldman Sachs e da Fundação Getulio Vargas (FGV), "10.000 mulheres", Ana sentiu ainda mais vontade de compartilhar experiências e conhecimento com outras mulheres, o que a fez criar a RME. Hoje, compactuando com quase 300 mil mulheres de todas as regiões brasileiras, a instituição oferece eventos, networking, capacitação profissional e marketplace para negócios entre as empreendedoras.
“Empreender é muito solitário e, para as mulheres, ainda mais. Nós acabamos assumindo todos os outros papéis e complicamos um pouco mais a nossa vida. Se não tivermos o apoio e a colaboração de outras empreendedoras, fica bem difícil empreender. Esses movimentos são ótimos para mulheres trocarem experiências com quem está passando pela mesma fase, fazer parcerias e aumentar o networking”, afirma.
Quero empreender, e agora?
O crescimento de 14% na participação das mulheres no meio empreendedor nos últimos 14 anos, tem servido como incentivo para que muitas queiram se arriscar com a criação de um empreendimento próprio.
Ana ressalta que muitos empecilhos como o acesso ao crédito, definição de segmento de negócio, localização de programas de capacitação de apoio para a gestão com custos acessíveis e a busca de equilíbrio entre atividades pessoais, familiares e profissionais serão encontradas no caminho, porém que é de extrema importância estabelecer alguns parâmetros para que a ideia saia do papel.
Entre as premissas destacadas pela empresária, as principais são:
- Conhecer o universo empreendedor;
- Acompanhar páginas de entidades de apoio;
- Participar de eventos e adquirir conhecimento neste universo;
- Procurar um mentor, alguém com mais experiência que pode sanar dúvidas;
- Identificar suas habilidades para pensar na oportunidade de negócios.
Aqui, é necessário considerar que o seu negócio tem que resolver problemas reais da sociedade. Para Ana, testar o modelo é fundamental. Somente pesquisa de mercado não é o suficiente, é importante executar o funcionamento um protótipo com clientes reais, investindo o mínimo possível nesta fase de teste.
“Espero que nos próximos anos, com o tema do empreendedorismo feminino em debate, sejam criadas políticas públicas de apoio a mulheres que querem empreender. Essa é uma das missões do nosso recém-criado Instituto Rede Mulher Empreendedora. Também esperamos que as empresas contemplem políticas de incentivo à liderança feminina, equidade de gênero e inclusão de diversidade. É o que precisamos”, conclui.
Notícias Técnicas
Mudanças envolvem salário-paternidade, validação de CPF de dependentes e regras para a Administração Pública, com prazos de implantação entre setembro de 2026 e janeiro de 2027
DCTFWeb, DeCripto, DITR, DTTA, DME e DOI estão entre os compromissos previstos para o fim do mês
Dados das eleições integram o cruzamento de informações feito pelo instituto para verificar a situação dos beneficiários
Novo modelo usa documentos fiscais e outras informações para calcular os tributos; empresas precisarão conferir os dados e acompanhar os ajustes durante a transição
Trabalho nas datas de votação é permitido em determinadas situações, mas empregadores devem assegurar tempo necessário para que funcionários possam exercer o direito ao voto
Falhas no preenchimento, classificação de produtos e informações divergentes podem comprometer a conformidade fiscal e aumentar o risco de questionamentos
Empresas optantes pelo Simples Nacional também poderão escolher o modelo de recolhimento do IBS e da CBS e revisar a decisão após a definição das alíquotas
Solução de Consulta Cosit nº 149/2026 também detalha condições para aplicação da denúncia espontânea e efeitos sobre multas relacionadas a obrigações acessórias
A Nota Técnica 2023.003 v.1.4 altera as regras da NFC-e no Amazonas e permite o uso do CFOP 5.949, com CSOSN 900 ou CST 40, para registrar gorjetas.
Notícias Empresariais
Uma empresa não se torna preparada para o futuro apenas porque investe em tecnologia, contrata talentos ou elabora um planejamento estratégico
Executivos que investem em marca pessoal ampliam autoridade, ganham visibilidade e se destacam em um mercado cada vez mais competitivo e digital
No ambiente corporativo, a data reforça a importância de conectar a saúde mental ao desempenho, satisfação e cultura, sempre com foco nas relações e no acolhimento de colaboradores
A primeira admissão exige planejamento financeiro detalhado, registro prévio no eSocial e cumprimento rigoroso da CLT
Contador é parceiro, mas a estratégia final está nas mãos do empreendedor
As mudanças no mercado de trabalho ampliaram os fatores que influenciam decisões de carreira, indo além de estabilidade, hierarquia e trajetórias lineares
Estratégia adotada pela WeCogno aposta em um conceito mais abrangente para diferenciar a companhia em um mercado cada vez mais disputado por empresas de dados e inteligência artificial
Movimento do Sebrae amplia estratégia em 2026 e incentiva brasileiros a incorporar a compra de pequenos negócios à rotina
Nova fase de programa prevê desconto de até 90% nos débitos
MP diz que plataformas ficarão fora do ar e proíbe novos depósitos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade