Alterações nos eventos S-2410 e S-2416 entram em produção na próxima terça-feira e afetam informações sobre benefícios de entes públicos
Área do Cliente
Notícia
Fim da exclusividade aumenta disputa entre máquinas de cartões
Lojistas podem aproveitar a mudança para reduzir as despesas com aluguel de POS e taxa de desconto
Após mais de dois anos de recessão, mesmo as perspectivas mais otimistas ainda são de retomada lenta das vendas do comércio nos próximos meses -o que continuará a exigir dos lojistas atenção redobrada na gestão das despesas.
Uma boa notícia é que mudanças recentes no mercado de cartões vêm aumentando a competição entre as credenciadoras (empresas donas das maquininhas), o que já teve reflexos nas taxas de desconto (paga pelos lojistas sobre o valor de cada venda no cartão) e no número de maquininhas.
Até 2010, somente as maquininhas da Visanet (que mudou de nome para Cielo) aceitavam cartões com a bandeira Visa, enquanto a bandeira Mastercard era exclusividade das maquininhas da Redecard (hoje apenas Rede).
LEIA MAIS: Máquinas de cartão para o tamanho de seu negócio
Com o fim da exclusividade entre essas credenciadoras e bandeiras naquele ano (a Visanet também passou a aceitar Mastercard e a Redecard, a aceitar Visa), novos competidores entraram no mercado (oferecendo maquininhas que aceitavam ambas as bandeiras).
Com isso, a taxa de desconto média sobre as vendas no cartão de crédito passou de 2,90% em 2010 para 2,78% em 2011, mantendo-se relativamente estável neste patamar até 2015.

A estabilidade da taxa no período pode estar associada, entre outros fatores, ao surgimento de novas barreiras à competição.
Naquele mesmo 2010, três grandes bancos se juntaram para criar a bandeira Elo, que, por um lado, acirrou a competição entre as bandeiras – mercado até então dominado pelas estrangeiras Visa e Mastercard –, mas, de outro, limitou a competição entre as maquininhas, já que a Elo era aceita apenas na Cielo –assim como o Hipercard, por exemplo, era aceito apenas nas maquininhas da Rede.
Na metade de 2016, a Elo já respondia por mais de 15% das transações com cartões de débito emitidos no Brasil.
A Hipercard, por sua vez, representava 4% das transações com cartão de crédito. Com cada vez mais cartões dessas bandeiras nas mãos dos consumidores, o estabelecimento que não tivesse maquininhas da Cielo e da Rede corria o risco de perder vendas.

O Banco Central, órgão regulador do mercado de cartões, passou a pressionar as credenciadoras para acabar com a exclusividade em arranjos de pagamento que ganharam muita relevância, como o da Elo.
Assim, a partir de 2016, uma única maquininha passou a aceitar praticamente todas as bandeiras existentes.
A mudança já teve impactos significativos no mercado. As novas credenciadoras passaram a oferecer mais bandeiras, acirrando a competição e derrubando as taxas.
A taxa média de desconto sobre as vendas no cartão de crédito caiu de 2,77% em 2015 para 2,65% em 2016. No débito, ela passou de 1,54% para 1,52%.

Outras inclui Santander, Banrisul, Elavon, Banestes, Banpará, Cetelem, Bancoob, BRB, Pan e Bonsucesso
Mais lojistas firmaram acordos com as novas credenciadoras, que viram crescer seu número de estabelecimentos ativos credenciados.
Já a quantidade de estabelecimentos credenciados pelas duas maiores empresas do mercado caiu em relação a 2015, conforme mostra o gráfico.
Com uma única maquininha aceitando mais bandeiras, os lojistas também passaram a poder abrir mão dos serviços de mais de uma credenciadora, reduzindo, assim, as despesas com o aluguel das maquininhas.
O número de maquininhas, por sinal, caiu pela primeira vez desde 2008, passando de 4,565 milhões em 2015 para 4,424 milhões em 2016.

Os efeitos do aumento da competição não se restringem às taxas de desconto e ao aluguel das maquininhas, estendendo-se a outras despesas dos lojistas com a operação de cartões, como as taxas de juros da antecipação de recebíveis (valor a receber das vendas já realizadas no cartão de crédito), por exemplo. Afinal, as novas credenciadoras também oferecem esse tipo de empréstimo.
Outra boa notícia para os lojistas é a queda da Selic, que, de acordo com projeções dos analistas consultados pelo Banco Central, deve chegar a 8% até o final do ano, barateando as linhas de crédito, como a de capital de giro, por exemplo.
Para quem quer diminuir ainda mais os gastos com juros, a nova lei que permite a cobrança de preços diferenciados de acordo com o prazo e o meio de pagamento pode ser aproveitada para alavancar as vendas no débito, cujo prazo de recebimento é de apenas 2 dias (contra 30 dias das vendas realizadas no cartão de crédito).
SIMULAÇÃO
Imaginemos uma microempresa que fature R$ 360 mil por ano (o equivalente a R$ 30 mil por mês). Além disso, suponhamos que este estabelecimento realize um terço das vendas no cartão de crédito, um terço no cartão de débito e um terço no dinheiro.
Digamos que ela pague 2% sobre cada venda no cartão de débito, 5% sobre cada venda no cartão de crédito e antecipe 100% dos recebíveis das vendas no cartão de crédito (apenas vendas em uma única parcela) a uma taxa de juros de 3% e, além disso, alugue duas maquinhas a um custo de R$ 200 por mês (R$ 100 cada).
As despesas das vendas com cartão, assim, seriam de R$ 1.200 por mês (R$ 14.400 por ano). A isenção do aluguel de uma das maquininhas, a redução de 5% para 4% da taxa de desconto das vendas no crédito e de 3% para 2% da taxa de juros da antecipação de recebíveis já derrubariam as despesas mensais da operação de cartão para R$ 900 (economia de R$ 3.600 por ano, ou 1% do faturamento).
Partindo das condições iniciais, se, em vez de R$ 10.000 por mês de vendas no cartão de débito e R$ 10.000 no cartão de crédito, a composição das vendas mudasse para R$ 15.000 no débito e R$ 5.000 no crédito, as despesas mensais da operação de cartão também cairiam para R$ 900 (economia de R$ 3.600 por ano).
Claro que parte dessa economia seria provavelmente utilizada para incentivar as vendas no débito com descontos no valor das mercadorias.
DICAS PARA LOJISTAS
•Aproveite o aumento da competição e as mudanças no mercado (ampliação da aceitação das principais bandeiras para todas as maquininhas) para negociar taxas e reduzir despesas com vendas no cartão.
•Procure bancos e credenciadoras, conheça melhor os serviços oferecidos e peça propostas comerciais. Os principais bancos já oferecem pacotes integrados de serviços bancários e de cartões. Avalie e escolha a empresa que apresentar a melhor relação custo-benefício para o perfil do seu estabelecimento.
•A nova lei que permite a cobrança de preços diferenciados de acordo com o prazo e o meio de pagamento pode ser aproveitada para melhorar a gestão do fluxo de caixa e reduzir as despesas com juros.
Notícias Técnicas
Mudanças envolvem salário-paternidade, validação de CPF de dependentes e regras para a Administração Pública, com prazos de implantação entre setembro de 2026 e janeiro de 2027
DCTFWeb, DeCripto, DITR, DTTA, DME e DOI estão entre os compromissos previstos para o fim do mês
Dados das eleições integram o cruzamento de informações feito pelo instituto para verificar a situação dos beneficiários
Novo modelo usa documentos fiscais e outras informações para calcular os tributos; empresas precisarão conferir os dados e acompanhar os ajustes durante a transição
Trabalho nas datas de votação é permitido em determinadas situações, mas empregadores devem assegurar tempo necessário para que funcionários possam exercer o direito ao voto
Falhas no preenchimento, classificação de produtos e informações divergentes podem comprometer a conformidade fiscal e aumentar o risco de questionamentos
Empresas optantes pelo Simples Nacional também poderão escolher o modelo de recolhimento do IBS e da CBS e revisar a decisão após a definição das alíquotas
Solução de Consulta Cosit nº 149/2026 também detalha condições para aplicação da denúncia espontânea e efeitos sobre multas relacionadas a obrigações acessórias
A Nota Técnica 2023.003 v.1.4 altera as regras da NFC-e no Amazonas e permite o uso do CFOP 5.949, com CSOSN 900 ou CST 40, para registrar gorjetas.
Notícias Empresariais
Uma empresa não se torna preparada para o futuro apenas porque investe em tecnologia, contrata talentos ou elabora um planejamento estratégico
Executivos que investem em marca pessoal ampliam autoridade, ganham visibilidade e se destacam em um mercado cada vez mais competitivo e digital
No ambiente corporativo, a data reforça a importância de conectar a saúde mental ao desempenho, satisfação e cultura, sempre com foco nas relações e no acolhimento de colaboradores
A primeira admissão exige planejamento financeiro detalhado, registro prévio no eSocial e cumprimento rigoroso da CLT
Contador é parceiro, mas a estratégia final está nas mãos do empreendedor
As mudanças no mercado de trabalho ampliaram os fatores que influenciam decisões de carreira, indo além de estabilidade, hierarquia e trajetórias lineares
Estratégia adotada pela WeCogno aposta em um conceito mais abrangente para diferenciar a companhia em um mercado cada vez mais disputado por empresas de dados e inteligência artificial
Movimento do Sebrae amplia estratégia em 2026 e incentiva brasileiros a incorporar a compra de pequenos negócios à rotina
Nova fase de programa prevê desconto de até 90% nos débitos
MP diz que plataformas ficarão fora do ar e proíbe novos depósitos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade