Alterações nos eventos S-2410 e S-2416 entram em produção na próxima terça-feira e afetam informações sobre benefícios de entes públicos
Área do Cliente
Notícia
Dar dinheiro para os clientes virou tendência no varejo
A prática, conhecida por Cashback, promete fidelizar os consumidores, aumentar o tíquete médio e trazer novos clientes
Há cerca de um mês, a publicitária Camilla Mikui foi abastecer seu carro em um posto de gasolina em São Paulo. Ela foi informada pelo frentista que, após se cadastrar num aplicativo, 50% do valor gasto para encher o tanque voltaria para ela.
Uma cena similar acontece diariamente na rede de supermercadosGF, em Minas Gerais.
Após passar os produtos no caixa, a funcionária pergunta ao cliente: “Você quer parte do seu dinheiro de volta?”.
Calma, os comerciantes não ficaram doidos ou estão jogando dinheiro fora. Esse é um novo programa de incentivo chamado Cashback (reembolso, em inglês).
Em vez de oferecer descontos ou outros tipos de benefícios para os consumidores, as empresas, por meio de aplicativos, estão devolvendo parte do valor das compras.
Nos Estados Unidos, essa forma de recompensar os consumidores já é utilizada há algum tempo, principalmente pelas empresas de cartão de crédito.
DINHEIRO DE VOLTA
Por aqui, uma das primeiras empresas a realizarem essas operações foi o Méliuz, fundada em 2011. Na época, os sócios Ofli Guimarães e Israel Salmen não estavam satisfeitos com os programas de pontos convencionais.
“As pessoas passavam muito tempo juntando pontos e, quando iam resgatar, nem sempre podiam pegar produtos que realmente queriam”, afirma Lucas Marques, diretor de operações da Méliuz. “Ofli e Israel decidiram criar a empresa para devolver o valor em dinheiro. Dessa forma, os clientes poderiam usar a recompensa da forma como quisessem.”
O sistema é simples. Os consumidores se cadastram e, ao realizarem compras nas empresas que fazem parte da rede do Méliuz, basta fazer o pagamento nas máquinas de cartão específicas. Nos e-commerces, basta ativar um botão.
Os valores ficam armazenados no perfil do cliente e, após juntar R$ 20, é possível transferir o dinheiro para uma conta bancária.
A empresa cobrada dos lojistas uma percentagem por cada venda realizada na plataforma, o valor é negociado diretamente com cada comerciante. O reembolso para os clientes saem dessa quantidade.
“A percentagem da devolução é decida junto com os lojistas”, afirma Marques. “É preciso que o valor seja interessante tanto para o comerciante, quanto para o consumidor.”
Entre as empresas listadas no site do Méliuz estão as lojas online do Boticário, Submarino, Amazon e algumas unidades da rede Big X-Picanha, Subway e Spoleto.
No ano passado, o Méliuz alcançou R$ 1 bilhão em vendas e fechou o ano com um aumento de 250% no volume de compras no site, em relação a 2015.
Outra empresa que disputa o mercado de Cashback é a Beblue. A startup trabalhava com cartões de desconto e pré-pagos, mas decidiu mudar o modelo de negócio para oferecer o reembolso para os consumidores.
“Devolver o dinheiro tem um efeito mais poderoso do que oferecer descontos. Existe um componente psicológico para os consumidores”, afirma Daniel Abbud, sócio-fundador e presidente da Beblue. “Além disso, para os comerciantes é vantajoso porque eles não precisam desvalorizar o preço dos produtos que estão na prateleira.”
Na Beblue, diferente da concorrente, o valor resgatado pelos clientes fica armazenado para ser utilizado em outras compras dentro dos estabelecimentos cadastrados. Ou seja, ele não pode ser depositado em conta bancária. “Dessa forma, incentivamos os consumidores a voltarem nos estabelecimentos e, com isso, ajudamos a fidelizar o público.”
A empresa ganha um percentual que varia entre 1 a 3% por venda. A Beblue tem mais de 600 mil usuários ativos e mais de dois mil estabelecimentos cadastrados. A empresa já realizou mais de R$ 2 milhões em transações.
VALE A PENA?
Para Gustavo João Franco, sócio da rede de supermercado GF, que utiliza a ferramenta da Méliuz, o principal benefício do cashback é aumento das vendas.
Uma das ações realizadas pela rede foi em parceria com a marca de cerveja Heineken. Durante um dia, o supermercado ofereceu a cerveja com 50% de reembolso para os clientes.
“No período, vendemos a mesma quantidade de cervejas que vendemos em um mês”, afirma Franco. A indústria bancou o valor desse reembolso, pois estava interessada em se livrar de um estoque.
Para Franco, outra vantagem é entender o comportamento dos clientes. Ao saber o que eles estão comprando, é possível criar ações específicas para atingir os diferentes consumidores.
Edmundo Rebello, dono de três postos de combustíveis e de lojas de conveniência em São Paulo, utiliza o Beblue há um mês. Ele acredita que os principais benefícios são o crescimento do número de clientes que procuram o posto e o aumento do ticket médio.
“Eu consigo acompanhar o fluxo de clientes que utilizam a ferramenta e já percebi que a o movimento aumentou”, diz Rebello.
Vale lembrar que além dos valores cobrados pelas empresas que fazem cashback, os lojistas têm os custos com as maquinas de cartão que realizam as compras.
Para pequenos comerciantes com margens de lucro apertadas, é preciso colocar os valores na ponta do lápis antes de aderir as essas ferramentas.
Notícias Técnicas
Mudanças envolvem salário-paternidade, validação de CPF de dependentes e regras para a Administração Pública, com prazos de implantação entre setembro de 2026 e janeiro de 2027
DCTFWeb, DeCripto, DITR, DTTA, DME e DOI estão entre os compromissos previstos para o fim do mês
Dados das eleições integram o cruzamento de informações feito pelo instituto para verificar a situação dos beneficiários
Novo modelo usa documentos fiscais e outras informações para calcular os tributos; empresas precisarão conferir os dados e acompanhar os ajustes durante a transição
Trabalho nas datas de votação é permitido em determinadas situações, mas empregadores devem assegurar tempo necessário para que funcionários possam exercer o direito ao voto
Falhas no preenchimento, classificação de produtos e informações divergentes podem comprometer a conformidade fiscal e aumentar o risco de questionamentos
Empresas optantes pelo Simples Nacional também poderão escolher o modelo de recolhimento do IBS e da CBS e revisar a decisão após a definição das alíquotas
Solução de Consulta Cosit nº 149/2026 também detalha condições para aplicação da denúncia espontânea e efeitos sobre multas relacionadas a obrigações acessórias
A Nota Técnica 2023.003 v.1.4 altera as regras da NFC-e no Amazonas e permite o uso do CFOP 5.949, com CSOSN 900 ou CST 40, para registrar gorjetas.
Notícias Empresariais
Uma empresa não se torna preparada para o futuro apenas porque investe em tecnologia, contrata talentos ou elabora um planejamento estratégico
Executivos que investem em marca pessoal ampliam autoridade, ganham visibilidade e se destacam em um mercado cada vez mais competitivo e digital
No ambiente corporativo, a data reforça a importância de conectar a saúde mental ao desempenho, satisfação e cultura, sempre com foco nas relações e no acolhimento de colaboradores
A primeira admissão exige planejamento financeiro detalhado, registro prévio no eSocial e cumprimento rigoroso da CLT
Contador é parceiro, mas a estratégia final está nas mãos do empreendedor
As mudanças no mercado de trabalho ampliaram os fatores que influenciam decisões de carreira, indo além de estabilidade, hierarquia e trajetórias lineares
Estratégia adotada pela WeCogno aposta em um conceito mais abrangente para diferenciar a companhia em um mercado cada vez mais disputado por empresas de dados e inteligência artificial
Movimento do Sebrae amplia estratégia em 2026 e incentiva brasileiros a incorporar a compra de pequenos negócios à rotina
Nova fase de programa prevê desconto de até 90% nos débitos
MP diz que plataformas ficarão fora do ar e proíbe novos depósitos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade