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As 8 fraquezas das quais você precisa se libertar se quiser triunfar
Características e comportamentos são citados por Napoleon Hill no capítulo introdutório de A Lei do Triunfo
Tenho algumas reservas com a abordagem de Napoleon Hill a respeito do sucesso, pois me parece até aqui tratá-lo unicamente sob a ótica da prosperidade financeira. Eu entendo que é um aspecto bem mais amplo e triunfar está muito mais relacionado com o sentimento de realização do que com a consequência monetária dele. Mas isso que acabei de dizer pode ser uma grande besteira, pelo simples fato de que nunca li de forma integral e contextualizada a obra desse autor diretamente, apenas tive contato com ela de forma fragmentada e através de outros autores. Foi por isso que decidi lê-la e compartilhar aqui com vocês minha própria análise do que está lá, esperando que minhas considerações contribuam para sua própria leitura desses livros futuramente.
Hill tem duas obras principais, pelas quais ficou conhecido: “Quem pensa enriquece” e “A lei do triunfo”. Essa última é fruto de vinte anos de observações e experiências e está organizada com um rigor que, até certo ponto, podemos tratar como científico. Foi por isso que decidi começar a leitura por ela. Nesse livro, Hill se propõe a apresentar 15 leis que, segundo ele, nortearam as vidas de 45 homens bem sucedidos dos EUA, entre os quais estão empresários, políticos, juízes e outras figuras influentes e famosas na história do país, como Henry Ford e Andrew Carnegie.
“A lei do triunfo” é uma obra extensa, com mais de 700 páginas. Napoleon Hill levou mais de 20 anos para conclui-la. Portanto, não sou eu que vou tentar resumi-la em um simples artigo. Mas vou buscar conduzir aqui nesta coluna uma rotina de textos sobre o livro, ao passo que eu for progredindo na leitura. E é dessa forma que, nesta publicação de hoje, quero tratar de algo que o autor fala na sua primeira lição, cujo título é “O master mind”. Lá, antes de começar a falar do que se deve fazer para triunfar, ele abordar um aspecto que diz ser crucial: comportamentos dos quais precisamos nos livrar antes de começarmos a caminhada rumo ao destino que escolhermos (essa questão do objetivo é outro ponto importante, mas trataremos dele em outra postagem).
Vamos aos pontos:
Cupidez
O termo é estranho e confesso que fui pesquisar para compreendê-lo. Mas seu significado é bem conhecido e se refere a um tipo de ambição que Napoleon Hill considera desastrosa: a mera cobiça, que leva o indivíduo a abrir mão de qualquer valor moral em nome de alcançar um objetivo qualquer, para satisfação pessoal.
A violência
É outro aspecto que ressalta o compromisso moral de Napoleon Hill na construção de seu manual rumo ao sucesso. Ele entende que nada justifica recorrer à imposição da força – seja física ou de qualquer outra natureza – para impor sua vontade. Mais que indecente, ele considera esse recurso insustentável. Afinal, a verdadeira riqueza não se sustenta em pilares frágeis.
A inveja
Napoleon Hill considera que a inveja não só não ajuda na busca pelo sucesso, como contribui para levar indivíduos à miséria. Por isso, ele considera que esse é outro dos primeiros aspectos dos quais precisamos nos libertar. Querer a vida do outro, achar que o outro tem demais e você de menos, enfim, devotar sua vida em função da de um terceiro pode ser sua grande derrocada.
A desconfiança
Ninguém prospera sozinho – inclusive, Napoleon Hill dedica boas páginas do livro a falar sobre como é importante e de que maneira conseguir engajar outras pessoas em seu propósito e influenciá-las para um bom trabalho. Nesse âmbito, a confiança é fundamental. Se você desconfia até da sombra, dificilmente vai sair do lugar. O principal prejuízo desse comportamento nefasto é este: ele o mantém numa prisão imaginária. Você não vai a lugar nenhum, por não confiar em ninguém.
O espírito de vingança
Esse comportamento e seus prejuízos se aproximação da inveja e da violência. Por um lado, você se devota a provocar um dano a um terceiro. Por outro, coloca sua vida em função desse objetivo. E, como ressalta Napoleon Hill nos capítulos seguintes – inclusive, essa é uma das leis – é preciso ter foco em um objetivo central na vida. Ninguém constrói nada tendo que dividir as atenções com um projeto de vingança.
O egoísmo
Como dissemos, ninguém cresce sozinho. E para conseguir o apoio das outras pessoas você precisa aprender a compartilhar ganhos. Henry Ford muitas vezes é lembrado pelos métodos rígidos de sua linha de montagem, mas – na verdade – ele foi um dos pioneiros na melhoria das condições de trabalho dos operários. Lembre-se de que naquela época as jornadas de trabalho podiam chegar a até 18 horas, não havia férias e até crianças podiam trabalhar legalmente. Os funcionários de Ford recebiam o dobro que os das outras indústrias e trabalhavam apenas as 8 horas que trabalhamos hoje. O resultado foi que sua produção ficou maior e seu faturamento chegou a triplicar. Esse exemplo é a melhor lição para este tópico. Ninguém triunfa querendo tudo para si. Para conquistar é preciso compartilhar.
A tendência para colher onde não se semeou
O chamado “capitalismo de estado”, que conhecemos muito bem aqui no Brasil, pode servir de exemplo para esse ponto. Ninguém precisa de muito esforço, basta uma boa amizade no governo para conseguir faturar alto (quase sempre superfaturando) às custas do dinheiro público. Essa é a lógica dessa prática. Ultimamente, no entanto, temos visto muito adeptos dela na cadeia. Pense bem antes de querer colher onde não semeou. Temos esse exemplo, mas há vários outros. É só você prestar atenção.
O hábito de gastar mais do que se ganha
Hill finaliza esses tópicos introdutórios com esse outro aspecto. Nós brasileiros o conhecemos muito bem. Ganhamos pouco, gastamos muito e vivemos endividados. Gastar menos do que se ganhar, para poupar e prosperar é a lição mais básica, mas muita gente não consegue cumpri-la. Isso de Johnny Depp a você.
O que achei até aqui?
Essas considerações acima são um resumo das minhas primeiras páginas de “A lei do triunfo”. Ainda não li o suficiente para passar um atestado sobre a obra. Mas já tenho algumas primeiras impressões:
- Napoleon Hill merece pelo menos um voto de confiança. Afinal, dedicou duas décadas a pesquisar pessoas de sucesso antes de publicar o livro.
- De fato, sua obra tem foco no aspecto financeiro do sucesso. Até aqui, não vejo outros vieses. Portanto, se você busca outras interpretações, visões mais amplas sobre o que é o triunfo, sugiro buscar outras referências, embora – sabendo filtrar – você consiga extrair dessa obra boas lições também.
- Se você quer ficar rico, esse é o livro que você deve ler. Ele não vai fazer brotar dinheiro na sua conta bancária. Afinal, como dizem por aí, “livros não mudam o mundo. Mas eles mudam pessoas. E pessoas mudam o mundo”. Se essa leitura o ajudar a mudar pelo menos seu próprio mundo, ela já terá sido bastante útil.
Nos encontramos no próximo artigo. Até lá!
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