A Resolução CGSN nº 191/2026 prorroga a obrigatoriedade para 1º de novembro de 2026 e estabelece que as regras de IBS e CBS no Simples Nacional entram em vigor em 1º de janeiro de 2027
Área do Cliente
Notícia
Dicas para você influenciar comportamentos e conquistar resultados mais efetivos
Treinamentos, campanhas publicitárias, leis, políticas corporativas e governamentais, psicoterapias, coaching, meditação ... O que todas essas práticas têm em comum?
Influenciar o comportamento das pessoas sempre foi ambição dos governos, empresas privadas e iniciativas do terceiro setor. As últimas descobertas da ciência vêm demonstrando, entretanto, que o caminho mais assertivo não é mudar a mentalidade das pessoas, mas seus ambientes.
Treinamentos, campanhas de conscientização, campanhas publicitárias, leis, políticas corporativas e governamentais, psicoterapias, coaching, literatura de autoajuda, meditação, campanhas de arrecadação de recursos... O que todas essas práticas têm em comum?
O objetivo de influenciar as ações das pessoas – sejam cidadãos, colaboradores, consumidores, fornecedores, parceiros, investidores ou potenciais doadores – e, com isso, aumentar seu bem-estar, impactar os negócios e criar transformações sociais.
Podemos dividir essas tentativas de influenciar o comportamento das pessoas em dois tipos: focadas no contexto ou dirigidas à cognição. Essa divisão é baseada nas descobertas das ciências comportamentais (psicologia, economia comportamental, neurociências etc.), dos últimos 30 anos, que moldaram a concepção atual da mente e do comportamento humano, sendo muito bem sintetizadas por Daniel Kahneman em seu livro Rápido e Devagar (Editora Objetiva, 2012).
Kahneman usa dois personagens para falar sobre uma só mente: o Sistema 1 e o Sistema 2. O Sistema 1 é automático, realiza várias operações simultaneamente, é rápido, exige pouco ou nenhum esforço, não necessita de nenhuma percepção de controle voluntário, operando através da intuição e de atalhos. Já o Sistema 2 é reflexivo, consciente, exige esforço mental, funciona de forma sequencial e opera através do pensamento deliberativo.
Uma metáfora comumente empregada no meio para se referir ao modelo dual de funcionamento da mente humana é a do elefante e do condutor (Sistemas 1 e 2, respectivamente); o condutor deliberadamente olha para o mundo e pondera para onde ir em seguida, mas é o elefante quem está realmente no controle na maior parte do tempo.
As tentativas tradicionais de mudanças comportamentais sempre apostaram em mudar a mentalidade das pessoas - isto é, são dirigidas à cognição, o Sistema 2 - principalmente através da disponibilização da informação (a conscientização) e das boas intenções ou força de vontade. Porém, essas tentativas nem sempre são bem sucedidas. Um estudo de 2002 (Mind the Gap: why do people act environmentally and what are the barriers to pro-environmental behavior?) publicado por Anja Kollmuss e Julian Agyeman na revista Environmental Education Research sobre comportamentos pró-ambientais, por exemplo, nos mostra que pelo menos 80% dos fatores influenciando tais comportamentos são contextuais, não envolvendo o conhecimento ou a consciência. Além disso, nossas intenções e preferências não são estáticas: quem nunca passou por situações, como querer emagrecer, mas se alimentar de junkie food ao final do dia? Ou economizar para alcançar uma meta de longo prazo (comprar um carro, um apartamento), mas acabar gastando as economias em compras de impulso?
Ao mesmo tempo em que o progresso tecnológico nos proporcionou inúmeros confortos, também nos proporcionou diversos efeitos colaterais indesejados. Há um século, aproximadamente 10% da mortalidade humana era resultado de más decisões. Atualmente, esse índice é de aproximadamente 40%, com as doenças crônicas como enfarto, câncer e diabetes sendo resultados de más decisões contínuas (hábitos ou estilos de vida).
Uma nova abordagem
Um consenso geral entre os cientistas comportamentais da atualidade é a influência desproporcional e subestimada do ambiente na tomada de decisões e mudanças de comportamento. Por isso, uma nova abordagem focada no contexto – e, consequentemente, agindo mais sobre o Sistema 1 - vem revolucionando os diversos setores: a arquitetura da escolha ou nudging. Como definem Richard Thaler e Cass Sustein no livro Nudge: o empurrão para a escolha certa (Editora Elsevier, 2008) a arquitetura da escolha organiza o contexto no qual as pessoas tomam decisões.
Com base nas descobertas das ciências comportamentais, o arquiteto da escolha projeta contextos para influenciar de forma previsível e sistemática as decisões das pessoas. Estes projetos podem ser aplicados tanto no setor público (esfera de onde se originou), quanto no setor privado e terceiro setor, para melhorar o bem-estar, aumentar lucros, receitas, produtividade, reduzir custos e arrecadar mais recursos.
É claro que as diversas descobertas das ciências comportamentais, as ferramentas e métodos de arquitetura da escolha não poderiam ser todas contempladas nesse artigo, mas podemos dar algumas dicas gerais sobre como influenciar as ações das pessoas. As mais óbvias são definir o comportamento chave e remover os obstáculos para estes comportamentos.
1. Como já dizia aquela velha frase sobre gestão "você não pode gerenciar o que não pode mensurar". E você não pode mensurar o que não especificar. Portanto, antes de tentar mudar ou influenciar algum comportamento, descreva-o de forma específica, sabendo claramente quando ele ocorreu ou não.
2. Use o caminho da menor resistência. Pode ser difícil encontrar os diversos obstáculos, barreiras ou ruídos que atrapalham a ocorrência de determinado comportamento, mas certamente ao encontrá-los e removê-los, você garante que a probabilidade de ocorrência do mesmo aumente consideravelmente.
Além disso, vá além do bom senso e olhe para a ciência. Não é apenas ineficiente, mas também negligente não utilizar os atalhos que os conhecimentos científicos nos dão sobre o comportamento humano. Seria algo parecido com reinventar a roda toda vez que um novo carro for criado, ignorando todos os conhecimentos da física a respeito.
O Behavioural Insights Team (também conhecido como o “Nudge Unit”) criou um framework chamado MINDSPACE (acrônimo de Mensageiro, Incentivos, Normas, Default, Saliência, Priming, Afeto, Comprometimento e Ego) que tenta sintetizar em nove fatores os princípios científicos do comportamento. Da mesma forma, Robert Cialdini fala sobre os seis princípios chaves para persuasão: reciprocidade, compromisso e coerência, aprovação social, autoridade, afeto e escassez. Esses princípios e frameworks podem ser utilizados para definir e diagnosticar problemas comportamentais, e projetar e testar soluções contextuais na forma de arquiteturas da escolha, indo além do bom senso e trazendo as ciências para os assuntos humanos.
Notícias Técnicas
A nova regra regulamenta o reconhecimento da receita pelo faturamento da operação, extingue a opção pelo regime de caixa para a apuração mensal e revoga dispositivos da Resolução CGSN nº 140/2018
Encontro acontece no dia 18 de agosto, a partir das 9h, e será transmitido pelo YouTube do CFC
Na segunda-feira, dia 24 de agosto, será necessário atualizar as credenciais de acesso
O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) adiou para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade dos procedimentos de emissão de documentos fiscais previstos no Ajuste Sinief nº 49 de 2025
Nota Técnica 2026.002 v1.01a posterga para 4 de janeiro a validação que exige o CNPJ do terceiro cobrado em determinados itens da Nota Fiscal Fatura de Serviço de Comunicação Eletrônica
Retenção automática de IBS e CBS pode reduzir liquidez e aumentar a necessidade de crédito para financiar operações
Profissional costuma cobrir folgas e ausências em escalas de revezamento, mas não existe contrato de “folguista” previsto especificamente na CLT
Decisão do TST reforça Lei Maria da Penha: gestão de medida protetiva e riscos na empresa
O PEM 2025 oferece condições significativamente melhores em comparação aos parcelamentos anteriores
Notícias Empresariais
Estratégia costuma ser associada a novos mercados, produtos e oportunidades. Mas empresas também precisam definir quais clientes não atenderão, quais projetos não receberão recursos
O que acontece quando deixamos de reagir ao mundo e começamos a observá-lo antes de responder?
Existe uma frase, em tom de brincadeira, que diz “o chefe sempre entra no trabalho como uma tempestade, espalhando papéis e medo, e desaparece misteriosamente quando há problema”
Tratar benefícios apenas como despesa pode levar a decisões focadas no menor custo, ignorando seu impacto na retenção, produtividade e resultados do negócio
Saiba como a falta de acompanhamento gera despesas desnecessárias e riscos ocultos
Método propõe mudanças simples na rotina antes do expediente para reduzir estímulos e criar uma transição gradual para o trabalho
Metodologia do Sebrae alinha educação financeira e monitoramento pós-crédito. Operações do Fampe no sistema cooperativo alcançam 90% de adimplência
Pesquisa aponta que infraestrutura de pagamentos mais acessível favorece trabalho por conta própria e pequenos empreendimentos
Ferramentas de IA conseguem produzir análises, textos e recomendações em segundos. O diferencial profissional começa a mudar quando obter uma resposta deixa de ser difícil e avaliar se ela merece confiança
Dados do iFood Benefícios apontam avanço no uso de recursos para qualificação, enquanto escassez de talentos e mudanças provocadas pela IA pressionam empresas a aproximar benefícios, carreira e desenvolvimento profissional
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade