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O que aprendemos com a estratégia da Nestlé
Lollo, depois Milkybar e então Lollo novamente: a prova de que (a falta de) uma estratégia faz toda a diferença
Se você tem trinta anos ou mais, deve ter vibrado quando descobriu que o chocolate Milkybar, da Nestlé, voltaria a se chamar Lollo, com vaquinha na embalagem e tudo. Afinal, trata-se de um clássico dos anos 80. Um produto que seguiu imbatível nas vendas até que a empresa suíça deu a ordem de mudar tudo: nome, embalagem, posicionamento etc.
Resultado: cerca de vinte anos depois, o Milkybar praticamente sumiu dos mercados brasileiros. Até que, em 2012, a Nestlé resolveu relançar o simpático chocolatinho. Hoje, a companhia já avalia que pode até recuperar as vendas perdidas nesse período.
Existem inúmeros casos parecidos, de empresas de todos os portes. São exemplos que mostram que, antes de partir para o mercado, é fundamental que se tenha uma estratégia bem definida. Ainda mais quando se trata de uma empresa no início das operações, já que ela certamente não terá o fôlego da Nestlé para correr atrás do prejuízo.
Pois é, a questão da estratégia é determinante para o bom andamento de um novo negócio. Neste artigo sobre o tema, o venture capitalist Fred Wilson conta que existem alguns erros clássicos que, se cometidos, podem comprometer gravemente a gestão, antes mesmo dela começar. Um deles é fechar o modelo de negócios sem ter estabelecido uma estratégia eficiente. São comuns os casos de startups que desenvolvem um produto, elaboram o modelo e só então partem para o planejamento estratégico que vai lançá-lo e posicioná-lo.
É como colocar o carro na frente dos bois – um equívoco que, guardadas as devidas proporções, foi ilustrado pelo exemplo do Lollo. Wilson aponta para o fato de que criar um novo produto ou um reposicionamento não significa lançá-lo. Significa, no máximo, que sua empresa chegou a um ponto em que o produto oferecido é aceito pelo mercado. E isso pode parecer suficiente para a elaboração de um modelo de negócio, mas não é.
Mas eu nem tenho ideia de por onde começar…
Ora, não se aflija, isso é perfeitamente normal. Existem algumas perguntinhas básicas que você pode fazer para orientar esse início de planejamento. São elas:
- Quem somos?
- Qual a nossa missão?
- Qual a relevância do nosso negócio para o mercado?
- Afinal, aonde queremos chegar?
- Quais os atores envolvidos neste planejamento?
- Quem deve ter participação importante nas análises que traçarão os caminhos da empresa?
Obtidas as respostas e definidos os papeis, chega o momento de reunir o máximo de informações para ampliar sua visão do mercado. É a hora de você conhecer tudo o que se refere à análise de mercado, ao crescimento e ao desenvolvimento de funcionários, aos concorrentes e às áreas e mercados para explorar.
E se você quiser conhecer mais detalhes desse processo, recomendamos que conheça alguns de nossos cursos sobre estratégia. Mais especificamente o Startup: Ferramentas essenciais para começar seu negócio. É conhecimento aplicável para te auxiliar em momentos centrais de um empreendimento, como a validação de uma ideia de negócio, o teste da solução de um produto ou serviço e a estruturação do modelo de negócio.
Com três horas e meia de duração, o curso é 100% online, gratuito e está a cargo de Rafael Duton, empreededor Endeavor e cofundador da Movile. Depois de realizá-lo, você será capaz de:
- Validar uma ideia de negócio;
- Identificar e validar qual é o problema ou a dor do seu potencial cliente;
- Validar a proposta de solução do seu produto ou serviço (MVP);
- Estruturar um modelo de negócio (Canvas);
- Identificar os adeptos iniciais e como montar um pitch de vendas.
Outro curso essencial para você montar sua estratégia é o de Planejamento Estratégico para Empreendedores, também online e totalmente grátis. Ministrado pelo especialista Fernando Bucheroni, o curso tem três horas de duração e te vai te ajudar a:
- Definir sua visão e missão e entender por que isso afeta as decisões estratégicas;
- Analisar a situação atual do seu negócio e do seu mercado;
- Elaborar estratégias a partir dos diagnósticos feitos;
- Mapear e escolher entre as alternativas estratégicas possíveis;
- Executar e monitorar o planejamento no dia a dia da empresa.
Agora, se você já tem uma estratégia que considera efetiva, ótimo. Mas não conte com ela para sempre. Afinal, “camarão que dorme, a onda leva”; e isso vale ainda mais para o empreendedorismo. Afinal, uma estratégia pode se provar efetiva por algum tempo, mas não o será para sempre. É preciso se reinventar, renovar, atualizar… enfim, é preciso inovar.
Existem vários casos em que estratégias sólidas levaram a inovações bem-sucedidas. O da Kibon, por exemplo, que inaugurou uma loja em São Paulo onde os consumidores podem escolher os ingredientes e acompanhar na hora a preparação de seus próprios picolés. A ideia reproduz a aposta estratégica da Unilever em lojas conceitos. O objetivo é o de reforçar o nome dos produtos junto ao público em períodos favoráveis de consumo.
Aqui na Endeavor também temos um curso que te ajuda a planejar a inovação. É o de Ferramentas práticas de Inovação: inovar para se diferenciar, ministrado pelo especialista Maximiliano Carlomagno.
Ao assistir às duas horas e meia de vídeo-aulas, você vai aprender a
- Definir quais são os Drivers da Inovação;
- Diferenciar Inovação e Melhoria;
- Identificar quais são os tipos de inovação, por meio do Radar de Inovação;
- Compreender como é o processo de inovação para transformar um insight em resultado;
- Aprender quais as competências necessárias para o processo de Inovação.
Além desses, há outros cursos que vão te ajudar com aquelas dores na hora de montar uma estratégia vencedora. Não deixe de fazer todos. Afinal, em Lollo que está ganhando não se mexe.
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