A atual API será descontinuada a partir de 15 de julho
Área do Cliente
Notícia
Dólar valorizado ajudará indústria apenas em 2016
Benefícios da moeda cotada acima de R$ 3,50 ainda não são sentidos
Os principais setores exportadores gaúchos não colherão os frutos do dólar valorizado imediatamente. A moeda segue cotada acima de R$ 3,50. Representantes dos setores de móveis, calçados e máquinas e implementos aguardam os primeiros retornos financeiros positivos apenas para novembro e dezembro, mas os benefícios em larga escala, caso a situação cambial permaneça, devem aparecer no primeiro semestre de 2016. De qualquer maneira, todos admitem que o mercado externo se consolida como uma saída para o cenário interno desaquecido. Por outro lado, as matérias-primas importadas aumentam os custos e diminuem os ganhos.
Os dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com sede no Rio Grande do Sul, indicam uma retração de 12% em volume e de 11,2% em dólares nas exportações no acumulado do ano até junho - os números de julho ainda não foram divulgados. Foram embarcados, até então, 56 milhões de pares por US$ 464 milhões. Em junho, entretanto, as vendas geraram US$ 78,5 milhões, crescimento de 4,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na visão da entidade, os números representam uma retomada gradual das exportações, o que deve acontecer com mais intensidade no segundo semestre.
Para o presidente da Abicalçados, Heitor Klein, a evolução devido à desvalorização do real não foi maior pois a estabilização da moeda norte-americana em um patamar alto aconteceu depois das negociações da temporada de outono/inverno no Hemisfério Norte, em janeiro e fevereiro. "Nessa época, os exportadores ainda não tinham confiança para transferir a desvalorização para os preços", afirma. De acordo com Klein, somente agora as empresas gaúchas estão conseguindo formar preços mais competitivos. Afinal, atualmente, o setor negocia os itens da primavera/verão. "A retomada pelo dólar vai acontecer, mas será gradual. Mais acentuadamente, do primeiro semestre de 2016 em diante", completa.
As projeções dos calçadistas dão conta de um crescimento entre 5% e 10% no segundo semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, justamente por influência do momento cambial. Nesse sentido, dois mercados têm a prioridade: a China e os Estados Unidos. O primeiro, essencialmente, pelo aumento do poder aquisitivo da população. Uma missão com objetivos comerciais e de prospecção estará no país asiático em outubro. Quanto ao segundo, a Abicalçados espera, em cinco temporadas, chegar perto de 10% de participação nas importações norte-americanas para o setor. Atualmente, o share, que já foi de 12% nos Estados Unidos nos anos 1990, está entre 1% e 2%.
Com a recessão observada no primeiro semestre no mercado interno, quem está voltando sua produção para o exterior é o segmento de máquinas. A queda das vendas em território nacional chegou a 25%, segundo o presidente do Sindicato de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), Claudio Bier. Ainda que os últimos seis meses do ano costumem apresentar recuperação internamente devido ao plantio da safra de verão e ao preparo para a colheita, torna-se inevitável priorizar negociações com outros países. "O mercado externo pode nos ajudar em um momento interno pouco aquecido", destaca Bier.
Os resultados financeiros, assim como em outros setores historicamente exportadores, ainda devem demorar a aparecer. Afinal, lembra Bier, a exportação ficou fora da pauta do segmento por alguns anos devido ao crescimento das vendas no Brasil até 2014. Apenas agora, com a desvalorização do real, se inicia um trabalho mais avançado para além das fronteiras. "O efeito do atual patamar do dólar nós vamos sentir em médio prazo, pois apenas agora nossos produtos ficaram mais competitivos lá fora. Mas são negociações que levam tempo, pois os mercados estão ocupados", completa Bier.
Câmbio atual eleva os custos dos insumos, ressalta Movergs
Por outro lado, a desvalorização do real frente ao dólar, que incrementa a competitividade fora do Brasil, causa aumento dos custos da matéria-prima, muitas vezes importada. É o caso do segmento de móveis. De acordo com o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Ivo Cansan, o setor não consegue repetir, nos dois últimos anos, o crescimento observado até então. A culpa recai sobre o aumento dos gastos com logística e energia elétrica, associados, agora, aos insumos importados.
Grande parte da matéria-prima utilizada - tinta, serragem, acessórios e componentes - é comprada em dólar. Outro exemplo é o HDF (sigla em inglês para Painel de Fibras de Alta Densidade), um painel de madeira industrializada de pinus ou eucalipto. O HDF é exigido por determinados importadores, mas não é produzido em larga escala no Brasil. "O câmbio tem nos ajudado, sim, mas, ao mesmo tempo, temos custos que disparam. Além disso, somos dependente de países da América do Sul, onde o crescimento da economia e o poder de consumo têm sido menores.
Para conseguir tirar proveito da situação do câmbio, os moveleiros pretendem buscar mercados de maior valor agregado, como a Europa - especialmente, França e Inglaterra - e Estados Unidos. "A grande maioria dos fabricante do Estado produz commodities para a América Latina, o que restringe o leque de opções no mercado externo. O nosso desafio, e já há um convencimento disso por parte das empresas gaúchas, é passar a ofertar produtos de maior tecnologia, design e matérias-primas de qualidade", diz o presidente da Movergs.
No primeiro semestre, as exportações gaúchas de móveis caíram 7%, passando de US$ 98,3 milhões no mesmo período do ano passado para US$ 91,4 milhões. Entretanto, mercados de maior valor agregado começaram a ganhar espaço. As vendas para os Estados Unidos, por exemplo, cresceram 26,8%, saindo de US$ 8,5 milhões para US$ 10,8 milhões. Segundo Cansan, o segundo semestre costuma ser mais favorável e o setor espera se recuperar e fechar o ano nos mesmos patamares de 2014, exportando mais de US$ 200 milhões.
Notícias Técnicas
Solução de Consulta Cosit nº 95 reforça que, no lucro presumido, a venda desses bens continua sujeita à apuração de ganho de capital, mesmo após reclassificação para o estoque
Mudança vale apenas para empresas abertas a partir da nova data e amplia a capacidade de emissão de cadastros, sem alterar os registros já existentes
Confira tudo que escritórios e clientes do Simples Nacional precisam saber
Como a inteligência artificial da Receita Federal aprimora fiscalização e impacta empresas brasileiras
Com IA e cruzamento de dados, o fisco separa erro de crime de forma mais rápida
Portaria altera regras do Crédito do Trabalhador, estabelece novos limites para garantias de empréstimos consignados e cria procedimentos obrigatórios para empresas nos processos de desligamento
Período de transição da Reforma Tributária exige revisão do regime tributário, atualização de cadastros, adaptação dos sistemas fiscais e planejamento contínuo para empresas e profissionais autônomos
A Reforma Tributária avança na adaptação dos documentos fiscais eletrônicos. As novas regras do BP-e preparam o mercado para a implantação gradual do IBS e da CBS
Entenda por que um CNPJ sem faturamento ainda pode se transformar em um pesadelo financeiro e jurídico para os sócios
Notícias Empresariais
Somos animais que contam histórias para sobreviver. O problema começa quando a história que nos salva vira a mesma que nos aprisiona
O empreendedor do futuro será aquele capaz de unir conhecimento de mercado, criatividade e tecnologia
A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos levou o tema do crime organizado para a agenda de Governança, Gestão de Riscos e Compliance das empresas
Líderes planejam futuro com IA, mas equipes enfrentam desafios básicos e insegurança, revelando a falta de alinhamento nas empresas
Beneficiários adimplentes do Fies poderão contratar até R$ 180 mil para empreender, com juros de 0,87% ao mês, carência e prazos ampliados para pagamento
Sistema digital promete mais segurança e menos fraudes
A longevidade está mudando o mercado de trabalho e exigindo uma nova lógica de desenvolvimento. O desafio já não é apenas trabalhar por mais tempo, mas continuar crescendo ao longo da carreira
Revisão de Medida Provisória inclui microempreendedores individuais e caminhoneiros para ampliar acesso a financiamentos
Em um ambiente de pressão constante, a inteligência emocional deixou de ser um diferencial para se tornar uma das competências mais importantes da liderança moderna
A geração que quer tudo para ontem; e como isso pode ser a melhor coisa para a sua empresa
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade