Embora os períodos sejam parecidos, tratam de escolhas diferentes. Por isso, é importante entender cada situação
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2015 chegou. E agora?
O que fazer para obter resultados neste ano que se inicia, novo no calendário, mas velho nos aspectos político e econômico? Velho, sim, porque já sabemos muito sobre 2015: ele vai ser tão difícil quanto 2014.
O que fazer para obter resultados neste ano que se inicia, novo no calendário, mas velho nos aspectos político e econômico? Velho, sim, porque já sabemos muito sobre 2015: ele vai ser tão difícil quanto 2014. Assim apontam especulações fundamentadas nas mais diversas opiniões de diferentes experts dos meios corporativo e econômico, parte delas retiradas de bolas de cristal e algumas até fundamentadas em estatísticas, em que se considera tendência oscilações de sete pontos acima ou abaixo da média.
Diante disso, encontrar uma explicação lógica e otimista é um enorme desafio para os executivos. Recentemente, ao visitar um de nossos clientes, fui convidado a participar da reunião de análise critica dos resultados de 2014. Os executivos se perguntavam como enfrentar este ano, recheado de inseguranças e incertezas na economia, frutos de uma gestão política sem competência técnica e com alto índice de centralização, além de cara feia e mau humor. Pensei: “pelo menos se sabe que uma boa gestão precisa de competência e bom humor, já que as evidências demonstram que o contrário não rende frutos”.
Voltando à visita, os demais executivos também compartilhavam as mesmas dúvidas, e no pouco tempo de conversa deu para concluir que as ações em 2015 seriam iguais às do ano anterior. Mas como fazer diferente com as mesmas pessoas e os mesmos recursos? Eis a primeira reflexão: profissionais com trajetória consolidada e anos de experiência no setor em que atuam são capazes de enxergar novas soluções para antigos problemas?
Podemos ilustrar esse dilema com uma fábula. Um comandante tinha o costume de sentenciar à morte os inimigos que capturava e o método era sempre o mesmo: o fuzilamento. Antes de executá-los, porém, ele lhes dava uma alternativa: o prisioneiro poderia escolher entre ser fuzilado ou passar pela “porta negra”. Acontece que todos optavam pelo fuzilamento.
Certo dia, um assessor perguntou ao comandante o que havia na tal porta negra. O chefe respondeu que era a liberdade, mas infelizmente todos optavam pelo método conhecido, ao invés de tentar o desconhecido.
Será que os executivos têm insistido em optar sempre pelo que conhecem? Como as pessoas dentro das organizações podem pensar “fora da caixa” e fazer diferente? Que dados devemos estudar? A média dos resultados obtidos ou as tendências de mercado? O que nosso cliente espera de nós?
Temos visto nas organizações executivos que gastam 95% do seu tempo em questões operacionais, seguindo o modismo da mão na massa (ou hands-on, em inglês). Empresas difundem essa cultura como condição para que o profissional se dê bem na carreira. É aí que mora o perigo! Quanto mais dedico meu tempo para sujar minhas mãos, mais tempo também uso para limpá-las e passo a não pensar nas tendências de mercado, nas prováveis oportunidades existentes para alavancar meus resultados.
Outro entrave é o ego dos profissionais, que necessitam alimentar tal comportamento para se considerarem bem-sucedidos, imprescindíveis, super-heróis que batem do peito e dizem “deixa comigo”. Mal sabem que quanto maior o ego, menor é o conhecimento, e vice versa. Estes são cegos, não enxergam um palmo à frente do nariz, imagine o futuro. Contribuir com sua competência para o negócio? Nem pensar. Fazer algo diferente em 2015? Pouco provável. No final do ano, as mesmas pessoas estarão justificando os resultados com o cenário econômico, o mercado, o cliente, a política, o planeta.
Muitas respostas podem estar na Missão, Visão e Valores de sua empresa, conceitos esquecidos e muitas vezes ignorados pelos colaboradores. Busque conhecê-las e analise se elas têm significado para você. Se sim, siga fazendo o seu melhor. Se não, tente se enquadrar por meio de atitudes e comportamentos. Esta é a época ideal para isso.
Em 2015, seja menos mão na massa na execução e mais na reflexão, menos egoísta e mais simples, pense fora da caixa e tire um dia com seus pares para refletir. Pense no que o seu cliente espera de você, quais as tendências para o negócio dele e como você pode contribuir. Tais respostas lhe darão as coordenadas para um feliz 2015!
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