Revisões reforçam a análise de riscos e evidências e ampliam as informações sobre continuidade operacional no relatório do auditor
Área do Cliente
Notícia
O que é Investimento Anjo?
Saiba tudo sobre o termo que vem sido muito usado no país na área das Startups
O investimento anjo já existe em mercados internacionais há décadas. Grandes empresas internacionais tiveram em seu projeto inicial a participação de investidores anjos, tais como: Google, FedEdx, Facebook e Apple. Nos últimos anos houve um crescimento no número de investidores dessa modalidade no Brasil, o que levou consequentemente ao surgimento de plataformas que tem como objetivo intermediar investidores anjos e startups, tais como: o Broota e a Anjos do Brasil.
Afinal, por que o uso da palavra “anjo”?
Historicamente, o termo foi criado em 1920, referindo-se aos patronos no setor teatral que bancavam os custos de produção na Broadway. Mas, podemos dizer que o indivíduo que investe em um negócio em sua fase inicial e assume todos os riscos é como um “anjo da guarda”, por isso o termo “investidor anjo”.
Quem são estes investidores?
São pessoas físicas, sendo eles executivos ou empreendedores que já têm conhecimento ou experiência na área. Este investidor é fundamental para o sucesso do empreendimento pois, além do investimento financeiro, o qual representa um percentual pequeno de seu patrimônio, em média de 5% a 10%, ele agrega sua experiência e atrai novos investidores através de seu networking profissional e pessoal. Nesse sentido, a experiência de um investidor poderá muitas vezes superar o valor do capital investido pois este ajuda o novo empreendedor a evitar erros que o investidor possivelmente tenha cometido no passado, poupando quantidades significativas de tempo e capital. Além do mais, pelo fato dos investidores anjos normalmente serem mais experientes e terem mais tempo no mercado, suas recomendações são de altíssimo valor e credibilidade, atraindo e facilitando a obtenção de novos investidores para o negócio emergente.
Como funciona a atuação do investidor anjo?
Apesar do investidor anjo ter uma participação societária minoritária (de 5% a 40%) no novo negócio, ele não é e nem age como um sócio do business. Outrossim, o “anjo” está muito mais preocupado com o desenvolvimento do negócio do que com o investimento por si só, ao passo que quanto mais o negócio se desenvolver, mais ele ganhará. Desta forma, o investimento é feito para que a empresa dê certo, e não feito apenas visando o retorno que ela trará no curto ou médio prazo. Como um anjo, o investidor está constantemente injetando capital (cash in), dedicando tempo e agregando conhecimento ao negócio.
Além disso, é de grande importância que o investidor esteja próximo ao empreendedor, no sentido de que haja transparência e de que as expectativas sejam mútuas, para que ele possa guiá-lo e encaminhá-lo corretamente enquanto o negócio cresce. Além de que, o investimento anjo é um investimento conjunto permitindo investidores de diferentes segmentos terem acesso, e não somente os tradicionais investidores com grandes fortunas. Por isso, o investimento geralmente é feito por dois ou mais investidores buscando minimizar o risco e maximizar o tempo e experiência.
Quando o investidor anjo entra em cena?
O investidor anjo entra na fase em que a startup já tem algo definido, ou seja, ela deixa de ser uma “ideia” e passa a ser um protótipo. Subsequentemente, o investidor anjo é responsável por acompanhar a concretização do negócio e viabiliza-la ao mercado. Posteriormente, conforme o negócio desenvolve, mais capital é necessário, portanto mais investidores são requisitados. Os fundos “semente” (seed) são os que investem nessas empresas junto com o investidor anjo (quantias de 500 mil a 2 milhões). E quando a empresa crescer e precisar de mais capital? A empresa agora passa a procurar fundos de venture capital. E depois disso? Fundos ainda maiores, de private equity, proporcionam o capital necessário até que a empresa alcance o tão sonhado IPO.
Quais são as caraterísticas necessárias para atrair um investidor anjo?
Há quatro quesitos essenciais para que um negócio tenha êxito e atraia a atenção de um investidor anjo: inovação, escalabilidade, mercado amplo e um empreendedor engajado.
Inovação é a diferenciação que vai proporcionar potencial de crescimento ao negócio, levando em conta que inovação significa fazer algo diferente ou fazer algo de uma forma diferente, mas não necessariamente criar algo novo.
Já a escalabilidade significa o potencial do negócio crescer sem depender de investimentos e/ou uma equipe especializada, apesar de um negócio escalável ter mais potencial para crescimento, não significa que um negócio não escalável não possa ter sucesso. Outra característica essencial é ter um mercado amplo (público-alvo amplo) pois tem-se o crescimento limitado quando se depende de poucos clientes. E por fim, um empreendedor engajado é essencial para o negócio dar certo. Uma ideia sem implementação não tem valor.
Ter um empreendedor que consiga transformar sua ideia em realidade é mais valorizado do que um empreendedor que tenha uma ideia sensacional mas não desenvolva um plano de implementação, ou seja, que não consiga colocá-la em prática. Muito provavelmente, uma vez que o negócio tenha se desenvolvido e implementado todas estas etapas, a chance de atingir sucesso aumentará significativamente.
Para o sócio do Broota, Ricardo Politi, o perfil do empreendedor é crucial para o sucesso do negócio. Em entrevista exclusiva à Markets St., Ricardo afirmou que: “Muito mais do que uma boa ideia, um key success factor do negócio é um bom empreendedor. Ser pioneiro no mercado ou ter uma ideia inovadora não garante sucesso, pois as startups são extremamente dinâmicas e têm poucas barreiras à entrada, portanto podem ser facilmente copiadas, daí a importância no poder de execução da equipe. Para atrair o investidor anjo, o empreendedor precisa mostrar uma ideia interessante, um business plan bem estruturado mas principalmente mostrar que o capital humano é extremamente capacitado.”
Os investimentos anjos atuam em quais setores?
Apesar do setor tecnológico ter se desenvolvido mais, e portanto, ser o que tem o maior número de investimentos anjos, há outros setores igualmente importantes que também recebem investimentos e têm grande potencial para desenvolvimento. Um exemplo de uma empresa bem sucedida e que não é tecnológica é a FedEx, empresa de transporte expresso americana que recebeu investimento anjo na sua fase inicial. No Brasil, também há grandes oportunidades, como a biotecnologia aplicada à agricultura e à saúde para serem desenvolvidas no futuro.
Silicon Valley vs. São Pedro Valley
Silicon Valley (Vale do Silício), localizado na Califórnia, Estados Unidos, é um polo tecnológico que reúne empresas com objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas. Inúmeras empresas inovadoras de sucesso têm sedes no vale do silício, entre elas estão Pixar, NetFlix, Google e Apple.
Há três componentes concentrados nesta área que fazem do vale um lugar único: 1) as pessoas mais interessadas em empreendedorismo de todo o mundo; 2) os inúmeros investidores que buscam e querem fazer parte deste processo; e 3) as pessoas altamente qualificadas procurando fazer parte de negócios inovadores como funcionários, formando uma equipe bem preparada. Com um empreendedor fora da curva que forma uma equipe de pessoas qualificadas e atrai um investidor, a probabilidade do negócio dar errado é menor. Apesar de ser um lugar extremamente colaborativo, é também um lugar muito competitivo, pois as barreiras à entrada são extremamente baixas, logo, ser inovador em meio a essas pessoas altamente qualificadas é um enorme desafio.
No Brasil, com o desenvolvimento tecnológico nas últimas décadas, observa-se que há uma crescente quantidade de empreendedores e investidores anjos. Em 2001, na cidade de Belo Horizonte, o bairro São Pedro tem se tornado um polo para empreendedores das startups nacionais. O nome começou como uma brincadeira e hoje mais de 63 startups formam o San Pedro Valley. Lá, o principal objetivo é trocar conhecimento e experiência, não se limitando a apenas captar recursos. Como no Vale do Silício, o San Pedro Valley também passará a contar com o apoio governamental. O Estado de Minas Gerais vai ajudar estas empresas no San Pedro Valley através de um programa chamado Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED). Através deste programa, as empresas receberão apoio financeiro e mentores para acelerar seus negócios.
Anjos brasileiros vs American angels
Apesar do aumento no número de empreendedores no Brasil, ainda há um potencial para crescimento nesse setor. De acordo com pesquisas feitas pela Anjos do Brasil em 2013, estima-se que havia 6.500 anjos investindo R$2,6bi enquanto nos Estados Unidos haviam 298.800 anjos investindo $24,8bi dólares, de acordo com a UNH Center for Venture Research. Uma das razões pela qual o investimento anjo no Brasil é tão baixo é o alto custo de oportunidade imposto pela nossa elevada taxa básica de juros. Em outras palavras, é mais difícil encontrar investimento que renda mais do que a taxa básica de juros no Brasil do que nos EUA. Nesse sentido, podemos observar nitidamente que o Brasil, com a sua cultura empreendedora pouco desenvolvida, está anos atrás de outros países como os Estados Unidos. Desta forma, para que o país possa alcançar tais níveis de investimento anjo, será necessário usar políticas públicas e estímulos para desenvolver a cultura e a educação empreendedora no país.
Notícias Técnicas
Prazo de 30 de setembro vale para os participantes do programa de autorregularização da Receita Federal; pagamento ou parcelamento dos tributos pode ser feito até 30 de novembro
Convocados e voluntários podem acumular até seis dias de folga; saiba como comprovar
Lucro Presumido não significa ausência de crédito de CBS
O que muda com a nova tributação sobre o consumo em 2027
A Cosit nº 193/2026 esclarece quando atividades de IA, automação e integração de sistemas podem ser consideradas inovação tecnológica para fins dos incentivos fiscais da Lei do Bem
A Cosit nº 191/2026 determina que a receita acumulada durante o Simei também seja considerada no cálculo do fator “r” após a migração para o Simples Nacional
A Cosit nº 188/2026 define que o 13º salário proporcional referente ao aviso prévio indenizado tem natureza salarial e deve integrar a base de cálculo do IRPF na rescisão
A Cosit nº 187/2026 esclarece regras sobre a tributação de subvenções governamentais e a obrigatoriedade de informar esses benefícios na Dirbi
O STJ manteve a incidência de IRPJ e CSLL sobre valores de diferimento de ICMS, aplicando as regras da Lei nº 14.789/2023. A decisão reforça a tributação federal sobre benefícios fiscais de ICMS no novo regime
Notícias Empresariais
Aceitar desafios antes de dominar todas as respostas parece arriscado, mas algumas competências profissionais só aparecem depois que a responsabilidade chega
Regras e controles são necessários, mas o excesso pode limitar a capacidade da empresa de experimentar, questionar e tomar decisões
Processos seletivos valorizam cada vez mais pensamento analítico, adaptação, comunicação, liderança e domínio de novas tecnologias, além da capacidade de aprender e lidar com novos desafios
Diagnóstico avalia práticas de inclusão e ajuda empresas a identificar oportunidades para fortalecer a cultura organizacional, a reputação e a relação com diferentes públicos
Sebrae orienta empreendedores sobre passos essenciais antes de buscar investidores, para saber se sua empresa precisa de clientes, parceiros ou capital
Descubra como a retenção de impostos na fonte afetará a liquidez do seu negócio e as estratégias contábeis para antecipar essa transição
Nova regra do Banco Central começa a valer nesta quinta-feira (1º) e deixa pagamento mais flexível
A cinco dias do primeiro turno do pleito, as tensões podem aumentar dentro do ambiente de trabalho. Especialistas dão dicas de como líderes podem conduzir o tema
A iniciativa é da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
Uma meta-análise de 515 estudos e 788 mil trabalhadores mostra que o estresse não vem só da sobrecarga: falta de clareza e demandas contraditórias também pesam
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade