Revisões reforçam a análise de riscos e evidências e ampliam as informações sobre continuidade operacional no relatório do auditor
Área do Cliente
Notícia
Empresas apostam em tecnologia e na internet para recrutar profissionais
Quem está em busca de uma vaga de emprego já deve ter percebido que os modelos tradicionais de recrutamento estão sendo cada vez menos usados.
Quem está em busca de uma vaga de emprego já deve ter percebido que os modelos tradicionais de recrutamento estão sendo cada vez menos usados. A internet e as novas tecnologias podem diminuir o tempo despendido e alcançar um número maior de profissionais, incluindo aqueles que não estão em busca de uma vaga no momento, mas que estão alinhados com os valores da empresa.
“O mercado [de recrutamento online] vem crescendo com muita rapidez, o que pode ser percebido pela audiência crescente dos sites de emprego e redes sociais profissionais. Na semana passada, o IBGE divulgou a Pnad, que mostrou que 50% dos brasileiros têm acesso à internet. Isso significa que ainda há um mercado muito grande a ser explorado”, afirma o chefe de Pesquisa e Estratégia da Catho, Luís Testa, acrescentando que 90 mil empresas publicam vagas no site da empresa.
O executivo divide as novas tecnologias usadas para o recrutamento em dois grupos: de um lado estão mudanças visíveis aos candidatos, em que destaca o impacto do mobile e de tecnologias de georreferenciamento; do outro, a evolução dos algoritmos que fazem o cruzamento de dados entre os perfis dos candidatos com os das empresas e as vagas ofertadas.
“As empresas estavam acostumadas ao candidato que cadastra seu currículo pelo computador. Hoje, segundo pesquisas de mercado, 10% a 20% dos profissionais que usam a internet para procurar emprego fazem isso exclusivamente pelos smartphones. Em mercados mais maduros, como os Estados Unidos, esse número já passa de 50%. Isso leva as empresas a se adaptarem, a buscarem novas formas de comunicação por meio de aplicativos e sms”, explica Testa.
Em relação ao georreferenciamento, o chefe de Pesquisa e Estratégia da Catho afirma que a empresa desenvolve uma plataforma para que as empresas possam encontrar candidatos de acordo com a localização desejada. “Está havendo uma demanda muito intensa das empresas por profissionais que morem próximo ao local de trabalho, não apenas por uma questão de redução de custos, mas para reduzir a rotatividade e, consequentemente, os gastos envolvidos com a atração e o treinamento de novos profissionais, bem como para aumentar a produtividade”, diz ele.
Melhorias nas buscas
Nos bastidores, Testa afirma que os sites de vagas estão investindo em inteligência para melhorar os algoritmos de busca e fazer com que as vagas certas apareçam para os candidatos mais adequados. “É muito fácil se perder entre milhões de vagas e milhares de candidatos. As empresas não querem que a gente apresente muitos profissionais. Elas querem ótimos cinco candidatos e isso passa por uma mudança na tecnologia”.
Milton Beck, diretor de Vendas de Soluções de Talentos do LinkedIn, diz que essa é uma das preocupações da rede social. “Por meio do cruzamento de dados dos perfis dos usuários e das vagas postadas, o algoritmo faz com que a vaga apareça na frente do candidato certo”. O LinkedIn oferece às empresas o Recruter, um software na nuvem que permite que os profissionais de RH façam buscas usando mais de 50 filtros. “Se, por exemplo, mil pessoas aplicarem para uma vaga, o RH pode fazer uma busca entre os que se candidataram usando os mesmos critérios de seleção”, explica Beck. “Antes, o sistema de recrutamento seguia uma lógica post and pray (poste e reze). O recrutador colocava um anúncio e esperava o candidato certo aparecer. Com o LinkedIn, a empresa pode atrair aquele profissional que não está ativo, ou seja, aquele que não está à procura de emprego, mas que pode se interessar por uma vaga adequada ao seu perfil”, afirma Beck, acrescentando que os candidatos ativos representam apenas 20% dos usuários cadastrados na rede social no país. Os demais possuem perfis para fazer negócios ou ler atualizações sobre seus contatos profissionais.
Beck destaca ainda que em dois anos com presença no Brasil, o número de usuários do LinkedIn passou de seis milhões para 18 milhões e o número de clientes corporativos, de 150 para 700, o que demonstra o crescimento da busca de vagas pela internet. “O recrutamento online tem como vantagens a velocidade, o custo menor e a qualidade do profissional selecionado”, garante Milton Beck.
O chefe de Pesquisa e Estratégia da Catho lembra que o recrutamento online traz uma mudança de paradigma. “Quem nunca ouviu falar que o currículo ideal devia ser sucinto, com no máximo uma página? Na internet, é importante ter um perfil completo. Quanto mais informações o candidato fornecer, mais chances ele tem de os algoritmos usados na busca o identificarem”, orienta Testa.
Os algoritmos parecem ser mesmo o segredo do recrutamento online. Segundo Eduardo Migliano, sócio fundador da 99jobs, a comunidade possui 400 variações de algoritmos, que “conversam” com o Facebook para buscar informações no perfil do usuário semelhantes aos valores das empresas. O objetivo é ajudar o jovem a encontrar um trabalho que esteja mais alinhado com seus posicionamentos. De acordo com Migliano, 75% dos usuários do 99jobs se logam no site por meio do Facebook. Ele revela que o algoritmo busca “palavras que você escreve na rede social, as páginas que você segue. Se você tem vinte amigos que trabalham em uma empresa, por exemplo, ela é entendida como importante para você”. O sócio fundador da 99jobs acrescenta que um recrutamento assertivo possibilita que a seleção dos candidatos não seja tão longa.
Para Migliano, “o público jovem sente necessidade de uma nova forma de recrutamento”. Ele acredita que, aos poucos, o recrutamento será substituído pelo maior relacionamento das empresas com seus trabalhadores em potencial. “Os jovens começam a escolher empresas de acordo com aquilo que as organizações têm para oferecer”. Já Testa, da Catho, tem opinião divergente. “O brasileiro ainda acredita que o trabalho é uma questão de sobrevivência”, afirma.
Triagem por vídeo
Buscando reduzir o tempo gasto com o recrutamento, algumas empresas também estão recorrendo a entrevistas por vídeo. “Às vezes, em cinco minutos, o recrutador já percebeu que o candidato não é adequado, mas, em uma entrevista presencial, ele continua com as perguntas. Se fosse um vídeo, pularia para outro”, afirma Wagner Santos, diretor de produtos da Adaptworks que desenvolveu o sistema Compleo ATS, que possui essa ferramenta.
Pelo método, a empresa envia uma lista de perguntas para o candidato. O sistema conta o tempo de cada resposta e grava as respostas, sem permitir regravação. “Pelo vídeo, o recrutador pode ver como a pessoa se comporta, como fala, e é útil para avaliar a fluência de outro idioma”, acrescenta Santos, garantindo que a seleção por vídeo diminui o tempo gasto com a triagem em 83%, segundo estudo feito pela empresa.
O sistema Compleo ATS também permite que funcionários da empresa recomendem profissionais de suas redes de contatos e divulguem vagas, com atribuição de pontos para os trabalhadores mais engajados, e a contratação colaborativa, que possibilita que o analista de RH avalie um currículo junto com profissionais da área em que o candidato vai trabalhar, em uma rede social interna.
Testa, da Catho, duvida do potencial de crescimento da triagem por vídeo. “Não acho que é uma ferramenta imprescindível. Imagine que uma empresa receba 500 currículos em vídeo. O recrutador teria que passar dois dias assistindo vídeos. O que acho que pode crescer são as entrevistas por Skype por causa das dificuldades de deslocamento nas grandes cidades”, aposta Testa.
Notícias Técnicas
Prazo de 30 de setembro vale para os participantes do programa de autorregularização da Receita Federal; pagamento ou parcelamento dos tributos pode ser feito até 30 de novembro
Convocados e voluntários podem acumular até seis dias de folga; saiba como comprovar
Lucro Presumido não significa ausência de crédito de CBS
O que muda com a nova tributação sobre o consumo em 2027
A Cosit nº 193/2026 esclarece quando atividades de IA, automação e integração de sistemas podem ser consideradas inovação tecnológica para fins dos incentivos fiscais da Lei do Bem
A Cosit nº 191/2026 determina que a receita acumulada durante o Simei também seja considerada no cálculo do fator “r” após a migração para o Simples Nacional
A Cosit nº 188/2026 define que o 13º salário proporcional referente ao aviso prévio indenizado tem natureza salarial e deve integrar a base de cálculo do IRPF na rescisão
A Cosit nº 187/2026 esclarece regras sobre a tributação de subvenções governamentais e a obrigatoriedade de informar esses benefícios na Dirbi
O STJ manteve a incidência de IRPJ e CSLL sobre valores de diferimento de ICMS, aplicando as regras da Lei nº 14.789/2023. A decisão reforça a tributação federal sobre benefícios fiscais de ICMS no novo regime
Notícias Empresariais
Aceitar desafios antes de dominar todas as respostas parece arriscado, mas algumas competências profissionais só aparecem depois que a responsabilidade chega
Regras e controles são necessários, mas o excesso pode limitar a capacidade da empresa de experimentar, questionar e tomar decisões
Processos seletivos valorizam cada vez mais pensamento analítico, adaptação, comunicação, liderança e domínio de novas tecnologias, além da capacidade de aprender e lidar com novos desafios
Diagnóstico avalia práticas de inclusão e ajuda empresas a identificar oportunidades para fortalecer a cultura organizacional, a reputação e a relação com diferentes públicos
Sebrae orienta empreendedores sobre passos essenciais antes de buscar investidores, para saber se sua empresa precisa de clientes, parceiros ou capital
Descubra como a retenção de impostos na fonte afetará a liquidez do seu negócio e as estratégias contábeis para antecipar essa transição
Nova regra do Banco Central começa a valer nesta quinta-feira (1º) e deixa pagamento mais flexível
A cinco dias do primeiro turno do pleito, as tensões podem aumentar dentro do ambiente de trabalho. Especialistas dão dicas de como líderes podem conduzir o tema
A iniciativa é da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
Uma meta-análise de 515 estudos e 788 mil trabalhadores mostra que o estresse não vem só da sobrecarga: falta de clareza e demandas contraditórias também pesam
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade