NBC TA 240 (R2) detalha a resposta do auditor a suspeitas de fraude e exige atenção contínua aos riscos durante o trabalho
Área do Cliente
Notícia
O medo hoje no Brasil é do que já é conhecido
O brasileiro tenta fugir de um espectro que já conhece. Teme que não venham coisas novas, que estejamos fadados a ser um país do pelotão intermediário
"Se Lula for eleito, 800 000 empresários deixarão o país.” O empresário Mário Amato, ex-presidente da Fiesp, sempre foi conhecido por suas bravatas e declarações politicamente incorretas, frequentemente tachadas de reacionárias.
A ameaça de êxodo do empresariado, às vésperas da eleição presidencial de 1989, só corroborou sua fama. Lula não foi eleito na ocasião — e, mesmo que assim fosse, 800 000 empresários não deixariam o Brasil, como não deixaram após o confisco do governo Fernando Collor e nos anos de inflação estrondosa que se seguiram.
A declaração de Amato era fruto do medo, não importa se justificado. E o medo é o mais cruel inimigo da iniciativa.
O Brasil de 2014 é um Brasil diferente daquele de 1989. Vinte e cinco anos foram suficientes para transformar o país e sua economia — de maneira geral, para melhor.
O país às vésperas da primeira eleição direta após um longo período de ditadura era uma quase piada, um zé-ninguém no cenário internacional, com uma indústria montada sobre sucata, uma inflação pornográfica, sem classe média e onde a pobreza significava quase sempre indigência.
O Brasil de hoje tem uma economia quase duas vezes maior, conta com uma renda média 44% superior e uma escala respeitável: somos o quarto maior mercado de automóveis do mundo, o terceiro de cosméticos e produtos de higiene pessoal, o sétimo em comércio eletrônico — e por aí vai. Não vamos desprezar o que já conseguimos, não seria justo.
O problema é que o medo está de volta. E não é o temor do desconhecido, do espectro de um governo supostamente radical, de um bicho-papão expropriador. Desta vez o brasileiro vê e tenta fugir do fantasma daquilo que já conhece.
Tem medo de que não venham coisas novas, de que a vida pare de melhorar, de que sejamos condenados a ser uma nação do pelotão médio — emparedada entre as economias de baixo custo e as inovadoras. Estamos contrariados e emburrados porque nossa expectativa de progresso não se realizou — pelo menos, não na velocidade que queríamos.
Não há nada de reacionário nesse sentimento. Ele seria revolucionário se um de seus efeitos colaterais não fosse tremendamente perverso. O Brasil não parou só para ver a Copa. Em 2014, empresas, consumidores, investidores decidiram sentar e esperar o que vem por aí, após as eleições.
É essa paralisia que explica uma projeção de crescimento de pouco mais de 1% do PIB num ano que, se não é de euforia, também não é de depressão mundial. É esse “esperar para ver” que também ajuda a derrubar a taxa de investimento num país que precisa de tudo para voltar a se mexer.
Nos dois últimos anos, os investimentos públicos e privados só não foram menores do que os de 2009, quando a economia global estava de joelhos. Os efeitos são democráticos.
O desemprego no Brasil é, hoje, um dos mais baixos da história. Mas o saldo de criação de postos em maio foi o menor em 22 anos. Dizer isso não é ser do contra. É render-se aos fatos. Uma hora, anos sucessivos de baixo crescimento vão cobrar a fatura no que é mais precioso para o povo e para as intenções eleitorais dos políticos: trabalho e renda.
O medo, a apatia, o desalento são reações facilmente explicáveis no contexto em que vivemos. O problema é que não são solução para nada. Só aprofundam o buraco do qual tentamos escapar. Como ocorreu no longínquo 1989, a saída pelo aeroporto vem sendo cada vez mais citada por parte da sociedade brasileira. No geral, é só mais uma bravata.
As elites — esse palavrão que rotula gente que teve a sorte, a oportunidade e/ou a competência para ter mais renda, mais educação, mais comida, empregos melhores — não têm o direito de se acovardar num momento em que o país precisa escolher entre ficar onde está e avançar, ainda que com sacrifícios para todos.
É em momentos em que tudo parece nebuloso que a razão tem de vir à tona e as vozes devem se levantar. É hora de pressão não por privilégios, mas para que se faça o melhor para o país. Não adianta querer mudanças. É preciso exigir, por meios democráticos, que elas aconteçam. É preciso provocá-las. Sentar, chorar ou comprar uma casa em Miami serão só admissões de nosso fracasso como povo.
Notícias Técnicas
Mudança de residência exige atenção às datas e ao Imposto de Renda. Comunicação de saída e declaração são procedimentos distintos na Receita Federal
Segurados que não receberam a antecipação em abril e maio terão o abono depositado em parcela única, conforme o cronograma de pagamentos
Regulamentação deve orientar empresas sobre a distribuição dos descansos e a redução gradual da jornada semanal para 40 horas
Medida Provisória nº 1.399/2026 entrou em vigor com a publicação, mas estabelece efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2027, em razão da noventena
Prorrogação busca concluir discussão técnica sobre avaliação dos incentivos fiscais; redução linear de 10% prevista na lei já está em vigor
Prazo para desistência vai até 20 de dezembro de 2026; decisão é irretratável e pode afetar preços, créditos tributários e relações comerciais em 2027
O Portal do CT-e publicou novo pacote de schemas, em conformidade com a Nota Técnica 2026.005, para adequar os documentos fiscais às regras do Simples Nacional no contexto da reforma tributária
A EFD-Contribuições permanecerá ativa em 2027, mesmo após o fim da apuração regular do PIS/Pasep e da Cofins, previsto para 31 de dezembro de 2026, para atender às obrigações de transição para a CBS
O Gecex prorrogou até 31/12/2026 a alíquota de 12% do imposto de exportação de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (posição 2709 da NCM).
Notícias Empresariais
Um empresário pode ter experiência, conhecimento e disposição para crescer, mas ainda assim encontrar dificuldades para identificar novos caminhos para o próprio negócio
O problema de muitas empresas não parece estar na falta de estratégia, mas no que acontece depois que ela é definida
Chamada pública de subvenção econômica regional somou R$ 450 milhões para desenvolvimento de projetos inovadores e de risco tecnológico
Em um momento de crédito desafiador, decisões sobre contratos, entregas e recebíveis devem entrar na agenda de toda a liderança
Nova modalidade poderá ajudar a financiar diferentes áreas do negócio. Entenda quais gastos entram na conta
Pesquisa mostra que executivos reconhecem a necessidade de atualizar suas competências diante das mudanças provocadas pela inteligência artificial
Pequenas atitudes podem ajudar a conquistar a saúde financeira esperada
Especialista explica como organizar estoque, entregas e custos para preservar o resultado das vendas
Na auditoria interna, investimos tempo para garantir qualidade técnica dos nossos trabalhos. Validamos evidências e elaboramos recomendações
Bolsa recua 0,82% com pessimismo externo e expectativas domésticas
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade