Penalidade só pode incidir se crédito estiver definitivamente constituído e inscrito em dívida ativa, exigível e sem garantia
Área do Cliente
Notícia
Clientes ou Gerência – quem realmente direciona o futuro da empresa?
Uma teoria um pouco controversa, chamada de Dependência de Recursos (PFEFFER e SALANCIK), argumenta que são os clientes da empresa que efetivamente controlam o que se pode ou não fazer em nossas organizações, mas quais são os riscos que esse caminho
“Se eu perguntasse a meus compradores o que eles queriam, teriam dito que era um cavalo mais rápido” - Henry Ford.
Nós, administradores, gostaríamos de acreditar que somos os únicos responsáveis por tomar as decisões cruciais em nossas organizações, e que, quando decidimos que algo deve ser realizado, todo mundo deve ceder e executar nossas vontades.
Entretanto, na prática, é inegável dizer que o mercado nos deixa míope. Sob o medo de fracassarmos em nossas decisões, seguimos exatamente aquilo que nossos atuais e mais lucrativos clientes estão nos dizendo, mas quais são os riscos que esse caminho de dependência nos impõe?
Para dar força a essa questão, uma teoria um pouco controversa, chamada de Dependência de Recursos (PFEFFER e SALANCIK), argumenta que são os clientes da empresa que efetivamente controlam o que se pode ou não fazer em nossas organizações. Dessa forma, a liberdade de ação das empresas está limitada a satisfazer as necessidades de entidades externas (clientes e investidores principalmente), que proporcionam os recursos de que elas necessitam para sobreviver.
Para os autores, somente sobreviverão e prosperarão as organizações cujas equipes e sistemas atenderem às necessidades de clientes e investidores, fornecendo-lhes os produtos, serviços e lucros que eles exigem. As demais organizações morrerão em consequência, privadas das receitas de que necessitam para sobreviver.
Por essa razão, pelo mecanismo de sobrevivência do mais capaz, as empresas que se destacam em seus setores geralmente são aquelas cujas pessoas e processos se empenham vivamente em fornecer aos clientes o que eles querem.
A controvérsia nasce quando os proponentes dessa teoria concluem que os gerentes estão sem poder para mudar os cursos de suas empresas contra as imposições de seus clientes.
Mesmo se um gerente, com uma visão audaciosa, pretender imprimir à sua empresa uma direção muito diferente, o poder das pessoas e dos processos com enfoque no cliente, em qualquer empresa adaptada para sobrevivência nesse ambiente competitivo, rejeitará as tentativas do gerente em mudar a direção.
Portanto, pelo fato dos clientes fornecerem os recursos dos quais a empresa depende, são eles, ao invés dos gerentes, que realmente determinam o que a empresa fará. São as forças de fora da organização, melhor do que os gerentes dentro dela, que ditam o curso da empresa.
Os teóricos da dependência de recursos concluem que o papel real dos gerentes, nas empresas cujas pessoas e sistemas são bem adaptados à sobrevivência, é, portanto, apenas simbólico.
“As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas.” - Steve Jobs
A crítica à teoria dos recursos fica por conta de que, ao direcionar todos os esforços de sua empresa para atender exclusivamente as necessidades dos seus clientes atuais e mais lucrativos, a empresa deixa de enxergar oportunidades em novos mercados que nada tem a ver com eles.
Sendo assim, quando elas menos esperam, uma empresa estreante no mercado (startup) descobre essa brecha e, com um produto mais barato e inovador, literalmente “toma” esse mercado.
Dessa forma, a empresa estabelecida, antes líder de mercado, demora a reagir, cega por seu foco nos atuais clientes, e vê sua participação no mercado cair consideravelmente.
Esse dilema é melhor argumentado no livro O Dilema da Inovação: quando as novas tecnologias levam as empresas ao fracasso, de Clayton Christensen, do qual eu irei resenhar no próximo texto.
De fato, esse é um assunto que daria uma ótima discussão em sala de aula.
Notícias Técnicas
Entenda as regras de emissão para empresas e consumidores finais e saiba como a contabilidade e a tecnologia te protegem
O STJ definiu a exclusão do ICMS-DIFAL do PIS/Cofins. No Simples Nacional, a análise da cobrança pode revelar valores recuperáveis
União deverá analisar liquidez, certeza e suficiência do crédito em processo administrativo
Revisões reforçam a análise de riscos e evidências e ampliam as informações sobre continuidade operacional no relatório do auditor
Prazo de 30 de setembro vale para os participantes do programa de autorregularização da Receita Federal; pagamento ou parcelamento dos tributos pode ser feito até 30 de novembro
Convocados e voluntários podem acumular até seis dias de folga; saiba como comprovar
Lucro Presumido não significa ausência de crédito de CBS
O que muda com a nova tributação sobre o consumo em 2027
A Cosit nº 193/2026 esclarece quando atividades de IA, automação e integração de sistemas podem ser consideradas inovação tecnológica para fins dos incentivos fiscais da Lei do Bem
Notícias Empresariais
Decisões empresariais envolvem riscos e incertezas, exigindo escolhas mesmo quando as informações são incompletas
Avanço da inteligência artificial, uso de dados e fragmentação dos canais pressionam empresas a integrar marca, vendas, produto e performance
A expansão da terceirização e do interim management busca mais eficiência e acesso a especialistas, mas exige atenção à gestão e integração das equipes
Há um descompasso entre os benefícios oferecidos pelas empresas e as expectativas dos colaboradores
Antes de liberar crédito, pequeno empresário pode analisar histórico do cliente, definir limites e estabelecer garantias para reduzir o risco de não receber
Notificar a intenção de não renovar não obriga ninguém a mudar de fornecedor. Apenas garante que a decisão continue sendo da empresa, e não do calendário
Fundadores de XP e Stone e os atuais CEOs das companhias afirmam que empresas só atingem novos patamares quando os antecessores aprendem a delegar e confiar
Levantamento inédito com 1.406 profissionais mostra que 89% associam cultura forte a resultados, mas 58% veem os valores serem deixados de lado sob pressão — e revela um abismo entre líderes e equipes
Apostadores: Até 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores
Ibovespa sobe 1,37% e fecha mês com avanço de 5,03%
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade