NBC TA 240 (R2) detalha a resposta do auditor a suspeitas de fraude e exige atenção contínua aos riscos durante o trabalho
Área do Cliente
Notícia
BC indica que juros podem subir até 11%
Apesar da queda do dólar e dos reajustes menores de preços nos últimos três meses, os índices continuam em níveis elevados e podem afetar decisões de consumo e investimento.
Para recuperar a credibilidade, o Banco Central endurece o discurso contra a inflação. Analistas veem rompimento com o Planalto, ao qual a instituição ficou subordinada com a missão de entregar à presidente Dilma a menor taxa Selic da história
O Banco Central (BC) deu ontem um sinal claro de que, em novembro, quando ocorrerá a última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), enterrará uma das maiores bandeiras do governo Dilma Rousseff: taxa básica de juros (Selic) abaixo de 10% ao ano. No entender dos especialistas, o BC disse mais do que isso, na ata em que justificou os motivos que o levaram a elevar a Selic de 9% para 9,5%, na semana passada. Sinalizou que está disposto a continuar aumentando os juros ao longo de 2014, independentemente de a campanha eleitoral já estar nas ruas. As projeções dos analistas apontam para 11%, número que causa arrepios ao Palácio do Planalto.
Ao engrossar o tom para tentar esvaziar as críticas de que foi cooptado pelos interesses políticos, o BC usou a palavra inflação 40 vezes no documento para reforçar a sua preocupação com a alta do custo de vida. Na ata de agosto, foram 34 as menções. Os alertas foram enfáticos. Apesar da queda do dólar e dos reajustes menores de preços nos últimos três meses, os índices continuam em níveis elevados e podem afetar decisões de consumo e investimento. “Taxas de inflação elevadas subtraem o poder de compra de salários e de transferências (de rendas, como o Bolsa Família), com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias”, assinalou. “Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários”, acrescentou.
Virada
Para os diretores do BC, a “elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses — insistentemente acima de 6% — contribui para que a inflação ainda mostre resistência”. Diante disso, houve uma virada nas apostas do mercado. Até a semana passada, a maioria dos economistas ouvidos pelo Correio acreditava que a Selic subirá apenas mais 0,25 ponto em novembro, para 9,75%, permanecendo nesse patamar durante todo o ano de 2014. “Agora, ficou claro que o BC trabalha com a possibilidade de um ajuste maior, de 0,5 ponto no mês que vem, e que pode fazer até mais, caso a inflação não perca a força”, disse o economista Antonio Madeira, da LCA Consultores.
Dentro da equipe econômica, o clima é de apreensão. Ao mesmo tempo em que reconhece a importância de o BC manter as rédeas da inflação, avalia que juro acima de 10% ao ano poderá abrir um forte precedente para a oposição bater no governo. Esse ataque ficou evidente desde que Marina Silva, ex-ministra de Lula, se uniu ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no PSB, numa chapa que pode tirar muitos votos de Dilma. Para Marina, durante a atual administração, houve um retrocesso na gestão da economia, com a fragilização do tripé que sustentou a estabilidade do país — metas de inflação, ajuste fiscal e câmbio flutuante. Dilma respondeu que manteve esses três pontos intocados.
Leniência
O mercado interpretou a ata do Compom como um sinal de que o BC vai endurecer o combate à inflação. Em um primeiro momento, o Itaú Unibanco informou que manteria a previsão de apenas mais uma alta de 0,25 ponto na Selic em novembro. Três horas depois, reviu a estimativa. “Esperamos, agora, uma nova alta 0,50 ponto em novembro e uma última elevação, de 0,25 ponto, em janeiro de 2014, levando a Selic para 10,25%”, disse o economista-chefe da instituição, Ilan Goldfajn. Mais pessimista, André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, revisou a projeção para a Selic de 10% para 11%. Ele acredita em mais três elevações de 0,50 ponto cada.
O vaivém das perspectivas do mercado decorre da postura errática do BC. Durante um bom tempo, a instituição se mostrou leniente com a inflação, a ponto de atender o pleito da presidente Dilma para que a Selic caísse a 7,25% ao ano, o menor nível da história. Durante cinco meses, a taxa ficou nesse nível, mesmo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se distanciando do centro da meta, de 4,5%, que deveria ser o alvo da autoridade monetária.
“O Copom parece ter dado um passo claro rumo as suas responsabilidades com o sistema de metas. É como se dissesse: governo, nós não queríamos subir os juros, mas, levando em conta seus sinais truncados no campo fiscal e sua incapacidade de coordenar as expectativas, teremos que ser mais realistas que o rei e subir os juros a despeito de toda liquidez mundial”, enfatizou Perfeito. “O BC rompeu com o Planalto”, cravou.
Notícias Técnicas
Mudança de residência exige atenção às datas e ao Imposto de Renda. Comunicação de saída e declaração são procedimentos distintos na Receita Federal
Segurados que não receberam a antecipação em abril e maio terão o abono depositado em parcela única, conforme o cronograma de pagamentos
Regulamentação deve orientar empresas sobre a distribuição dos descansos e a redução gradual da jornada semanal para 40 horas
Medida Provisória nº 1.399/2026 entrou em vigor com a publicação, mas estabelece efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2027, em razão da noventena
Prorrogação busca concluir discussão técnica sobre avaliação dos incentivos fiscais; redução linear de 10% prevista na lei já está em vigor
Prazo para desistência vai até 20 de dezembro de 2026; decisão é irretratável e pode afetar preços, créditos tributários e relações comerciais em 2027
O Portal do CT-e publicou novo pacote de schemas, em conformidade com a Nota Técnica 2026.005, para adequar os documentos fiscais às regras do Simples Nacional no contexto da reforma tributária
A EFD-Contribuições permanecerá ativa em 2027, mesmo após o fim da apuração regular do PIS/Pasep e da Cofins, previsto para 31 de dezembro de 2026, para atender às obrigações de transição para a CBS
O Gecex prorrogou até 31/12/2026 a alíquota de 12% do imposto de exportação de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (posição 2709 da NCM).
Notícias Empresariais
Um empresário pode ter experiência, conhecimento e disposição para crescer, mas ainda assim encontrar dificuldades para identificar novos caminhos para o próprio negócio
O problema de muitas empresas não parece estar na falta de estratégia, mas no que acontece depois que ela é definida
Chamada pública de subvenção econômica regional somou R$ 450 milhões para desenvolvimento de projetos inovadores e de risco tecnológico
Em um momento de crédito desafiador, decisões sobre contratos, entregas e recebíveis devem entrar na agenda de toda a liderança
Nova modalidade poderá ajudar a financiar diferentes áreas do negócio. Entenda quais gastos entram na conta
Pesquisa mostra que executivos reconhecem a necessidade de atualizar suas competências diante das mudanças provocadas pela inteligência artificial
Pequenas atitudes podem ajudar a conquistar a saúde financeira esperada
Especialista explica como organizar estoque, entregas e custos para preservar o resultado das vendas
Na auditoria interna, investimos tempo para garantir qualidade técnica dos nossos trabalhos. Validamos evidências e elaboramos recomendações
Bolsa recua 0,82% com pessimismo externo e expectativas domésticas
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade