Alterações divulgadas possuem caráter de comunicação técnica antecipada e serão formalmente consolidadas
Área do Cliente
Notícia
Não basta ser uma das melhores empresas para se trabalhar
O caminho certo está na busca por um retorno sobre o investimento em atrair e reter talentos
Uma edição especial das revistas Você SA e Exame traz, anualmente, a lista das 150 melhores empresas para se trabalhar - empresas que mais se destacaram na satisfação de seus funcionários. Os critérios utilizados (benefícios, remuneração, ética e cidadania, desenvolvimento profissional, equilíbrio e ambiente) refletem os elementos que cada empresa pode oferecer de melhor para seus colaboradores.
O guia ganhou uma relevância muito grande nos últimos anos, transformando-se em um dos poucos indicadores plenamente aceito e respeitado pelas organizações para avaliar o desempenho de suas divisões de RH. A importância do guia vai além da medição e do reconhecimento das práticas que aumentam a satisfação e, consequentemente, a produtividade de seus funcionários. Mais do que isso, constar no guia representa, para a empresa, uma forma de reter seus profissionais mais valiosos e também a garantia de atratividade para que os melhores talentos do mercado sejam seduzidos para trabalhar lá.
Este é o momento em que as empresas, principalmente as que já se tornaram habitués neste guia, com várias aparições ao longo das edições, devem se perguntar: E agora? Qual o próximo passo? O que vem agora? Continuar se mantendo ano após ano neste guia? Talvez a melhor resposta para isso seja ‘não’, complementado com ‘é preciso galgar o próximo passo’. E qual seria este novo patamar?
Como diz o velho ditado ‘não existe almoço grátis’, há um preço a se pagar por todas as mordomias, benefícios e vantagens que as empresas oferecem. Um levantamento sobre estas empresas mostrou que nelas se trabalha mais do que em outras empresas fora do ranking. A principal crítica dos funcionários que vem crescendo ao longo dos foi com relação à qualidade de vida, ou seja, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal está dando lugar à sobrecarga de trabalho. Embora seja um ponto da agenda de todas elas que tem grande prioridade, a demanda do mercado puxa a outra ponta da corda e cobra outro tipo de equilíbrio: Entre o que se investe na melhoria das condições do ambiente de trabalho versus o valor real que cada colaborador efetivamente agrega com o seu trabalho.
Aparentemente este seria o novo patamar: melhorar a qualidade de vida através da diminuição da pressão sobre os funcionários e obrigá-los a trabalhar apenas dentro do horário formalmente contratado. Mas, em minha opinião, as melhores empresas para se trabalhar não devem mais caminhar pela busca de mais estrelas para o guia. O caminho certo está na busca por um retorno sobre o investimento em atrair e reter talentos. Elas devem buscar aumentar a capacidade de contribuição de cada um, explorar todo o potencial de seus maiores talentos, ampliar as competências organizacionais e melhorar os resultados através da inovação.
Muitas destas empresas se tornaram atrativas no mercado de trabalho, mas o que torna uma organização atrativa para a maioria dos colaboradores não necessariamente tem a mesma atratividade para quem tem um perfil mais dinâmico, inovador e empreendedor. As empresas, precisam agora separar o joio do trigo, identificar as pepitas em meio ao cascalho, diferenciar os talentos empreendedores dos demais colaboradores, descobrir quem efetivamente conduzirá a organização rumo ao sucesso.
Este tipo de profissional raramente se deixa encantar por muito tempo pelos atrativos dos benefícios, remuneração e clima. Eles buscam outras coisas que não constam oficialmente entre os critérios do guia. Para o empreendedor corporativo, a liberdade de agir, de assumir responsabilidades por conta própria, de assumir riscos, de tomar decisões sem depender de ninguém e poder transitar livremente pelos meandros políticos e organizacionais vale muito mais do que bolsas de estudo, restaurantes privativos ou vagas no estacionamento da empresa.
Para o empreendedor corporativo, ser desafiado constantemente com projetos arrojados, motivadores, instigadores e relevantes é muito mais importante do que salário e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Para ele, previdência privada, assistência médica e ações sociais podem ser trocados pela possibilidade de se tornar sócio da empresa em algum negócio.
O próximo patamar, portanto, é concentrar ações que viabilizem a liberdade, desafios e perspectivas para estes profissionais. É descobrir como estes colaboradores, que efetivamente fazem a diferença, são motivados. Nesta descoberta, poderão até constatar que mudanças organizacionais mais profundas sejam necessárias para este fim. Pode-se descobrir que as estruturas hierárquicas formais devem ser modificadas, que algumas relações de poder e influência devem ser desmanteladas, que algumas regras e normas devem dar lugar à confiança e respeito mútuo. O desafio do RH se torna maior e muito mais abrangente. Mas este já é o caminho natural do RH. Na sua evolução, o RH se transforma numa área de Desenvolvimento Organizacional e será valorizado por ações mais profundas e menos cosméticas. O próximo patamar, portanto, não é com relação ao guia, mas com relação à própria identidade do RH.
Notícias Técnicas
A Receita Federal alterou o cronograma de atualização da e-Financeira para adequação ao CNPJ alfanumérico, conforme o ADE Cofis nº 14/2026
Você sabe dizer se o empregado que sofrer acidente do trabalho e que já estiver aposentado também tem direito à manutenção do seu contrato com a empresa por 12 meses?
As mudanças do Simples Nacional em 2026 incluem novas multas e concentram em setembro decisões importantes sobre a opção para 2027 e o regime de IBS/CBS
O STJ considerou ilegal o bloqueio da inscrição estadual e a suspensão de notas fiscais como forma de cobrança coercitiva
Variações cambiais de serviços prestados ao exterior não obrigam a empresa ao Lucro Real, segundo a Receita Federal
A Receita Federal consolidou entendimento favorável ao contribuinte sobre a tributação, no Simples Nacional, de operações de importação por conta e ordem de terceiros, por meio da Solução de Consulta COSIT nº 148/2026
A Receita Federal definiu que há IRRF sobre aluguéis pagos em atraso, mesmo quando o recebimento ocorre por sentença judicial ou acordo homologado, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 147/2026
Obrigações têm períodos de referência diferentes e exigem atenção de contadores na apuração e transmissão das informações
Receita avalia ampliar prazo para desistência da opção por IBS e CBS fora do Simples caso alíquota não seja conhecida a tempo; mudanças ainda dependem de atos oficiais
Notícias Empresariais
Planos de contingência podem parecer desperdício quando tudo funciona. O problema é descobrir que eles eram necessários justamente no momento em que já não existe tempo para prepará-los
A gestão de pessoas deixou de ser apenas operacional. Uma abordagem integrada e estratégica tornou-se essencial para a saúde e sustentabilidade das organizações
Muitas empresas têm líderes competentes, mas ainda sem atuação verdadeiramente estratégica. O desafio é transformar talento e comprometimento em liderança estratégica
Profissionais valiosos são ativos, mas a concentração de conhecimento gera riscos
Implementar uma mudança pode ser relativamente simples; o verdadeiro desafio está em fazer com que novos padrões continuem funcionando quando a pressão inicial desaparece
Formar uma liderança capaz de desenvolver e reter talentos é uma vantagem competitiva
Precificação, custos, impostos, processos e falta de controle podem reduzir o lucro mesmo quando o faturamento continua crescendo
Dispensa do plano de gerenciamento não livra empresas de responsabilidades sobre resíduos; desconhecer as regras pode aumentar riscos legais e custos
Responder mensagens, participar de reuniões e resolver pequenas pendências mantém qualquer profissional ocupado. O problema aparece quando sobra cada vez menos tempo para aquilo que realmente deveria avançar
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saúde, desenvolvimento e proteção familiar ganham peso nas decisões dos jovens e pressionam o RH a construir pacotes que façam sentido dentro e fora da empresa
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade