NBC TA 240 (R2) detalha a resposta do auditor a suspeitas de fraude e exige atenção contínua aos riscos durante o trabalho
Área do Cliente
Notícia
Juros para a classe média caem até 21%
Caixa Econômica corta as taxas do crédito imobiliário e dá início a uma nova guerra entre os bancos com o objetivo de fisgar a clientela
A disputa entre bancos se acirrou, ontem, depois de a Caixa Econômica Federal anunciar a redução de até 21% nas taxas dos financiamentos da casa própria. Os novos juros vão beneficiar, principalmente, a classe média. Os cortes atendem ao desejo da presidente da República, Dilma Rousseff, de baratear o crédito no Brasil e impulsionar o consumo e o setor produtivo, sobretudo a construção civil, que é contratadora intensiva em mão de obra. Com essa restruturação, levantamento preliminar da Caixa prevê que a instituição amplie as concessões entre R$ 6 bilhões e R$ 10 bilhões em 2012.
Desencadeada por Dilma, a guerra entre instituições financeiras teve início quando ela determinou que os bancos públicos baixassem o spread (diferença entre o que a instituição paga ao investidor e o que cobra do devedor) e os juros cobrados dos consumidores. A redução obrigou a concorrência a também diminuir taxas e a oferecer condições diferenciadas para parte dos clientes. Com o movimento da Caixa no segmento habitacional, os outros bancos devem preparar ações semelhantes nos próximos dias para não perder espaço para a estatal ,que, atualmente, domina 70% do financiamento imobiliário.
Os novos juros da Caixa atingem apenas uma operação do programa Minha Casa, Minha Vida, xodó de Dilma, pois as taxas para esse público já são subsidiadas. As famílias com renda acima de R$ 3,1 mil terão juros de 7,4% ao ano. Para os imóveis de até R$ 500 mil financiados pelo Sistema Financeiro de Habitacão (SFH), que usa recursos da caderneta de poupança, os juros caíram de 10% ao ano para 9%. Se o cliente abrir uma conta-salário na Caixa ou mantiver alguma "relação" com o banco, como cheque especial e cartão de crédito, os juros baixaram para 7,9%. Em um apartamento de até R$ 170 mil, a taxa caiu de 8,4% para 7,9%. Para os cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), os encargos diminuíram a 7,4% anuais.
A instituição também reduziu os juros para imóveis financiados fora do SFH: de 11% para 10% ao ano. Caso o consumidor também tenha algum relacionamento com a Caixa, a taxa cai para 9%. Essas condições, porém, valem apenas para os novos contratos. Operações anteriores a esse pacote permanecem como estão. Fábio Lenza, vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, ressaltou, contudo, que a instituição avalia constantemente seus produtos e a sua relação com a clientela — fala que dá alguma esperança aos mutuários que continuarão pagando juros maiores.
As novas regras começam a valer a partir de 4 de maio, quando terá início o 8º Feirão da Caixa. O evento ocorrerá em 13 cidades. Em Brasília, vai de 4 a 6 de maio no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. No ano passado, o Feirão movimentou R$ 10 bilhões em crédito imobiliário.
Diante do novo posicionamento da Caixa, dirigentes da instituição negam a possibilidade de aumento do calote. A previsão é de manutenção do índice em 1,7% até o fim de 2012. "A renda das famílias melhorou e isso permitiu que a inadimplência caísse ao longo dos anos, mesmo com o crescimento da carteira de crédito", observou José Urbano Duarte, vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa. Ainda segundo ele, a maior parte dos contratos é feita por pessoas de até 45 anos e que adquiriram um imóvel para morar e não como investimento. E mais: 93,9% dos financiamento têm alienação fiduciária, garantia que permite à instituição retomar o imóvel em caso de não pagamento.
Os dirigentes da Caixa asseguraram que não houve necessidade de aumentar provisões contra futuras perdas para baixar os juros e que as novas taxas não devem impactar o índice de Basileia — espécie de colchão de proteção que as instituições devem ter para enfrentar crise, de, no mínimo, 11% do patrimônio. "Não tivemos de aceitar mais risco para reduzir taxas. Fizemos tudo de forma consciente e com embasamento técnico", frisou Urbano. Ele reconheceu, porém, que, no próximo ano, o controlador do banco, o Tesouro Nacional, poderá ser obrigado a fazer um aporte de capital na instituição.
Citi entra no jogo
O Citibank aderiu à política do governo e também baixou os juros. A partir de maio, a taxa mínima cobrada para crédito pessoal cai de 3,01% ao mês, para 1,69%; no cheque especial, de 5,5% para 1,99%; e no financiamento de veículos, de 5,5% para 1,99%. O destaque da instituição está no crédito imobiliário, com taxa de 8,90% ao ano (antes era de 10,95%), ou 0,71% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR, atualmente em 0,0227%), para financiamentos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Notícias Técnicas
Mudança de residência exige atenção às datas e ao Imposto de Renda. Comunicação de saída e declaração são procedimentos distintos na Receita Federal
Segurados que não receberam a antecipação em abril e maio terão o abono depositado em parcela única, conforme o cronograma de pagamentos
Regulamentação deve orientar empresas sobre a distribuição dos descansos e a redução gradual da jornada semanal para 40 horas
Medida Provisória nº 1.399/2026 entrou em vigor com a publicação, mas estabelece efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2027, em razão da noventena
Prorrogação busca concluir discussão técnica sobre avaliação dos incentivos fiscais; redução linear de 10% prevista na lei já está em vigor
Prazo para desistência vai até 20 de dezembro de 2026; decisão é irretratável e pode afetar preços, créditos tributários e relações comerciais em 2027
O Portal do CT-e publicou novo pacote de schemas, em conformidade com a Nota Técnica 2026.005, para adequar os documentos fiscais às regras do Simples Nacional no contexto da reforma tributária
A EFD-Contribuições permanecerá ativa em 2027, mesmo após o fim da apuração regular do PIS/Pasep e da Cofins, previsto para 31 de dezembro de 2026, para atender às obrigações de transição para a CBS
O Gecex prorrogou até 31/12/2026 a alíquota de 12% do imposto de exportação de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (posição 2709 da NCM).
Notícias Empresariais
Um empresário pode ter experiência, conhecimento e disposição para crescer, mas ainda assim encontrar dificuldades para identificar novos caminhos para o próprio negócio
O problema de muitas empresas não parece estar na falta de estratégia, mas no que acontece depois que ela é definida
Chamada pública de subvenção econômica regional somou R$ 450 milhões para desenvolvimento de projetos inovadores e de risco tecnológico
Em um momento de crédito desafiador, decisões sobre contratos, entregas e recebíveis devem entrar na agenda de toda a liderança
Nova modalidade poderá ajudar a financiar diferentes áreas do negócio. Entenda quais gastos entram na conta
Pesquisa mostra que executivos reconhecem a necessidade de atualizar suas competências diante das mudanças provocadas pela inteligência artificial
Pequenas atitudes podem ajudar a conquistar a saúde financeira esperada
Especialista explica como organizar estoque, entregas e custos para preservar o resultado das vendas
Na auditoria interna, investimos tempo para garantir qualidade técnica dos nossos trabalhos. Validamos evidências e elaboramos recomendações
Bolsa recua 0,82% com pessimismo externo e expectativas domésticas
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade