Regulamentação da Lei Complementar nº 214/2025 trouxe mudanças importantes nas regras de opção pelo Simples Nacional, que NÃO SERÁ MAIS REALIZADA NO MÊS DE JANEIRO
Área do Cliente
Notícia
Visão mais clara do negócio e crescimento estruturado
Quando as pequenas e médias empresas adotam controles internos em sua rotina, a escolha do melhor caminho é facilitada
O universo das boas práticas que há tempos norteia a atuação das grandes empresas em todo o mundo aos poucos começa a invadir a realidade das companhias pequenas e médias no Brasil. A globalização empurrou as corporações em direção a conceitos que, há algumas décadas, sinalizavam um futuro distante, como governança corporativa, controles internos e gestão de risco, entre outros, e que as levaram em direção à profissionalização. No mundo das pequenas e médias, é um movimento relativamente novo, com menos de 10 anos, mas que mostra um novo caminho no que concerne à obtenção de uma gestão mais clara de seus negócios.
Segundo Guilherme Dultra, gerente sênior da divisão de risco da consultoria KPMG, essa já é uma realidade internacional, com padrões de conhecimento voltados para esse universo de empresas. O executivo destaca que os controles internos permitiram às companhias ter as rédeas do negócio em suas próprias mãos. “Os controles internos não podem ser encarados como burocracia. Eles podem prevenir desvios de recursos e ajudar a identificar as melhores formas de alocá-los.”
Por ser um caminho ainda recente no mundo das pequenas e médias, a adoção de controles internos envolve um misto de oportunidades e desafios. De acordo com Dultra, existe uma falta de cultura em relação à absorção desses controles internos. “Em algumas empresas de pequeno porte, não há a cultura, por parte dos gestores, de discutir os controles internos, mas sim de avaliar se o cenário é favorável para o crescimento da empresa. Após isso, se pensa na possibilidade de organizar a casa, o que acaba gerando crescimento desordenado e, como consequência, um problema pela não-realocação dos recursos.
O porte da pequena empresa pode ser um fator limitador, porém o executivo da KPMG pontua que a criatividade pode ser a palavra de ordem para resolver a questão quando for necessário estabelecer controles internos. “Se eu preciso segregar funções em uma grande empresa, o desafio é mais fácil de ser cumprido, já que há um número maior de pessoas. Em uma PME, que tem uma estrutura menor, o gestor precisa ser criativo para criar controles sem burocratização e sem gerar excesso de atividades.”
Em termos de oportunidades, além da realocação de recursos adequada, as PMEs encontram nos controles internos um importante aliado na avaliação dos riscos. “Eles dão mais inteligência a esses recursos. Se a empresa tem ideia de onde estão seus riscos menores, pode direcionar os recursos para áreas cujo risco é maior”, afirma Dultra.
Apesar de ser algo já incorporado na estrutura de processos das grandes empresas, a gestão de risco ainda é novidade para as PMEs, de acordo com o especialista da KPMG. Para se ter uma ideia, a consultoria realizou uma pequisa com 67 empresas de diversos setores e apenas 44% delas afirmaram ter implementado a gestão de riscos. “Nas pequenas empresas, a prática é algo embrionário e ainda não ganhou relevância”. Mas nas companhias de médio porte, segundo o executivo, esse tipo de gestão já está sendo incorporada. “Essas empresas já conseguiram tirar uma radiografia de seus riscos e estão evoluindo em práticas de gestão dessas informações, adotando política mais formal”, diz o executivo da KPMG.
Além da criação de áreas dedicadas ao risco, as empresas de médio porte já trabalham na definição de papéis, processos e em ferramentas para trabalhar as informações. “Não basta ter os dados, é necessário criar parâmetros e indicadores para se trabalhar com eles, o que faz parte de uma boa gestão. São sinais de uma maior profissionalização dessas companhias”, avalia Dultra.
Para o futuro, o especialista da KPMG vislumbra a mudança de direcionamento dos controles internos para uma visão mais abrangente, ou seja, sai do foco em processos para um nível corporativo, o que envolve práticas ligadas ao código de ética da empresa, à definição de perfis de acesso ao sistema, descrição de cargos e responsabilidades.
Notícias Técnicas
Nova versão prevê a movimentação da conta vinculada em casos de doenças graves previstos em ação civil pública
Especialista lista falhas fiscais que comprometem o caixa e saúde financeira
Orientação da Sefaz-SP esclarece a responsabilidade das transportadoras no transporte de bens remetidos por pessoas e empresas sem inscrição como contribuintes do imposto estadual
NBC TPE 01 fixa novas diretrizes para prestação de contas de campanhas
Entenda como a negociação coletiva pode substituir horas extras sem suprimir direitos essenciais
A Receita Federal, o CGIBS e o CFC discutiram o PNCT 2026, com foco nas novas exigências para documentos fiscais e no papel dos contadores durante a transição da Reforma Tributária
Média salarial e proporcionalidades definem o valor final do acerto
Com o avanço do SPED, do Pix, da e-Financeira e de análises preditivas, a Receita monitora movimentações em tempo real
A Resolução CGSN nº 190/2026 adapta o Simples Nacional à Reforma Tributária, regulamentando a incorporação do IBS e da CBS, além de regras sobre créditos, apuração e sublimite
Notícias Empresariais
Consenso rápido costuma transmitir eficiência, mas equipes em que ninguém questiona decisões podem estar trocando pensamento crítico por conformidade
A multipotencialidade pode se tornar uma vantagem competitiva quando diferentes competências são integradas de forma estratégica e comunicadas com clareza, gerando valor para profissionais e organizações
Tecnologia, personalização e serviços de valor agregado ampliam a disputa pela experiência do consumidor e aproximam estratégias já conhecidas pelo RH
Recorde de consumidores endividados pressiona faturamento e capital de giro
Modelo acelera projetos e agrega especialistas a equipes internas
Especialistas defendem combinar dados, pensamento crítico e julgamento humano ao debater o tema no podcast É Mais que Tech
Varejistas globais já adaptam estratégias para aparecer em recomendações de ferramentas de IA, movimento que começa a exigir mudanças também das empresas brasileiras
Categoria cobra reajuste salarial e avanço nas negociações de 2026
Planos de contingência podem parecer desperdício quando tudo funciona. O problema é descobrir que eles eram necessários justamente no momento em que já não existe tempo para prepará-los
A gestão de pessoas deixou de ser apenas operacional. Uma abordagem integrada e estratégica tornou-se essencial para a saúde e sustentabilidade das organizações
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade