NBC TA 240 (R2) detalha a resposta do auditor a suspeitas de fraude e exige atenção contínua aos riscos durante o trabalho
Área do Cliente
Notícia
Estratégia organizacional: diferentes visões
Há diferentes visões de estratégia organizacional, diminuindo a prevalência da abordagem economicista, possibilitando uma estratégia mais ajustada aos diversos tipos de organziações.
Estratégia em organizações possui significados variados segundo os diferentes pressupostos presentes nas teorias organizacionais. Qualquer empreendimento de síntese sobre as diversas concepções dos pesquisadores sobre a temática é fadado ao fracasso. O que é apresentado em seguida é uma breve panorâmica de abordagens diferenciadas sobre a temática.
Antes de abordar categorizações ou tipologias sobre o item em análise, são apresentadas duas questões gerais que podem caracterizar a situação atual no campo. A primeira destaca que a tradição econômica da pesquisa em estratégia, muito associada ao business e ao marketing, priorizou os resultados imediatos particularizados no aumento da competitividade das organizações, disso resultando sua sobrevivência e saúde financeira. O avanço da modernidade, e segundo alguns autores, sua substituição por um período que pode ser denominado de 'após modernismo' (WHITTINGTON, 2004), levou a ampliar a visão dos benefícios da estratégia para a sociedade como um todo e não somente para as empresas. Desloca-se de uma visão predominantemente técnica incorporando-se aspectos políticos e críticos à teoria organizacional e à estratégia (REED, 1989).
A segunda questão, de ordem interna às organizações, resume o seguinte: a tradição que firmou a estratégia como um processo racionalizado, cuja formulação é responsabilidade dos executivos de nível superior e consultores e a execução aos gestores de nível médio e inferior da organização, vem sendo contestada. Atualmente, há uma maior atenção à participação de todos os agentes, ao mesmo tempo em que são empreendidos estudos visando uma maior compreensão dos procedimentos organizacionais envolvidos no processo estratégico. Isto implica em avanços no campo da gestão, com a incorporação de outras disciplinas, e também na necessidade de elaboração de novos procedimentos analíticos para a pesquisa.
As duas questões resumem o desenvolvimento de uma nova abordagem no campo, a sociológica, que analisa a estratégia como uma prática social, uma ação construída na organização, mas envolvendo a transformação da sociedade. A estratégia possuindo um forte apelo sociológico: está preocupada com o direcionamento de poderosas instituições, tanto da esfera pública quanto da privada (WHITTINGTON, 2004). Os efeitos das decisões e os custos envolvidos são de interesse de toda a sociedade.
Entre as tipologias da estratégia, Hatch (2002), em uma abordagem que separa claramente a organização do seu ambiente, afirma existirem três perspectivas distintas: a estratégia como tomada de decisão racional, como processo emergente e como ação simbólica. Os proponentes do modelo racional tratam a organização como uma ferramenta nas mãos dos dirigentes superiores e concebem a estratégia como um processo de designing ('projetar') a organização para encontrar um propósito pré-definido.
Aqueles que empregam a abordagem emergente vêem a organização como adaptativa e apresentam várias versões sobre a forma como as organizações se ajustam ao seu ambiente. Mas, de um modo geral, desse ajuste depende a sobrevivência da organização ou sua aceitação perante os stakeholders. Nas duas perspectivas, os aspectos do ambiente considerados de forma prioritária são os econômicos e tecnológicos.
Os que analisam a estratégia na perspectiva simbólica se utilizam de uma metáfora cultural, capaz de dar suporte às ações empreendidas na organização. O ambiente é constituído por um conjunto mais abstrato de instituições socialmente construídas e legitimadas. Uma organização, na sua formulação de seus projetos, deve buscar o mais alto grau de legitimação para se efetivar.
Chaffee (1985) apresentara anteriormente tipologia semelhante. Para o autor, o conceito de estratégia havia emergido por meio de três modelos mentais distintos - o linear, o adaptativo e o interpretativo. O modelo linear, largamente adotado, foca no planejamento. O termo linear foi escolhido porque denota ação metódica, direcionada e sequencial envolvida no planejamento. Para esta visão, estratégia consiste de "decisões integradas, ações ou planos que irão alcançar com êxito os objetivos organizacionais" (OLIVER, 1992, p. 90). Também é a determinação dos objetivos de longo prazo e, para alcançá-los, a organização altera sua relação com o ambiente modificando seus produtos ou tomando outras ações empreendedoras. Os termos associados a esta visão incluem planejamento e execução estratégica.
A forma adaptativa, que caracteriza o modelo adaptativo, implica o esforço dos estrategistas em promover o alinhamento da organização com o seu ambiente, sendo este determinista em relação às ações empreendidas na organização.
O modelo interpretativo é baseado em um contrato social ao invés das visões mecânica e biológica apresentadas no modelo linear e adaptativo. Este modelo traz contribuições, entre elas "à administração de significados e construção simbólica como componente central da estratégia e sua ênfase em legitimidade, ao invés de lucros, produtividade, ou outros típicos objetivos" (CHAFFEE, 1985, p 93). Em suma, "o modelo interpretativo, como o nível cultural de sistemas, busca enfatizar as ações cooperativas de indivíduos, os significados partilhados e a importância da manipulação de símbolos" (TAKAHASHI e MACHADO-DA-SILVA, 2002, p. 4).
Ao analisar a abordagem de Chaffee, Whipp (2004) afirma que ela não é suficiente para analisar as variações complexas envolvidas na construção da estratégia e que há necessidade de procurar apoio nas descobertas que surgiam na análise organizacional.
Autores como Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2000), identificam dez escolas, nas quais cada uma enfocaria um processo do objeto complexo da estratégia, são elas: as escolas prescritivas do design (processo de concepção), do planejamento (formal) e do posicionamento (analítico); as escolas descritivas do tipo empreendedora (visionário), cognitiva (mental), aprendizagem (emergente), poder (negociação), cultural (coletivo) e ambiental (reativo); e a escola de configuração (transformação). Críticos a esse tipo de classificação afirmam que essas visões tendem a fragmentar ainda mais o processo analítico.
Os próprios autores salientam que uma estratégia real é o somatório dessas escolas afirmando:
Podemos concluir que nossas dez escolas olham para o mesmo processo, cada uma à sua maneira. Em conjunto, esperamos, elas podem auxiliar os executivos a ver através de tudo isso. [...] Precisamos ir além da estreiteza de cada escola: precisamos saber como este animal chamado formação de estratégia, combina todas essas escolas, e mais, vive realmente a sua vida. (MINTZBERG et al, 2000, p. 273-274).
Na busca por uma tipologia capaz de agrupar as diferentes visões no campo e aproximá-las das pesquisas empreendidas na área das organizações, Whittington (2002) distingue quatro abordagens genéricas: a clássica, a evolucionária, a processualista e a sistêmica.
Na abordagem clássica, a estratégia "é o processo racional de cálculos e análises deliberadas, com o objetivo de maximizar a vantagem no longo prazo" (WHITTINGTON, 2002, p. 3). O mundo pode ser previsível e pode ser moldado desde que se ordenem as informações necessárias e tomem-se as decisões corretas por parte dos dirigentes no topo da organização. Dominar os ambientes internos e externos depende de um bom planejamento.
Segundo Whittington (2002), para os evolucionistas, a estratégia emerge a partir de forças ambientais fora do controle dos gerentes. A metáfora biológica caracteriza um processo de seleção natural, no qual o mercado seleciona as organizações mais aptas a sobreviverem. Aos gerentes cabe o papel de ajustarem suas organizações o melhor possível às exigências do ambiente onde atuam.
Os processualistas são céticos quanto ao planejamento de longo prazo e à implacabilidade do ambiente sobre a organização. Acreditam na capacidade dos gerentes, porém muito mais num processo pragmático de aprendizado e comprometimento e em experiências baseadas no acerto e no erro em razão da compreensão limitada dos processos nos quais a organização está imersa. De uma perspectiva interna à organização, as teorias processualistas tendem a conceber o fenômeno da estratégia "como influenciado tanto pela intenção de racionalidade dos agentes, quanto por interesses, compromissos e limites de natureza variada, resultando em escolhas que podem ser fruto até mesmo de processos habituais ou puramente simbólicos". (CRUBELLATE, 2004, p. 83). "Estratégias (...) são um meio pelo qual gerentes tentam simplificar e ordenar o mundo que é complexo demais e caótico" (WHITTINGTON, 2002, p. 27).
A abordagem sistêmica "propõe que os objetivos e as práticas da estratégia dependem do sistema social específico, no qual o processo de desenvolvimento da organização está inserido" (WHITTINGTON, 2002, p. 4-5). Os diferentes objetivos que guiam os estrategistas passam a estar mais relacionados com a cultura na qual a organização está imersa do que com a busca racional por melhores resultados. Nem sempre as razões para uma decisão tomada pode ser explicada funcionalmente, há necessidade de estabelecer conexões entre fatores externos e internos a partir do pensamento dos estrategistas. "Formas e metas do desenvolvimento de estratégias dependem particularmente do contexto social, e que, portanto, a estratégia deve ser empreendida com sensibilidade sociológica" (WHITTINGTON, 2002, p. 5).
As visões processualistas e sistêmicas apesar de muitos aspectos em comum, focam, verdadeiramente, nos extremos de uma linha imaginária entre ação (processualismo) e contexto/estrutura (sistemicismo), no âmbito da qual o esquema analítico a ser construído na tese se fundamentará. A seguir, aprofundam-se alguns aspectos relacionados com os conceitos de ambiente, processo e fazer estratégicos.
Notícias Técnicas
Mudança de residência exige atenção às datas e ao Imposto de Renda. Comunicação de saída e declaração são procedimentos distintos na Receita Federal
Segurados que não receberam a antecipação em abril e maio terão o abono depositado em parcela única, conforme o cronograma de pagamentos
Regulamentação deve orientar empresas sobre a distribuição dos descansos e a redução gradual da jornada semanal para 40 horas
Medida Provisória nº 1.399/2026 entrou em vigor com a publicação, mas estabelece efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2027, em razão da noventena
Prorrogação busca concluir discussão técnica sobre avaliação dos incentivos fiscais; redução linear de 10% prevista na lei já está em vigor
Prazo para desistência vai até 20 de dezembro de 2026; decisão é irretratável e pode afetar preços, créditos tributários e relações comerciais em 2027
O Portal do CT-e publicou novo pacote de schemas, em conformidade com a Nota Técnica 2026.005, para adequar os documentos fiscais às regras do Simples Nacional no contexto da reforma tributária
A EFD-Contribuições permanecerá ativa em 2027, mesmo após o fim da apuração regular do PIS/Pasep e da Cofins, previsto para 31 de dezembro de 2026, para atender às obrigações de transição para a CBS
O Gecex prorrogou até 31/12/2026 a alíquota de 12% do imposto de exportação de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (posição 2709 da NCM).
Notícias Empresariais
Um empresário pode ter experiência, conhecimento e disposição para crescer, mas ainda assim encontrar dificuldades para identificar novos caminhos para o próprio negócio
O problema de muitas empresas não parece estar na falta de estratégia, mas no que acontece depois que ela é definida
Chamada pública de subvenção econômica regional somou R$ 450 milhões para desenvolvimento de projetos inovadores e de risco tecnológico
Em um momento de crédito desafiador, decisões sobre contratos, entregas e recebíveis devem entrar na agenda de toda a liderança
Nova modalidade poderá ajudar a financiar diferentes áreas do negócio. Entenda quais gastos entram na conta
Pesquisa mostra que executivos reconhecem a necessidade de atualizar suas competências diante das mudanças provocadas pela inteligência artificial
Pequenas atitudes podem ajudar a conquistar a saúde financeira esperada
Especialista explica como organizar estoque, entregas e custos para preservar o resultado das vendas
Na auditoria interna, investimos tempo para garantir qualidade técnica dos nossos trabalhos. Validamos evidências e elaboramos recomendações
Bolsa recua 0,82% com pessimismo externo e expectativas domésticas
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade