Regulamentação da Lei Complementar nº 214/2025 trouxe mudanças importantes nas regras de opção pelo Simples Nacional, que NÃO SERÁ MAIS REALIZADA NO MÊS DE JANEIRO
Área do Cliente
Notícia
Taxa de juros em alta beneficia renda fixa
A grande maioria dos economistas aposta numa elevação da Selic em 0,25 ponto percentual.
Só dá renda fixa. Ao fim do primeiro semestre do ano, as aplicações atreladas à variação da taxa de juros são as únicas a se manter no azul. E melhor: o arrefecimento da inflação, embora muitos considerem um efeito sazonal, faz com que, em média, as rentabilidades dos fundos DI e de renda fixa consigam, por enquanto, superar a alta de preços.
O Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central (BC), divulgado nesta semana, trouxe novas projeções para o IPCA. As estimativas para o referencial de inflação do BC neste ano subiram de 5,6% em março para 5,8%. Para os economistas, significa que o BC talvez tenha de ir além na alta dos juros. A maioria dos analistas acreditava que a elevação da Selic se daria até julho, e agora muita gente passou a apostar que a autoridade pode ir até agosto. Isso significa que a expectativa de alta de juros pode beneficiar ainda mais as aplicações de renda fixa.
No semestre, o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI, o juro interbancário que serve de referencial para as aplicações mais conservadoras) registra variação de 5,52% e, em junho, de 0,95%. Descontada a inflação do IGP-M, o ganho real é de 2,30% no ano. Os fundos de renda fixa - que podem aplicar em papéis prefixados - devem render 0,88% no mês, encerrando os seis primeiros meses do ano com ganho de 5,91%. A projeção é da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O ganho real dessas carteiras no ano é de 2,68%. Já os fundos DI - que investem em papéis com juros pós-fixados - devem ter retorno de 0,98% em junho e de 5,62% no semestre (rendimento real de 2,40%).Líquido de impostos, o ganho desses fundos ficaria em 4,78% e 5,02% no ano, respectivamente, considerando alíquota de 15%.
Para os investidores de curto prazo, as aplicações que buscam seguir a taxa de juros se mostram interessantes, avalia Francisco Costa, sócio da Capital Investimentos. Isso significa que os fundos DI - ou mesmo as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), que seguem os juros e recheiam a carteira desses fundos - são atraentes.
Já para quem horizonte de pelo menos três anos, a indicação são os títulos indexados à inflação - como as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B). No site do Tesouro Direto, a NTN-B Principal - título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA mais juros -, com vencimento em maio de 2015, era vendida ontem com retorno de 6,72% além do IPCA.
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá nos dias 19 e 20 deste mês para definir os rumos da taxa de juros brasileira, hoje em 12,25% ao ano. A grande maioria dos economistas aposta numa elevação da Selic em 0,25 ponto percentual.
A aplicação em renda fixa hoje é supercômoda para o investidor e ficará até mais se a alta de juros estimada realmente ocorrer, avalia Mauricio Pedrosa, sócio-diretor da Queluz Asset Management. "Enquanto não acontecer nada que dê um direcional para a bolsa, o CDI é confortável e tornou-se até um competidor bem desagradável para os multimercados", diz.
Na renda variável, pode-se dizer que o primeiro semestre de 2011 trouxe poucas alegrias para o investidor brasileiro. Mesmo com o crescimento econômico se mantendo vigoroso e com os lucros das empresas em alta, o aplicador de bolsa não foi beneficiado por correr mais riscos. No semestre, o Índice Bovespa encerrou em queda de 9,96%, influenciado, principalmente, pelo mau desempenho no último trimestre. Em junho, o principal indicador da bolsa brasileira registrou desvalorização de 3,43%.
De forma geral, o questionamento sobre a solvência dos países europeus, especialmente a Grécia, com a possibilidade de calote da dívida pública do país, permearam as decisões de investimento no semestre, sobretudo com relação à bolsa. Em junho, esses temores ficaram ainda mais exacerbados. A aprovação, na terça-feira, pelo Parlamento grego, de um novo plano de austeridade reduz os riscos de calote da dívida no curto prazo.
Já o desempenho da economia americana - que em alguns momentos no semestre animou o mercado com indicadores que mostravam uma recuperação mais rápida do que o projetado -, voltou a preocupar, após a divulgação de números conflitantes sobre os postos de trabalho e dados do mercado imobiliário.
Para ajudar, no início de junho, a agência de classificação de risco Moody"s alertou que poderia colocar o rating dos Estados Unidos em revisão por conta do alto endividamento do país. Neste mês, os investidores ficarão de olho na votação sobre o novo limite legal da dívida americana, que atingiu US$ 14,3 trilhões em maio. Como a arrecadação do país aumentou mais que o previsto, o governo teve uma folga. Agora, no entanto, o Congresso terá de votar um novo teto.
As preocupações com o alto endividamento da Grécia ganharam um solução no curto prazo e, se esse teto para a dívida americana passar, a bolsa brasileira pode ser beneficiada diante de um ambiente de liquidez farta e taxa de juros lá fora ainda baixas, avalia Roseli Machado, diretora-geral da Fator Administração de Recursos (FAR). "A liquidez mundial continua alta e, nesse cenário, o Brasil deve receber recursos, primeiramente na renda fixa, mas deve sobrar algum dinheiro para a bolsa também", diz. E os atuais níveis do Ibovespa já trazem oportunidades de compra para os investidores, sobretudo nos setores de varejo, saúde e educação, afirma.
A bolsa brasileira já começa a ficar bastante barata, diz Jayme Paulo Carvalho Júnior, estrategista e economista do private banking do Santander. Segundo ele, a relação Preço/Lucro (P/L, que dá ideia do prazo para o investidor obter retorno com a aplicação) do Brasil está em torno de 10 vezes, enquanto o do México está em 15 vezes. "Apesar das medidas do governo para conter o consumo, o PIB ainda deve crescer 4%, que é um percentual robusto", afirma. "E a expectativa de lucro das empresas também é positiva."
O dólar encerrou o semestre com desvalorização de 6,24% ante o real e, em junho, a queda foi de 1,14%. Já o euro acumula alta de 1,74% ante o real nos seis primeiros meses do ano, mas fechou junho com queda de 0,29%. Mas nem a queda da moeda americana foi suficiente para tirar o brilho do ouro em junho. A valorização do metal no mercado internacional fez com que o metal terminasse junho em alta de 2,16%, embora no semestre perca 1,83%. Já a boa e velha caderneta de poupança rendeu 0,61% no mês e, no ano, ganha 3,61%.
Notícias Técnicas
Nova versão prevê a movimentação da conta vinculada em casos de doenças graves previstos em ação civil pública
Especialista lista falhas fiscais que comprometem o caixa e saúde financeira
Orientação da Sefaz-SP esclarece a responsabilidade das transportadoras no transporte de bens remetidos por pessoas e empresas sem inscrição como contribuintes do imposto estadual
NBC TPE 01 fixa novas diretrizes para prestação de contas de campanhas
Entenda como a negociação coletiva pode substituir horas extras sem suprimir direitos essenciais
A Receita Federal, o CGIBS e o CFC discutiram o PNCT 2026, com foco nas novas exigências para documentos fiscais e no papel dos contadores durante a transição da Reforma Tributária
Média salarial e proporcionalidades definem o valor final do acerto
Com o avanço do SPED, do Pix, da e-Financeira e de análises preditivas, a Receita monitora movimentações em tempo real
A Resolução CGSN nº 190/2026 adapta o Simples Nacional à Reforma Tributária, regulamentando a incorporação do IBS e da CBS, além de regras sobre créditos, apuração e sublimite
Notícias Empresariais
Consenso rápido costuma transmitir eficiência, mas equipes em que ninguém questiona decisões podem estar trocando pensamento crítico por conformidade
A multipotencialidade pode se tornar uma vantagem competitiva quando diferentes competências são integradas de forma estratégica e comunicadas com clareza, gerando valor para profissionais e organizações
Tecnologia, personalização e serviços de valor agregado ampliam a disputa pela experiência do consumidor e aproximam estratégias já conhecidas pelo RH
Recorde de consumidores endividados pressiona faturamento e capital de giro
Modelo acelera projetos e agrega especialistas a equipes internas
Especialistas defendem combinar dados, pensamento crítico e julgamento humano ao debater o tema no podcast É Mais que Tech
Varejistas globais já adaptam estratégias para aparecer em recomendações de ferramentas de IA, movimento que começa a exigir mudanças também das empresas brasileiras
Categoria cobra reajuste salarial e avanço nas negociações de 2026
Planos de contingência podem parecer desperdício quando tudo funciona. O problema é descobrir que eles eram necessários justamente no momento em que já não existe tempo para prepará-los
A gestão de pessoas deixou de ser apenas operacional. Uma abordagem integrada e estratégica tornou-se essencial para a saúde e sustentabilidade das organizações
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade