O Carf reconheceu créditos de PIS e Cofins relacionados a contratos de transporte de gás natural na modalidade 'ship or pay', beneficiando a Petrobras.
Área do Cliente
Notícia
Franquias e o fim do duopólio dos cartões
A exemplo do setor de comércio e serviços, segmento analisa opção, disponível desde julho, de processar em máquina única todos os pagamentos com dinheiro de plástico.
O franchising brasileiro poderá se beneficiar da familiaridade que lhe é peculiar com negociações centralizadas para obter vantagens na disputa das credenciadoras de cartões de crédito e débito pela preferência dos lojistas. Pesa a favor o volume de negócios gerados em cerca de 80 mil unidades do sistema. Como acontece no c omércio em geral e entre prestadores de serviço independentes, o segmento analisa a opção, disponível desde o dia primeiro de julho, de processar em máquina única todos os pagamentos com cartão.
Até então, era praticamente obrigatório alugar pelo menos os equipamentos das credenciadoras Cielo e Redecard para processar, respectivamente, pagamentos das bandeiras líderes de mercado Visa e Mastercard. Com o fim do "duopólio", as empresas passam a disputar a preferência das redes de franquias.
"Cada franqueador adota um sistema e, se ele faz um acordo direto (com a credenciadora), transfere os direitos às franquias. Como as redes têm movimentos maiores que os de negócios independentes, há tendência de as taxas caírem. Trabalhar com uma máquina, no lugar de duas ou três, é uma grande vantagem", afirma o diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo.
A entidade mantém acordo de cooperação com a Cielo, mas a parceria não envolve essas negociações. "Ela está mais voltada para treinamentos. A Cielo fará palestra em um evento de alimentação que faremos em agosto e também na nossa convenção. Os sistemas de pagamento são importantes para o varejo e essas empresas têm interesse no franchising porque a interiorização dos negócios leva as redes para regiões nas quais a profusão do uso de cartões é menor", analisa.
Custos
Para as franquias estão em jogo custos com aluguel das "maquininhas" e taxas sobre os pagamentos recebidos. A definição sobre o padrão a ser adotado, no entanto, vai além dessas questões. "A decisão sobre a forma de pagamento é tomada de modo individual por franqueador e depende do modelo de negócio", pondera a sócia-diretora da loja de venda de franquias Franchise Store (Grupo GrowBiz/Cherto) Filomena Garcia. A área de alimentação, exemplifica, trabalha mais com vendas à vista e a negociação, nesse caso, tende a se concentrar na questão das taxas, tanto melhor quanto maior for a rede.
Filomena acrescenta que há casos, quando o negócio pressupõe vendas à prazo, nos quais o franqueador negocia um número de parcelamento sem juros com a operadora do cartão. E outros, quando o próprio modelo de negócio prevê um benefício do gênero (como acontece nos cartões tipo private label), em que há parceria da franquia com uma bandeira de cartão, banco ou financeira para oferecer um diferencial ao cliente.
"Hoje, praticamente todas as franquias operam com dinheiro, cheque e cartão. O que vai mudar é o uso conforme o modelo de negócio. Não dá mais para fugir do cartão de crédito e débito. É preciso oferecer o melhor pacote para o cliente", ressalta Filomena.
A rede Giraffas está no meio desse processo, com perspectiva de definir o melhor pacote para as 320 lanchonetes da marca até o fim de julho. Os franqueados decidiram em assembleia entregar a tarefa da negociação ao franqueador.
As lojas da marca, de uma maneira geral, trabalham com "maquininhas" (terminais eletrônicos também conhecidos como POS) fixas ou móveis e com sistemas – Transferências Eletrônicas de Fundo (TEF) – que unificam os pagamentos no caixa computadorizado, por preferência do franqueado ou exigência tributária de alguns municípios brasileiros.
Banda larga
"Quando o franqueado usa a TEF, não paga aluguel da máquina, mas pelo custo do sistema de terceiros. Há três ou quatro empresas credenciadas pelas operadoras para isso. E o sistema também exige uma boa banda larga de internet", detalha o executivo da rede. "O grande benefício (com a extinção do duopólio) é a redução das taxas e melhorias no serviço. O uso da TEF e POS não muda muito com o fim da exclusividade. O aluguel talvez caia um pouco."
Até agora, as lojas da rede aceitavam, por força do contrato de franquia, os cartões Visa e Mastercard, responsáveis pela maior parte das operações com dinheiro de plástico no ponto de venda.
Em alguns casos, por opção da unidade, também trabalhavam com a bandeira Amex, ou por necessidade regional (caso do Nordeste), com a Hipercard, explica o gerente financeiro, Alexandre Guerra. "Cada franqueado fazia um contrato com a Redecard e a Cielo, mas a negociação das taxas era realizada pela matriz", detalha. "A gente era refém tanto da Cielo quanto da Redecard. Até conseguíamos condições melhores, mas mesmo assim as taxas eram altas. Agora que elas viraram concorrentes, já há sinalização de queda. Vamos escolher uma das duas e o contrato valerá para a rede toda", explica Guerra. A decisão, no entanto, vai além da opção por um dos sistemas de pagamento e precisa contemplar a dinâmica da operação.
Enquanto isso, novas operadoras de cartão de crédito já prospectam franqueados da rede Giraffas e de outras marcas. "Mas a nossa opção é ficar com uma das duas (Cielo ou Redecard), até por uma questão de segurança e para conseguir um benefício maior para a rede", afirma o gerente financeiro da Cartões de alimentação Paralelamente à questão dos plásticos de crédito e débito, a exclusividade dos equipamentos – Cielo e Redecard – permanece para os respectivos cartões de alimentação. Segundo Guerra, a unificação dessas transações está prevista para acontecer em seis meses, o que obriga o ponto de venda a manter pelo menos uma máquina de bandeira diferente da que vier a ser escolhida para a rede. A necessidade, ainda que implique pagamento do aluguel da respectiva POS (entre R$ 100 e R$ 150) –, criará uma alternativa para eventual pane no equipamento da credenciadora escolhida pelo franqueador. A marca Giraffas projeta finalizar o ano com 350 unidades e abrir cerca de 70 em 2011. Segundo Guerra, estão em desenvolvimento outros formatos de loja, especialmente para operações de rua e em cidades sem shopping center.
marca Giraffas.
Notícias Técnicas
Decisão reconhece direito de varejista não recolher contribuições sobre descontos e mercadorias bonificadas
Nova publicação reúne, de forma sistemática e acessível, informações sobre a aplicação da Lei nº 15.079/2024 e da IN RFB nº 2.228/2024
Novo pacote reúne cinco Notas Técnicas com ajustes de NF-e e NFC-e para IBS e CBS. As mudanças exigem atualização de sistemas e parametrizações fiscais durante a transição
Nota Técnica do IBS e da CBS cria novos campos de valor líquido em seis documentos fiscais. A implantação em produção está prevista para 16 de novembro
Medida cumpre decisão do STF e prevê atendimento prioritário e sigiloso a mulheres com medida protetiva. Parecer também estabelece cobrança a agressores de valores pagos pelo INSS
Índice está disponível desde 30 de setembro; divergências nos dados do cálculo poderão ser contestadas eletronicamente de 1º a 30 de novembro de 2026.
Agenda da Receita concentra obrigações nos dias 15, 20 e 30; empresas também devem observar os prazos de opção pelo Simples Nacional e pelo regime regular de IBS e CBS
Prepare seu DP e entenda os impactos e o cronograma para evitar rejeições e erros cadastrais
Saiba como evitar erros na NCM e use o Sistema Harmonizado para uma análise técnica precisa e sem falhas na tributação
Notícias Empresariais
Em situações de pressão, além do conhecimento técnico, profissionais precisam demonstrar equilíbrio, capacidade de decisão e adaptação
Empresas e profissionais precisam tratar presença digital como ativo permanente de reputação, relacionamento e geração de oportunidades
A retenção de conhecimento reduz impactos após desligamentos e ajuda a preservar a continuidade das operações
Nove instituições atuarão conjuntamente na gestão e manutenção do InovaCPIN. Parceria inclui capacitação e disponibilização de conteúdos
Entenda o cenário híbrido de transações corporativas e a importância da contabilidade
Descubra como a agilidade e tecnologia transformam o risco em oportunidade no mercado
Pesquisa mostra que empresas reforçam desenvolvimento interno de talentos e recorrem ao mercado para preencher posições estratégicas
Mudança no sistema de impostos exige revisão de processos, sistemas e estratégias comerciais
Erros em cálculos judiciais podem elevar passivos, comprometer o caixa e transformar a busca por menor custo em prejuízo para empresas
Ibovespa avança com Petrobras em dia de petróleo acima de US$ 100
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade