O Carf reconheceu créditos de PIS e Cofins relacionados a contratos de transporte de gás natural na modalidade 'ship or pay', beneficiando a Petrobras.
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Profissional liberal precisa de planejamento financeiro mais rígido
Um dos pontos básicos para quem tem essa situação é não misturar as contas pessoais com os negócios.
Elaborar um planejamento / orçamento familiar parece mais fácil quando somos empregados de uma empresa e temos salário fixo. Qual seria a dica para quem possui empresa própria e que pode variar? Seria adequado considerar como renda pessoal o lucro líquido dessa empresa?
Para quem tem renda variável, como empresários, profissionais liberais e comerciantes, entre outros, há a necessidade de planejar a vida financeira de maneira mais rígida do que pessoas que têm salário fixo. Um dos pontos básicos para quem tem essa situação é não misturar as contas pessoais com os negócios. É preciso organização e separar muito bem as contas. Caso contrário, não será possível administrar corretamente o negócio nem as contas familiares. Como é possível verificar e analisar quais os resultados efetivos de seu negócio se as contas estão misturadas? Quais despesas estão fora de controle? Como descobrir erros para poder corrigi-los? Devemos entender que parte do lucro líquido é do empresário, mas outra parte deve ser utilizada para reinvestir e, assim, permitir a continuidade e proporcionar crescimento do próprio negócio. Na suas contas pessoais, tendo em vista que sua renda é variável, deve haver um bom planejamento de gastos mensais para que, nos meses de vacas gordas, parte da renda seja poupada. A dica é: trabalhe com orçamento em base mensal e anual para que haja uma visão clara de todos os seus gastos.
A Petrobrás teve um lucro de R$ 28,9 bilhões em 2009. Haverá a distribuição de 25% (lei) desse lucro em forma de dividendos? A parcela dos acionistas minoritários é de 67,8%?
A previsão é de que haja distribuição de dividendos ainda no mês de abril. Os dados da Petrobrás indicam que a rentabilidade de dividendos nos últimos 12 meses foi de 2,96% e a informação que temos é de que os últimos dividendos pagos foram de R$ 1,13 por ação e R$ 0,12 a título de juros sobre capital próprio. Do total de ações da empresa, 31,1 % pertencem ao Tesouro Nacional, mas que detém 55,6% das ações com direito a voto. Outras participações importantes no capital total são o BNDESPar, com 7,7 %, o fundo de pensão Previ, com 3,2%, e a gestora BlackRock, com 2,6%. Os demais participantes do capital da empresa detêm 54,4% do total, mas somente 42,4% das ações com direito a voto.
Levando em consideração que o Brasil precisa manter suas taxas de juros a níveis baixos para ter uma economia desenvolvida, quais seriam os impactos dos investimentos internacionais no País? Neste caso, os investidores não retirariam o dinheiro do Brasil justamente porque os juros não seriam mais atrativos? Quais as consequências disso? Manter a taxa de juros baixa nos próximos anos não seria "um tiro no pé"?
A manutenção de juros em níveis altos eleva os custos dos negócios de maneira geral. O empresário tem dificuldades para investir e financiar o capital de giro, em virtude do custo de captação de capital. Assim, eleva-se o custo geral da cadeia produtiva, o que reduz a geração de emprego, trazendo como consequência menor nível de renda para as famílias. Isso, por sua vez, resulta em menor grau de consumo. E assim por diante, fechando um ciclo negativo na economia. Daí a necessidade de termos taxas de juros mais baixas. De outro lado, os investimentos não ocorrem somente pela observação do retorno, mas sim pela relação entre o risco e o retorno oferecido. Duas palavrinhas mágicas em investimentos, pois não podemos falar de uma sem falar da outra. Em todos os investimentos, o que se observa é o equilíbrio entre risco e retorno. Se o Brasil oferecer um retorno compatível com o nível de risco observado, o investidor internacional continuará aplicando seu rico dinheiro no País. Dessa forma, a queda dos juros não necessariamente significa diminuição na entrada de capital, mas sim uma situação nacional melhor.
Qual a melhor opção para quem viaja para o exterior: traveller check ou dinheiro vivo?
Na hora de uma viagem, temos basicamente três alternativas para realizar pagamentos: dinheiro vivo, travellers checks ou cartão de crédito. Carregar dinheiro vivo para toda a viagem é sempre muito perigoso. Os travellers checks sem dúvida trazem maior segurança, mas têm alguma dificuldade para trocar, dependendo do local de viagem. Além disso, sempre ocorre deságio porque há taxas e despesas administrativas. O cartão de crédito também tem bom grau de segurança, facilidade de utilização e aí está justamente o risco, porque você poderá gastar demais e, quando voltar, terá dores de cabeça de dívidas. A dica é levar um pouco de dinheiro vivo somente para os gastos iniciais, algum valor em travellers e o cartão de crédito, mas junto um caderno para anotar tudo o que está gastando para não exagerar.
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