Regulamentação da Lei Complementar nº 214/2025 trouxe mudanças importantes nas regras de opção pelo Simples Nacional, que NÃO SERÁ MAIS REALIZADA NO MÊS DE JANEIRO
Área do Cliente
Notícia
Desvalorização do dólar já chega a 9,23% este ano
Neste ano, a divisa acumula baixa de 9,23%, negociada ontem a R$ 2,11.
JIANE CARVALHO E AYR ALISKI
A volta do ingresso líquido de dólares no Brasil, associada ao desmonte de posições dos estrangeiros no mercado futuro de câmbio, patrocina o mais recente ciclo de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real. Neste ano, a divisa acumula baixa de 9,23%, negociada ontem a R$ 2,11.
Na BM&F, os investidores estrangeiros que passaram meses na posição “comprada”, apostando na alta do dólar, agora estão “vendidos” em US$ 1,237 bilhão, em uma clara aposta na volta dos fundamentos que favorecem o real. Já o fluxo de dólares para o País ficou positivo em US$ 1,43 bilhão em abril, o melhor resultado desde setembro de 2008.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, apesar de destacar a melhora no ambiente externo e a volta do fluxo positivo de dólares, mantém a cautela. “Não devemos confundir isso com o fim da crise.
Sabemos que não é assim, e ainda tem muito trabalho pela frente”, advertiu.
Fluxo cambial positivo em abril, o maior desde setembro, colabora para a alta do real
A melhora no ambiente externo — com a volta do ingresso líquido de dólares no País — associada ao desmonte de posições dos estrangeiros no mercado futuro de câmbio patrocinam o mais recente ciclo de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real.
Neste ano, a divisa acumula baixa de 9,23%, negociada ontem a R$ 2,11. Desde que o dólar atingiu seu pico no patamar de R$ 2,50 nos momentos mais dramáticos da crise, vem ocorrendo uma melhora gradual na percepção de risco do investidor estrangeiro.
A saída de dólares do País, que chegou a US$ 7 bilhões em novembro, foi sendo lentamente estancada. Além de o fluxo cambial ter voltado a ser positivo, a confiança de que os fundamentos do Brasil irão prevalecer — o que é favorável ao real — levou estrangeiros a reverterem suas posições no mercado futuro.
“As posições especulativas contra o real começaram a ser desfeitas em março e foram praticamente encerradas no final do mês passado.
E isto só não foi feito antes porque faltava liquidez no mercado”, comenta o economista Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da corretora NGO. “Desde 9 de março, quando o fluxo de dólares para o País voltou a ser positivo, a certeza do investidor estrangeiro de que o câmbio não seria um problema reforçou as apostas no real, que vem se recuperando.” Desde o acirramento da crise global, em setembro passado, as posições dos estrangeiros em dólar futuro, que até então eram “vendidas” — aposta na queda do dólar — foram alteradas. Os estrangeiros passaram a exibir posições “compradas” em dólar futuro, uma aposta na alta da moeda americana. O mercado vê, agora, o retorno das posições vendidas em dólar futuro. Dados mais recentes da BM&F mostram os estrangeiros vendidos em US$ 1,237 bilhões. Já a exposição líquida do estrangeiro — dólar futuro mais contrato de cupom DDI — ainda é comprada, mas vem sendo desfeita. Saiu de US$ 3,179 bilhões na segunda para US$ 2,48 bilhões ontem.
Para Nehme, o mercado de câmbio, após viver dois momentos de forte especulação — antes da crise em favor do real e depois contra a moeda local — experimenta agora um momento único.
“Tanto o dólar a R$ 1,50 quando a R$ 2,50 eram irreais, estavam fora do ponto de equilíbrio. Agora, depois de muito tempo, a cotação reflete de fato o fluxo de moeda para o País e caminha para o ponto de equilíbrio, que acredito seja entre R$ 2 e R$ 2,10”, diz.
Desde que a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro passado, o Brasil tem exibido mensalmente saídas líquidas de dólares do País. A situação começou a melhorar em fevereiro, quando o fluxo ficou positivo em US$ 841 milhões.
Em março voltou a ser negativo, com a saída de US$ 797 milhões. Já no mês passado, o ingresso de recursos superou a saída em US$ 1,43 bilhão, o melhor resultado desde setembro de 2008. O desempenho em abril foi conseguido com a diferença entre a entrada líquida de dólares via comércio exterior, de US$ 4,917, e saída financeira líquida de US$ 3,487 bilhões “A volta do fluxo positivo de dólares para o Brasil é decorrente da melhora no ambiente externo, que reduziu a aversão ao risco por parte dos investidores”, comenta Mario Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez. “A queda atual na cotação do dólar é um movimento saudável, fruto dos fundamentos do País que voltam a imperar”, diz Paiva, afirmando que o dólar deve enfrentar alguma resistência para cair abaixo de R$ 2,10.
O movimento recente de depreciação do dólar fez com que o BC voltasse a fazer um leilão de swap cambial reverso — espécie de compra de moeda no mercado futuro — após oito meses sem realizar esse tipo de operação. Na última segundafeira, o BC vendeu US$ 3,412 bilhões em swaps reversos. A operação, em que o BC para aos bancos a variação da Selic e recebe a variação do dólar, é questionada por Nehme.
“Se o BC quer segurar o dólar deveria atuar no mercado à vista, enxugando o excesso de liquidez.
Com a venda de swaps reversos, o BC acaba estimulando a volta de um movimento especulativo”, comenta.
“Na prática, quem compra os swaps reversos age no sentido de apreciar o real para obter duplo ganho, da Selic e da variação cambial implícitas nas transações.” Mario Paiva, da Liquidez, tem uma opinião diversa. “O papel do BC não é conter o dólar, mas evitar a excessiva volatilidade nos mercados que prejudica a todos”, diz. “Os leilões não impedem a queda na cotação, mas suavizam o movimento. É função do BC agir quando julgar necessário.”
Notícias Técnicas
Nova versão prevê a movimentação da conta vinculada em casos de doenças graves previstos em ação civil pública
Especialista lista falhas fiscais que comprometem o caixa e saúde financeira
Orientação da Sefaz-SP esclarece a responsabilidade das transportadoras no transporte de bens remetidos por pessoas e empresas sem inscrição como contribuintes do imposto estadual
NBC TPE 01 fixa novas diretrizes para prestação de contas de campanhas
Entenda como a negociação coletiva pode substituir horas extras sem suprimir direitos essenciais
A Receita Federal, o CGIBS e o CFC discutiram o PNCT 2026, com foco nas novas exigências para documentos fiscais e no papel dos contadores durante a transição da Reforma Tributária
Média salarial e proporcionalidades definem o valor final do acerto
Com o avanço do SPED, do Pix, da e-Financeira e de análises preditivas, a Receita monitora movimentações em tempo real
A Resolução CGSN nº 190/2026 adapta o Simples Nacional à Reforma Tributária, regulamentando a incorporação do IBS e da CBS, além de regras sobre créditos, apuração e sublimite
Notícias Empresariais
Consenso rápido costuma transmitir eficiência, mas equipes em que ninguém questiona decisões podem estar trocando pensamento crítico por conformidade
A multipotencialidade pode se tornar uma vantagem competitiva quando diferentes competências são integradas de forma estratégica e comunicadas com clareza, gerando valor para profissionais e organizações
Tecnologia, personalização e serviços de valor agregado ampliam a disputa pela experiência do consumidor e aproximam estratégias já conhecidas pelo RH
Recorde de consumidores endividados pressiona faturamento e capital de giro
Modelo acelera projetos e agrega especialistas a equipes internas
Especialistas defendem combinar dados, pensamento crítico e julgamento humano ao debater o tema no podcast É Mais que Tech
Varejistas globais já adaptam estratégias para aparecer em recomendações de ferramentas de IA, movimento que começa a exigir mudanças também das empresas brasileiras
Categoria cobra reajuste salarial e avanço nas negociações de 2026
Planos de contingência podem parecer desperdício quando tudo funciona. O problema é descobrir que eles eram necessários justamente no momento em que já não existe tempo para prepará-los
A gestão de pessoas deixou de ser apenas operacional. Uma abordagem integrada e estratégica tornou-se essencial para a saúde e sustentabilidade das organizações
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade