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Baixo engajamento: 5 atitudes para reorganizar as prioridades na reta final de 2026

Com pouco mais de três meses para o fim do ano, líderes precisam rever prioridades, dar clareza às equipes e concentrar energia no que realmente pode gerar resultado até dezembro

Autor: Alexandre SlivnikFonte: De Assessoria de Imprensa

Com pouco mais de três meses para o fim do ano, líderes precisam rever prioridades, dar clareza às equipes e concentrar energia no que realmente pode gerar resultado até dezembroCom pouco mais de três meses até o fim de dezembro, empresas entram no desafio de recuperar foco e execução sem ampliar o desgaste das equipes. Segundo o State of the Global Workplace 2026, da Gallup, apenas 32% dos profissionais brasileiros estão engajados no trabalho, enquanto 57% aparecem como não engajados e 11% como ativamente desengajados. O dado ajuda a dimensionar a pressão sobre lideranças que precisam decidir o que ainda é prioridade, onde concentrar esforços e como transformar metas anuais em ações concretas até o fechamento do ano.

Alexandre Slivnik, formado em Educação Física, diretor executivo do IBEX, instituto de formação empresarial voltado ao desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas e experiência do cliente, e vice presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, a ABTD, considera setembro um ponto de inflexão para revisar o que ainda é viável e reorganizar as prioridades. Para o especialista em excelência de serviços, a resposta não está simplesmente em cobrar mais. "Quando as metas de 2026 perdem sentido para a equipe, as pessoas podem continuar executando tarefas sem enxergar a contribuição delas para o resultado. O papel do líder é mostrar o que realmente importa e onde cada profissional pode fazer diferença", afirma Slivnik.

Com a diferença entre o planejamento feito no início do ano e aquilo que efetivamente foi realizado mais evidente, surge uma pergunta importante para os líderes: o que realmente precisa acontecer até o final do ano?

Para o diretor executivo do IBEX, a reta final exige menos dispersão e mais clareza. Cinco atitudes podem ajudar líderes e equipes a transformar os últimos meses de 2026 em um período de foco, mobilização e resultado.

  1. Escolha o que realmente importa até dezembro

O primeiro passo é aceitar que nem tudo aquilo que parecia prioridade em janeiro continua sendo prioridade em setembro.

Mercado, clientes, custos, concorrência e até a própria estratégia da empresa podem ter mudado ao longo do ano. Por isso, tentar recuperar simultaneamente todos os objetivos que ficaram para trás pode gerar exatamente o efeito contrário: muita atividade e pouco resultado.

A pergunta que o líder precisa fazer é simples: se pudéssemos entregar apenas três grandes resultados até dezembro, quais realmente fariam diferença para o negócio? "Priorizar também significa ter coragem de dizer não. Quando tudo é urgente, nada é realmente prioridade. A equipe precisa saber onde colocar sua energia", afirma o vice-presidente da ABTD.

  1. Transforme grandes metas em pequenas entregas

Uma meta anual pode parecer distante demais para quem está envolvido nas decisões do dia a dia. Por isso, depois de escolher as prioridades, o líder precisa dividi-las em etapas menores e mais concretas. Em vez de simplesmente repetir "precisamos atingir a meta do ano", é mais eficiente definir o que precisa acontecer neste mês, nesta semana e, em alguns casos, naquele dia.

Cada etapa deve ter responsáveis definidos, indicadores compreensíveis e prazos claros. Isso permite identificar desvios antes do encerramento do exercício e reduz a distância entre o planejamento apresentado pela liderança e aquilo que efetivamente acontece na operação.

  1. Explique o "porquê" antes de cobrar o "quanto"

Indicadores são importantes, mas números sozinhos dificilmente mobilizam pessoas.

Se o líder entra na reta final do ano falando apenas sobre quanto ainda falta para atingir determinado resultado, pode aumentar a pressão sem necessariamente melhorar a performance.

A equipe precisa compreender por que aquela meta importa, qual impacto ela gera para o negócio e como cada profissional participa desse resultado. "Uma das principais responsabilidades da liderança é transformar estratégia em significado. Quando a pessoa entende por que aquilo importa e percebe a sua contribuição, deixa de simplesmente cumprir uma tarefa e passa a participar de um objetivo", ressalta Slivnik.

  1. Acompanhe mais, mas cobre melhor

A reta final do ano exige acompanhamento. Isso, porém, não significa aumentar reuniões, mensagens e cobranças. Significa criar momentos frequentes e objetivos para responder a três perguntas: onde estamos, o que está funcionando e o que precisamos corrigir?

O acompanhamento precisa servir para remover obstáculos e corrigir rotas, e não apenas para apontar o que está atrasado. Esse cuidado se torna ainda mais importante porque o próprio engajamento das lideranças enfrenta dificuldades. Segundo a Gallup, globalmente, o percentual de gestores engajados caiu de 27% em 2024 para 22% em 2025. Entre os trabalhadores em geral, o índice global ficou em 20%.

Quando o próprio gestor perde conexão com o propósito e com as prioridades, essa desconexão tende a chegar rapidamente à equipe.

  1. Reconheça os avanços durante o caminho

Um dos erros mais comuns na gestão de metas é falar sobre elas apenas quando alguma coisa está errada. Se o profissional só recebe notícias sobre o objetivo quando existe atraso ou problema, a meta passa a ser associada exclusivamente à cobrança.

Reconhecer pequenas conquistas, mostrar avanços e celebrar etapas concluídas ajuda a construir a percepção de progresso. "As metas de 2026 não podem ser lembradas somente quando algo está atrasado. O profissional precisa saber o que está dando resultado, onde corrigir a rota e como sua contribuição interfere no objetivo da empresa", aponta o especialista em excelência de serviços.

Isso não significa diminuir a exigência. Pelo contrário. Reconhecimento e alta performance podem e devem caminhar juntos.

A reta final exige escolhas

Os últimos meses do ano não precisam ser uma corrida desesperada para recuperar tudo aquilo que não aconteceu. Podem ser uma oportunidade para fazer escolhas melhores. Revisar prioridades não significa desistir de metas. Significa entender quais entregas ainda podem gerar maior impacto, concentrar recursos nelas e garantir que cada profissional compreenda sua responsabilidade.

No fim, talvez a principal pergunta para um líder nesta reta final de 2026 não seja apenas "quanto ainda falta para chegarmos à meta?", mas também: "Minha equipe sabe exatamente o que precisa fazer amanhã para nos aproximar dela?"

"Uma equipe pode trabalhar muito e continuar na direção errada. Quando as prioridades ficam claras e cada pessoa entende sua participação no resultado, a meta deixa de ser apenas um número corporativo e passa a orientar o trabalho diário", conclui o diretor executivo do IBEX.

Sobre Alexandre Slivnik

Alexandre Slivnik o único brasileiro a dar a volta ao mundo em um avião privado da Disney para conhecer os bastidores de todos os parques da empresa no mundo, juntamente com seus maiores executivos. É reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias na área de palestras e treinamentos (EB1).

Autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. Diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). Vice-Presidente da ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP.

Palestrante com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. Atualmente um dos maiores especialistas em Encantamento de Clientes no Brasil. Palestrante Internacional com palestras feitas nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de Harvard (Graduate School of Education - Boston / EUA).

Para mais informações, acesse o site oficial: www.alexandreslivnik.com.br.

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