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Inteligência artificial tornou o conhecimento uma commodity. O diferencial voltou a ser execução

O avanço da inteligência artificial, dos cursos online e das plataformas digitais democratizou o acesso à informação

Autor: Fernanda TochettoFonte: De Assessoria de Imprensa

Nunca foi tão fácil aprender. Em poucos minutos, empresários conseguem acessar conteúdos sobre gestão, vendas, marketing, finanças e liderança por meio da inteligência artificial, plataformas digitais e cursos online. O acesso à informação, que durante décadas representou uma vantagem competitiva, tornou-se praticamente universal. Nesse novo contexto, o conhecimento deixou de ser um diferencial competitivo. O que passou a separar empresas que crescem daquelas que permanecem estagnadas é a capacidade de transformar informação em ação.

Fernanda Tochetto, psicóloga, empresária, treinadora comportamental, autora best-seller e fundadora do Tittanium Club, ecossistema de educação empresarial, afirma que a inteligência artificial mudou profundamente a relação entre conhecimento e crescimento profissional. Segundo ela, o desafio deixou de ser aprender mais e passou a ser executar melhor. "Existe uma geração de empresários que nunca estudou tanto e, ao mesmo tempo, nunca encontrou tanta dificuldade para sair do lugar. O conhecimento gera clareza, mas é a execução que produz resultado", destaca.

A mudança acompanha o avanço da inteligência artificial entre as pequenas e médias empresas brasileiras. Levantamento da Serasa Experian, divulgado em julho de 2026, mostra que 58% das PMEs que utilizam ou pretendem utilizar ferramentas de IA apontam o aumento da produtividade como principal benefício da tecnologia. Na sequência aparecem automação de tarefas (36%), redução de custos (34%), melhoria no atendimento ao cliente (27%), apoio à análise de dados (23%) e aumento das vendas (20%).

Para a especialista, esses números mostram que a tecnologia já deixou de ser um diferencial isolado. "O mercado não remunera quem acumula conteúdo, mas sim quem resolve problemas. A inteligência artificial acelerou o acesso ao conhecimento, mas não substituiu a capacidade humana de decidir, priorizar e agir", afirma.

O cenário também é observado em pesquisas internacionais. Estudos da McKinsey sobre inteligência artificial generativa indicam que a tecnologia aumenta significativamente a produtividade em atividades intelectuais, mas seus melhores resultados dependem da capacidade humana de interpretar informações, contextualizar decisões e aplicar soluções de acordo com a realidade de cada negócio.

Na avaliação de Tochetto, justamente por facilitar o acesso ao conhecimento, a inteligência artificial tornou ainda mais evidente um comportamento comum entre empresários: o consumo constante de conteúdo sem aplicação prática. "Muitas pessoas confundem estudar com evoluir. Fazem cursos, acompanham especialistas e salvam conteúdos todos os dias, mas continuam adiando decisões importantes. Aprender virou confortável. Executar continua sendo desconfortável. E é exatamente nesse desconforto que o crescimento acontece", ressalta.

A própria pesquisa da Serasa Experian mostra que 41% dos empresários ainda apontam a falta de conhecimento sobre ferramentas de IA como principal obstáculo para sua adoção. Outros 36% afirmam não possuir equipes capacitadas para implementar essas soluções. Para a psicóloga, esses indicadores revelam que o problema deixou de ser apenas tecnológico e passou a ser estratégico.

"O empresário não precisa conhecer todas as ferramentas disponíveis. Precisa entender quais fazem sentido para o seu negócio e criar disciplina para transformar informação em processos, rotina e resultados. A tecnologia acelera quem já executa. Para quem não executa, ela apenas aumenta o volume de conteúdo disponível", explica.

Esse movimento também redefine o perfil das lideranças. Competência técnica continua sendo importante, mas deixou de ser suficiente. Em um ambiente onde o conhecimento é amplamente acessível, habilidades como pensamento crítico, tomada de decisão, priorização e capacidade de implementação passaram a determinar a velocidade de crescimento das empresas.

Na prática, isso significa substituir o acúmulo de informações por uma cultura orientada à execução. Organizações que conseguem implementar rapidamente novas estratégias, testar soluções e ajustar processos passam a extrair mais valor da inteligência artificial do que aquelas que apenas ampliam o consumo de conteúdo."O futuro não pertence a quem sabe mais. Pertence a quem consegue transformar conhecimento em movimento. A inteligência artificial democratizou a informação. O diferencial competitivo voltou a ser a execução", conclui.

Sobre Fernanda Tochetto

Fernanda Tochetto é psicóloga, empresária e autora best-seller, com mais de 24 anos de experiência em educação empresarial. Criadora do termo mentalidade de valor, dedica-se a transformar resultados por meio de estratégias que englobam autoridade, vendas e desenvolvimento de ecossistemas empresariais. Fundadora do Tittanium Club, movimento de educação empresarial que utiliza metodologia exclusiva para promover o crescimento pessoal e profissional, e cofundadora da Mentoring League Society (MLS), a maior liga de mentores do Brasil. Atua como mentora de empresários, profissionais da saúde e outros mentores que buscam estruturar negócios escaláveis.