A ideia de uma empresa fundada por uma pessoa e herdada por gerações da família não é estranha ao imaginário popular. Esse modelo de gestão, usado nas primeiras indústrias, criadas no século XIX, é praticado até hoje.
Apesar de ser o mais tradicional, empresas internacionais e nacionais optaram por um sistema diferente, a governança corporativa. Seguindo a definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), neste modelo as sociedades são dirigidas e monitoradas com o envolvimento dos acionistas e cotistas, de um Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal.
De acordo com IBGC, esses órgãos trabalham para garantir a transparência da gestão e confiabilidade dos acionistas. Os mecanismos servem para monitorar e assegurar que o comportamento dos executivos da empresa estejam alinhados com os interesses de quem tem ações.
Para o advogado Marcelo Gasparino, a prática faz toda a diferença para os investidores. "Eles têm acesso aos resultados da companhia dos últimos cinco anos, sabem como funciona o conselho de gestão", explica.
Além da transparência e da participação dos acionistas, as outras características da chamada "boa governança" são a responsabilidade, a inclusividade, a eficiência, a prestação de contas e a orientação por consenso.
Benefícios
Quanto às vantagens deste modelo, Gasparino destaca as melhorias no desempenho das companhias, além do afastamento de problemas empresarias recorrentes, como abusos de poder - do acionista controlador sobre os minoritários, por exemplo - e fraudes.
A maior transparência e a fuga de questões problemáticas são aspectos que diferenciam o sistema da gestão familiar. Em uma entrevista ao blog Ideias Corporativas, o consultor em governança coorporativa e family Office, Carlos Alberto Gramani, explicou que "a gestão da família tem como compromisso: o conforto e a harmonia.
O patrimônio deve servir a um bem imaterial e intangível que é o conforto familiar, respeitando as individualidades de seus membros". Já na governança, os propósitos dos empresários são "obter resultados econômicos e financeiros positivos, com sustentabilidade, preservando o patrimônio ao longo prazo", diferencia.
A adoção de novas práticas pelas empresas familiares ainda não é unanimidade. Segundo uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com IBGC e a Universidade de Bérgamos, na Itália, apenas 37% dessas companhias adotam um conselho de administração, enquanto 54% delas não o fazem.
Mesmo com a recusa de parte dos empresários, muitos grupos já incorporam mecanismos da governança coorporativa, como a Petrobras, a VALE, o HSBC Bameriundus, FURNAS, Sabesp, Telefônica, TAM, Brasil Telecom e Itaú. A Richaeulo, companhia cujo primeiro dono ainda é vivo e que guarda traços de gestão família, também incorporou algumas ferramentas.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.0402 | 5.0405 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.66 | 5.662 |
| Atualizado em: 19/10/2026 19:30 | ||
| 07/2026 | 08/2026 | 09/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,86% | 0,06% | 1,50% |
| IGP-M | -1,16% | -0,22% | 1,57% |
| INCC-DI | 0,61% | 0,66% | 0,22% |
| INPC (IBGE) | -0,01% | -0,32% | 0,82% |
| IPC (FIPE) | -0,03% | 0,01% | 0,51% |
| IPC (FGV) | -0,08% | -0,37% | 0,67% |
| IPCA (IBGE) | 0,07% | -0,32% | 0,82% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,06% | -0,40% | 0,70% |
| IVAR (FGV) | 0,66% | 0,29% | 0,28% |