A gestão do capital de giro representa o coração da contabilidade gerencial. Ele mede a capacidade líquida da empresa para financiar suas operações diárias sem comprometer a estrutura patrimonial.
Sob a ótica contábil, esse recurso equilibra a defasagem temporal entre o ciclo econômico (a compra e venda de mercadorias) e o ciclo financeiro (o efetivo desembolso a fornecedores e o recebimento de clientes).
Ignorar essa dinâmica gera o chamado efeito tesoura, quando o crescimento das vendas consome o caixa mais rápido do que a empresa consegue recuperar recursos.
A medição precisa da saúde do caixa exige o confronto direto das contas patrimoniais registradas no Balanço Patrimonial:
CGL = Ativo Circulante – Passivo Circulante
A análise contábil vai além da simples subtração ao avaliar a qualidade das contas do Ativo Circulante:
Dessa forma, a recomendação técnica sugere provisionar uma reserva correspondente a seis meses das despesas operacionais fixas registradas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Essa folga protege os índices de liquidez corrente e evita a contratação de passivos onerosos.
A transição da Reforma Tributária impõe readequações profundas na escrituração e no controle do fluxo de caixa. Em 2026, a fase de testes da CBS e do IBS exige apenas o cumprimento de obrigações acessórias na emissão dos documentos fiscais. A partir de 2027, porém, a implementação do split payment altera a apuração dos tributos sobre o consumo.
No modelo atual, a apuração mensal por competência permite que o valor do imposto retido nas vendas permaneça temporariamente no caixa da empresa até a data do vencimento do DAS ou da guia própria. O split payment elimina esse diferimento financeiro ao reter o tributo na fonte no momento do pagamento do cliente.
Além disso, a tomada de créditos tributários sobre insumos e compras dependerá da efetiva comprovação de recolhimento pelo fornecedor, com prazos de ressarcimento ou compensação que variam de 30 a 180 dias. Esse descompasso entre o débito imediato e o aproveitamento do crédito exige um redesenho no plano de contas e no Planejamento Orçamentário.
Para diminuir o impacto no ativo circulante antes das mudanças estruturantes de 2027, o setor contábil e a gestão financeira precisam adotar medidas preventivas de forma integrada. Esse processo começa pela conciliação rigorosa dos ciclos operacionais, alinhando os prazos médios de estocagem, o recebimento das vendas e o pagamento a fornecedores.
Em paralelo, a equipe deve conduzir uma auditoria minuciosa de créditos tributários. Revisando a classificação fiscal de todas as compras para garantir o aproveitamento integral e célere dos novos créditos de IBS e CBS.
Assim, com esses dados em mãos, torna-se possível projetar a margem efetiva e reajustar a formação do preço de venda, neutralizando a perda do caixa temporário provocada pelo recolhimento do imposto no ato da transação.
Por fim, a empresa deve aproveitar o exercício de 2026 para focar na recomposição da reserva financeira, retendo lucros e acumulando ativos circulantes de alta liquidez que darão sustentabilidade a toda a operação.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.0179 | 5.0183 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.624 | 5.626 |
| Atualizado em: 08/10/2026 19:30 | ||
| 07/2026 | 08/2026 | 09/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,86% | 0,06% | |
| IGP-M | -1,16% | -0,22% | 1,57% |
| INCC-DI | 0,61% | 0,66% | |
| INPC (IBGE) | -0,01% | -0,32% | |
| IPC (FIPE) | -0,03% | 0,01% | 0,51% |
| IPC (FGV) | -0,08% | -0,37% | |
| IPCA (IBGE) | 0,07% | -0,32% | |
| IPCA-E (IBGE) | 0,06% | -0,40% | 0,70% |
| IVAR (FGV) | 0,66% | 0,29% |