A contratação de jovens aprendizes vem crescendo no Brasil e se consolidando como uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho. Mais do que cumprir exigências legais, as empresas têm percebido o potencial estratégico desses profissionais para formar talentos internos, renovar equipes e fortalecer a cultura organizacional.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil atingiu recentemente o recorde de 715 mil jovens aprendizes contratados. Na Companhia de Estágios, empresa especializada em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes, por exemplo, a taxa de permanência dos participantes até o fim do programa chega a 94,38%, enquanto cerca de metade dos jovens é efetivada pelas empresas.
“Os jovens aprendizes chegam com energia, vontade de aprender e novas perspectivas. Quando a empresa cria um ambiente estruturado e acolhedor, o ganho é enorme tanto para o desenvolvimento do jovem quanto para os resultados do negócio”, afirma a diretora da Companhia de Estágios, Carolina Madureira.
Apesar dos avanços, muitas companhias ainda enfrentam dificuldades para aproveitar plenamente o potencial desses jovens talentos. “Muitas empresas contratam apenas para cumprir a cota e não estruturam um plano de desenvolvimento. Isso faz com que o jovem não se sinta pertencente e reduz o potencial de retenção”, completa.
Segundo a especialista, a liderança tem influência direta na permanência e no crescimento dos jovens talentos dentro das organizações. Mais do que delegar tarefas, o gestor precisa atuar como mentor e referência no ambiente corporativo.
“O líder é responsável por ensinar desde aspectos técnicos até comportamentos profissionais, como comunicação, postura em reuniões e organização das atividades”, destaca.
Assim, feedbacks constantes e oportunidades de crescimento são fundamentais para manter os aprendizes engajados.
As organizações que conseguem transformar jovens aprendizes em profissionais efetivados costumam investir em planejamento, integração e acompanhamento contínuo.
Entre as principais práticas adotadas, estão:
A especialista também destaca que um processo seletivo bem estruturado aumenta as chances de sucesso da aprendizagem. Para isso, é importante que a comunicação seja clara, acessível e alinhada à realidade dos jovens profissionais.
Entre os cuidados recomendados, estão:
Além do impacto social positivo, o programa de aprendizagem também oferece vantagens estratégicas para as empresas no médio e longo prazo, como:
“A longo prazo, as empresas passam a contar com profissionais formados internamente, alinhados à cultura e mais preparados para assumir posições estratégicas”, conclui Carolina Madureira.
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| Atualizado em: 30/10/2026 19:00 | ||
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