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Gerações priorizam benefícios e segurança no trabalho

Pesquisa revela convergência de valores entre profissionais e reforça o papel estratégico dos benefícios corporativos na atração e retenção de talentos

Em meio a debates frequentes sobre conflitos geracionais nas empresas, uma nova pesquisa indica que as diferenças etárias podem ser menores do que o discurso popular sugere. O estudo “Diversidade Geracional e Valores no Trabalho”, realizado pela Rhopen — consultoria brasileira especializada em soluções full service de Recursos Humanos e Departamento Pessoal — ouviu 910 profissionais de diferentes regiões do país e revela uma convergência clara de prioridades entre gerações.

O levantamento mostra que, para 2026, benefícios, remuneração e segurança no emprego despontam como os fatores mais valorizados por praticamente todas as faixas etárias. Em um mercado marcado por instabilidade econômica, transformação digital e reconfiguração de carreiras, o chamado “valor instrumental” — associado à estabilidade financeira e às condições de trabalho — ganha protagonismo.

Benefícios e segurança superam status

Os dados indicam que, com exceção dos baby boomers — que atribuem maior peso ao valor cognitivo, relacionado à autonomia, desafios e realização intelectual —, as demais gerações (X, Y, Z e Alpha) priorizam salário, benefícios e estabilidade.

Curiosamente, o valor associado a prestígio, poder e posição hierárquica aparece como o menos relevante entre os respondentes. O resultado aponta para uma mudança estrutural nas expectativas dos profissionais.

“O que os dados mostram é que as pessoas, independentemente da geração, buscam ambientes mais seguros, sustentáveis e com perspectivas reais de desenvolvimento. Isso altera a lógica tradicional de gestão, que historicamente valorizou mais status e hierarquia do que bem-estar e estabilidade”, afirma Kátia Vasconcelos, Diretora de P&D e RH do Grupo Rhopen.

Base comum de valores desafia estereótipos

A análise segmentada reforça que há uma base compartilhada de valores entre as gerações. Além da remuneração e dos benefícios, aspectos como bom ambiente de trabalho, relações saudáveis e oportunidades de aprendizado aparecem entre as prioridades.

O estudo sugere que o chamado “conflito geracional” pode estar mais ligado a estágios de vida e experiências individuais do que a divergências profundas de valores.

“Em muitos casos, o que parece choque entre gerações é, na prática, diferença de momento de vida. Os dados mostram mais convergência do que ruptura”, destaca Kátia.

Impactos diretos para o RH e a estratégia de benefícios

Para as áreas de Recursos Humanos, os resultados reforçam a necessidade de revisar políticas de atração e retenção com foco em fundamentos universais — como segurança, desenvolvimento e qualidade das relações — em vez de criar estratégias excessivamente segmentadas por idade.

O estudo aponta que a gestão de benefícios corporativos tende a ganhar centralidade nas estratégias de engajamento. Pacotes que ofereçam proteção financeira, previsibilidade e apoio ao desenvolvimento profissional passam a ser decisivos para a permanência dos talentos.

Mais do que adaptar programas para uma geração específica, a recomendação é estruturar modelos de gestão centrados na pessoa, considerando diferentes fases da vida, mas sustentados por valores comuns.

Diversidade etária como ativo estratégico

A pesquisa também reforça que a diversidade geracional pode se tornar vantagem competitiva quando bem gerida. A convivência entre diferentes faixas etárias estimula troca de experiências, inovação e construção de soluções mais criativas.

Para a Rhopen, o futuro do trabalho exige menos rótulos e mais escuta. “Empresas que transformarem a diversidade geracional em estratégia estarão mais preparadas para enfrentar um mercado dinâmico e imprevisível”, conclui a diretora.

Em um cenário onde benefícios, estabilidade e desenvolvimento se consolidam como prioridades transversais, o RH é chamado a assumir um papel ainda mais estratégico — conectando segurança, propósito e crescimento sustentável no desenho das políticas corporativas para 2026.

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Atualizado em: 09/10/2026 19:30

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