Uma pesquisa recente da FlexJobs revelou que 33% dos candidatos admitem mentir em currículos ou cartas de apresentação. Além disso, 19% confessaram ter fingido entusiasmo ou paixão pela missão da empresa durante entrevistas. A verdade? Esse número provavelmente é muito maior. A maioria dos candidatos exagera na empolgação, e boa parte dos recrutadores sabe disso — afinal, o processo de seleção muitas vezes transforma-se em uma encenação de ambos os lados.
Mentir sobre paixão pelo trabalho não significa necessariamente má-fé. Muitas vezes, trata-se apenas de adequação ao “jogo corporativo”. O problema é que o mesmo comportamento se replica do outro lado: 40% das empresas, segundo pesquisa de 2024, já admitiram postar ghost jobs — vagas que não existem. Outras práticas comuns incluem chamar posições de “remotas” quando, na prática, são híbridas ou presenciais, além de ocultar aspectos negativos da função para evitar espantar candidatos.
O resultado? Um ciclo de desconfiança mútua que torna a contratação mais difícil e frustrante para todos.
Mentiras em currículos podem levar à contratação de pessoas despreparadas, enquanto vagas maquiadas atraem talentos que logo se frustram e pedem demissão. Em ambos os casos, o desperdício de tempo e recursos é enorme. Além disso, pesquisas apontam que quase 40% dos gestores já mentiram em entrevistas, o que mostra como esse problema está enraizado no processo.
Enquanto candidatos continuarem a mentir para parecer mais atraentes e empresas insistirem em mascarar vagas, o processo seletivo seguirá desgastante e ineficiente. A mudança começa com líderes e gestores decidindo criar uma cultura de honestidade. Isso não apenas melhora a qualidade das contratações, mas também constrói a base de confiança que sustentará o engajamento de longo prazo.
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| Atualizado em: 09/10/2026 10:55 | ||
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