O home office parece que será um dos maiores legados da pandemia do novo coronavírus nas relações de trabalho. Em entrevista à CNN neste domingo (3), o economista Gabriel Pinto disse que a digitalização do trabalho foi adiantada durante a quarentena. De acordo com o especialista, a notícia é boa, mas só para as empresas e profissionais que se adaptarem no período.
"O teletrabalho, o home office, os negócios mais orientados para o mundo digital, são efeitos que eram esperados para os próximos anos e agora cada vez mais farão parte do dia a dia. Isso tem consequências em todo o mundo de trabalho, desde a forma como se produz até a distribuição de produtos de serviços", disse.
Para o economista, é grande o desafio de alterar as relações trabalhistas durante uma pandemia, pois tantos os profissionais quanto as empresas se veem sem a preparação necessária para mudanças.
"É nesse momento que as profissões precisam se reiventar. Para isso tem que estar aberto ao risco, ao aprendizado e com soluções que a gente não esperava enfrentar. O novo normal demanda soluções que não pensamos antes."
Pinto citou as principais áreas que deverão sofrer grandes mudanças nos próximos anos por causa de novas tecnologias que dinamizam o trabalho. Entre elas, o especialista cita a inteligência artificial, o Big Data e a computação em nuvem.
"Tecnologias que a gente não percebe diariamente estão na prioridade de investimentos do Brasil e do mundo. Elas têm efeitos nocivos no telemarketing, para os auxiliares de contabilidade e de escritório. Profissionais de desenvolvimento humano, da área da saúde, por exemplo, estão passando por transformações, mas têm futuro muito promissor."
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