As empresas de gestão familiar que já passaram por várias gerações são as que mais adotam as boas práticas de governança corporativa. A conclusão é do Instituto Brasileiro Governança Corporativa (IBGC), que ontem apresentou, no Recife, uma pesquisa sobre o cenário em parceria com a PwC, que levou o nome de “Governança em Empresas Familiares - Evidências Brasileiras”.
“A governança estrutura bem as relações e pode equacionar as relações de uma maneira, evitando que conflitos entre familiares entrem dentro do ambiente empresarial e se tornem um dificultador na execução do negócio”, o gerente de pesquisa e conteúdo do IBGC, Luiz Martha, ressaltando que “a governança precisa cada vez mais ser discutida mais cedo dentro da empresa familiar. Não é um modelo totalmente completo, mas que vá se adequando à realidade da empresa em cada estágio”.
De acordo com a pesquisa, que visa diagnosticar o ambiente familiar nas empresas e traçar soluções para governança nestas organizações, das 276 empresas pesquisadas, 73,1% têm pelo menos uma estrutura de governança familiar. O estudo aponta que 48% elaboraram um documento que disciplina a relação entre a família e o negócio e 27,6% têm um plano de sucessão para cargos-chave. Um case de sucesso é a Baterias Moura.
Presidente do Conselho de Família e conselheira de administração da empresa, Renata Moura compartilhou a experiência de sucesso da família à frente da fábrica. “O segredo é continuar naquele assunto, mesmo que aquilo desanime. Nós conseguimos passar por isso, e continuar seguindo no assunto com uma certa vontade”, disse.
Renata, inclusive, disse já pensar sobre a sucessão, ainda sem data definida. “Eu tenho que estar de olho para quem eu vou passar o bastão, assim como minha prima fez comigo. Não posso largar de qualquer maneira nas mãos de qualquer um. É minha obrigação formar o gestor do conselho de família”, explica.
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