O quarto e último trimestre de 2011 deve novamente apresentar um resultado fraco, depois do crescimento zero de julho a setembro, na comparação com o segundo trimestre. Essa é a avaliação de analistas ouvidos pelo "Estado", que projetam crescimento abaixo de 0,5% no último trimestre, comparado ao terceiro, na série dessazonalizada.
Para 2012, a previsão é de aceleração gradual, dependente da velocidade de redução dos estoques da indústria. As previsões otimistas para o próximo ano, porém, são de crescimento de 3,5%, e há instituições prevendo expansão abaixo de 3%.
Segundo José Márcio Camargo, da gestora de recursos Opus, no Rio, o crescimento do quarto trimestre deve ficar em 0,3%, na comparação com terceiro, na série dessazonalizada. Ele observa que houve uma queda de 0,6% na produção industrial em outubro, prenunciando fraqueza da indústria no último trimestre.
Para Bráulio Borges, economista-chefe da LCA, "a grande interrogação para 2012 é o nível de estoques na indústria e no comércio no início do ano".
Na sua visão, se as recentes medidas de estímulo do governo - como a desoneração tributária da linha branca - eliminarem os estoques neste Natal, a indústria reage logo no início de 2012. Ele lembra que haverá alta real de 7,5% do salário mínimo já em janeiro, e os efeitos dos cortes da taxa básica de juros, iniciados em agosto, se farão sentir.
Estoques. Assim, com estoques ajustados, o economista prevê que o PIB possa crescer 3,5% em 2012, com alguma chance até de chegar a 4%. Mas Borges não considera muito provável o ajuste de estoques, mesmo com o pacote de estímulo, porque a penetração da linha branca nos lares hoje é bem maior do que em 2009 (quando política similar foi adotada), e o endividamento das famílias cresceu bastante. Sua projeção de PIB para 2012, portanto, permanece ligeiramente acima de 3%.
Algumas instituições que preveem crescimento abaixo de 3% em 2012 são a Opus e a gestora JGP. A evolução da cenário internacional
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