A elevação do dólar, que atingiu 17% em uma semana, traz o risco de endividamento das empresas, disse hoje (22) o administrador Armando Fonseca, presidente da Associação de Ex-Alunos do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“As empresas se acostumaram com o dólar baixo, muitas se alavancaram e fizeram investimentos dolarizados. Não há economia que suporte, em uma semana, uma puxada de dólar”, disse Fonseca à Agência Brasil. Ele acredita para as empresas que adquiriram bens de capital com o dólar a R$ 1,50 ou R$ 1,60 não vai ser fácil “fechar a conta”.
O dólar chegou a ser cotado a R$ 1,95. A consequência, avaliou o administrador, é a pressão sobre a inflação, a diminuição de dinheiro novo para o país, o mercado interno em desaquecimento e o desemprego. “O grande risco é chegarmos a dois dígitos de inflação este ano”.
O presidente da associação, contudo, é contrário ao controle do câmbio. Ele defendeu o regime de câmbio flutuante e uma adequação do mercado.
“Seria uma medida desastrosa [o controle do câmbio]. É o pior dos cenários, porque quebra a confiança dos investidores”. A saída, apontou, será o Banco Central usar suas reservas e vender moedas para forçar uma redução da taxa de câmbio.
Fonseca ressaltou que o mercado já vinha trabalhando com a expectativa de fechar o ano com o dólar até R$ 1,80. Mas avaliou que, se a cotação da moeda atingir R$ 2 ou superar esse valor, “a coisa foge de controle total”. Para ele, o Banco Central tem que trabalhar para evitar que o dólar ultrapasse o patamar de R$ 2 e haja fuga de capital para investimento.
As empresas favorecidas com o aumento do dólar são, principalmente, as exportadoras de commodities agrícolas e de mineração, que ganham com a taxa de câmbio mais alta.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.0264 | 5.0276 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.6306 | 5.6326 |
| Atualizado em: 13/10/2026 19:30 | ||
| 07/2026 | 08/2026 | 09/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,86% | 0,06% | 1,50% |
| IGP-M | -1,16% | -0,22% | 1,57% |
| INCC-DI | 0,61% | 0,66% | 0,22% |
| INPC (IBGE) | -0,01% | -0,32% | 0,82% |
| IPC (FIPE) | -0,03% | 0,01% | 0,51% |
| IPC (FGV) | -0,08% | -0,37% | 0,67% |
| IPCA (IBGE) | 0,07% | -0,32% | 0,82% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,06% | -0,40% | 0,70% |
| IVAR (FGV) | 0,66% | 0,29% | 0,28% |