Quando a sustentabilidade fica só no discurso, os riscos aumentam e podem gerar conseqüências avassaladoras. A catástrofe ambiental ocasionada pelo vazamento de óleo da plataforma da Britsh Petroleum, no Golfo do México, no dia 20 de abril, é um exemplo contundente que reforça esta tese. Além do imenso prejuízo financeiro e de imagem junto à população mundial e junto aos ecologistas, a BP foi bombardeada por críticas e sofreu sanções do governo americano. Até o momento, suas ações desabaram cerca de 40% na Bolsa de Valores de Nova York.
Embora o termo sustentabilidade esteja em alta, muitos profissionais de diferentes níveis decisórios não conseguem enxergar a proximidade deste tema com o mundo corporativo. Muitos não têm ciência sobre o quanto um negócio resiliente - estruturado em uma gestão da qualidade e com iniciativas responsáveis (social e ambiental) - influencia o valor das ações de uma companhia, além de ser importante também na valorização da empresa pelos próprios funcionários e na conquista de clientes e aliados.
A relação entre sustentabilidade e lucratividade é real e se mostra pouco a pouco ganhando corpo na política das organizações. Basta observarmos a quantidade de informações divulgadas diariamente sobre como as companhias estão começando a agir para se tornarem mais responsáveis ecológica e socialmente.
Se a “insustentabilidade” é capaz de devastar a imagem de uma empresa, por outro lado, a adoção de um comportamento transparente e ecologicamente responsável valoriza a companhia no mercado, principalmente para os investidores.
Com foco nesta demanda e como forma de incentivo, a BM&F Bovespa lançou em 2005 o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial. O ISE é uma carteira composta por ações de organizações que tenham comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, de maneira que estas empresas tornem-se referência para as demais, além de alvos atraentes para o investimento de recursos.
A avaliação para o ISE é feita anualmente e analisa critérios rigorosos que vão desde o combate à corrupção corporativa até a responsabilidade ambiental. A Gestão da Continuidade de Negócios também está presente entre os requisitos exigidos para que as organizações possam compor o ISE. Isto porque um Programa de Gestão da Continuidade de Negócios deve estar alinhado às demais práticas da empresa, sendo parte fundamental de uma cultura e política corporativa que tenha como base a sustentabilidade.
O ISE é a demonstração de uma tendência mundial que leva as organizações a observarem o quanto os seus negócios devem estar realmente atrelados a garantias de qualidade e de responsabilidade para com investidores, parceiros, clientes e meio ambiente.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 4.9918 | 4.9924 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.5941 | 5.5961 |
| Atualizado em: 11/10/2026 19:00 | ||
| 07/2026 | 08/2026 | 09/2026 | |
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| IGP-DI | -0,86% | 0,06% | 1,50% |
| IGP-M | -1,16% | -0,22% | 1,57% |
| INCC-DI | 0,61% | 0,66% | 0,22% |
| INPC (IBGE) | -0,01% | -0,32% | 0,82% |
| IPC (FIPE) | -0,03% | 0,01% | 0,51% |
| IPC (FGV) | -0,08% | -0,37% | 0,67% |
| IPCA (IBGE) | 0,07% | -0,32% | 0,82% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,06% | -0,40% | 0,70% |
| IVAR (FGV) | 0,66% | 0,29% | 0,28% |