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Construção civil em 2027: como empresas podem financiar obras sem comprometer o fluxo de caixa

Com custos elevados, necessidade de capital de giro e desafios no acesso ao crédito, construtoras e incorporadoras precisam adotar estratégias financeiras para manter seus projetos em andamento em 2027

Autor: Daiane de Souza

O planejamento financeiro deve ganhar ainda mais importância para empresas da construção civil em 2027. Em um setor caracterizado por investimentos elevados, prazos prolongados de execução e recebimentos que nem sempre acompanham o ritmo das despesas, encontrar alternativas de financiamento pode ser determinante para a continuidade das operações.

Construtoras, incorporadoras e empresas responsáveis por empreendimentos imobiliários precisam equilibrar os recursos destinados à compra de materiais, contratação de profissionais, aquisição de equipamentos e execução das obras com a necessidade de preservar capital para despesas operacionais.

Justamente por isso, soluções de crédito estruturadas de acordo com o ciclo financeiro dos projetos podem ajudar as empresas a manter a capacidade de investimento sem comprometer a liquidez.

Uma das alternativas disponíveis é o crédito com garantia de imóvel, modalidade oferecida por instituições como a CashMe, fintech do Grupo Cyrela especializada em soluções de financiamento para pessoas físicas e jurídicas.

Por que o fluxo de caixa é um dos maiores desafios da construção civil?

Diferentemente de outros segmentos, a construção civil apresenta um ciclo financeiro que pode se estender por meses ou anos. Antes mesmo de receber os valores referentes à comercialização de um empreendimento, as empresas precisam realizar investimentos significativos.

Entre os principais custos envolvidos estão:

  • Aquisição de terrenos e preparação do espaço para construção;
  • Compra de materiais, insumos e equipamentos;
  • Pagamento de fornecedores e prestadores de serviços;
  • Contratação e manutenção de equipes;
  • Despesas com projetos, licenças e regularização;
  • Custos administrativos e operacionais;
  • Imprevistos relacionados ao cronograma das obras.

O problema surge quando os desembolsos acontecem antes da entrada dos recursos previstos.

Uma construtora pode, por exemplo, ter contratos de venda assinados e receitas futuras projetadas, mas enfrentar dificuldades momentâneas para pagar fornecedores ou iniciar uma nova etapa do empreendimento.

Essa diferença entre o momento de pagar e o momento de receber pode gerar pressão sobre o capital de giro.

Por isso, financiar uma obra não significa apenas conseguir dinheiro para construir. Também envolve escolher uma estrutura de crédito compatível com a capacidade de pagamento da empresa.

Como financiar obras em 2027 sem comprometer o capital de giro?

O primeiro passo é compreender que o financiamento precisa fazer parte do planejamento financeiro do empreendimento, e não funcionar apenas como uma solução emergencial.

Antes de contratar crédito, a empresa deve avaliar o orçamento total da obra, o cronograma físico-financeiro, as receitas previstas e os recursos necessários para manter suas atividades.

1. Elaborar um cronograma financeiro detalhado

O cronograma físico-financeiro permite identificar quanto será necessário investir em cada etapa da construção.

Com essas informações, a empresa consegue antecipar períodos de maior necessidade de recursos e planejar a contratação de crédito.

Essa organização também evita que todo o capital disponível seja utilizado nas primeiras fases do empreendimento, deixando etapas posteriores sem cobertura financeira.

2. Separar o capital de giro dos recursos destinados à obra

Um dos erros que podem comprometer a saúde financeira de uma construtora é utilizar indiscriminadamente o capital de giro para financiar investimentos de longo prazo.

O capital de giro deve garantir o funcionamento cotidiano da empresa, incluindo despesas administrativas, salários, fornecedores e demais compromissos recorrentes.

Já os recursos destinados à construção precisam considerar o prazo de execução e a expectativa de retorno do empreendimento.

Separar essas duas necessidades facilita o controle financeiro e reduz o risco de desequilíbrios.

3. Avaliar linhas de crédito com prazos adequados

Nem todas as modalidades de financiamento são indicadas para projetos imobiliários.

Operações com prazos curtos podem exigir pagamentos elevados antes que a empresa comece a receber as receitas esperadas.

Por isso, é importante comparar alternativas que ofereçam condições compatíveis com o ciclo da construção.

Entre as possibilidades estão o financiamento imobiliário empresarial, as linhas específicas para construção e o crédito com garantia de imóvel.

A escolha depende das características do projeto, do patrimônio disponível e da capacidade de pagamento da empresa.

Crédito com garantia de imóvel pode ser alternativa para construtoras

O crédito com garantia de imóvel, também conhecido como Home Equity, permite utilizar um imóvel como garantia para obter recursos financeiros.

Nessa modalidade, a garantia imobiliária pode contribuir para condições de financiamento mais competitivas em comparação com determinadas linhas de crédito sem garantia, dependendo da análise da instituição financeira.

Para empresas da construção civil, os recursos podem representar uma alternativa para financiar investimentos, reforçar o capital de giro ou atender a outras necessidades empresariais, conforme as condições contratuais.

A CashMe, fintech pertencente ao Grupo Cyrela, atua nesse segmento oferecendo soluções de crédito com garantia imobiliária para pessoas físicas e jurídicas.

Na modalidade Home Equity, a empresa trabalha com operações que podem variar de R$ 50 mil a R$ 25 milhões, com possibilidade de financiamento de até 60% do valor do imóvel apresentado como garantia e prazos que podem chegar a 240 meses, sujeitos à análise de crédito e às condições da operação.

Além dessa modalidade, a fintech disponibiliza soluções como crédito para construção, financiamento pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e crédito para condomínios.

Essas alternativas permitem avaliar diferentes estruturas de financiamento de acordo com o perfil do empreendimento e as necessidades financeiras de cada empresa.

Quais são os benefícios de utilizar crédito estruturado na construção civil?

Quando contratado de maneira planejada, o financiamento pode contribuir para a organização financeira e para a execução de novos projetos.

Preservação da liquidez: a empresa pode evitar a utilização imediata de todas as suas reservas financeiras, mantendo recursos disponíveis para despesas operacionais e imprevistos.

Continuidade das obras: o acesso ao crédito pode ajudar a reduzir interrupções provocadas por descasamentos temporários entre pagamentos e recebimentos.

Maior previsibilidade financeira: operações com condições de pagamento definidas permitem incorporar as parcelas ao planejamento financeiro.

Capacidade de investimento: empresas que possuem projetos economicamente viáveis podem avaliar o financiamento como instrumento para viabilizar sua execução sem depender exclusivamente de capital próprio.

Entretanto, esses benefícios não são automáticos. A contratação de crédito também gera custos e obrigações que precisam ser considerados.

O que avaliar antes de contratar financiamento para construção?

Independentemente da modalidade escolhida, o financiamento precisa ser analisado considerando o impacto sobre a situação financeira da empresa.

Um dos indicadores mais importantes é o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, tributos e outros encargos envolvidos na operação.

Também é necessário observar o prazo de pagamento, o valor das parcelas, as garantias exigidas e as consequências de eventuais atrasos.

No caso do crédito com garantia de imóvel, existe um cuidado adicional: o bem apresentado como garantia pode ser executado em situações de inadimplência, conforme as regras contratuais e legais aplicáveis.

Por isso, a decisão deve considerar cenários conservadores de receita, possíveis atrasos na conclusão das obras e variações nos custos de materiais e mão de obra.

A contratação de crédito não substitui uma gestão financeira eficiente. Ela deve complementar o planejamento da empresa.

Planejamento financeiro será essencial para o setor em 2027

Para as empresas da construção civil, 2027 deve ser encarado como um período que exige planejamento, disciplina financeira e avaliação criteriosa das oportunidades de investimento.

Embora as condições econômicas do próximo ano ainda dependam da evolução dos juros, da inflação e da disponibilidade de crédito, construtoras e incorporadoras podem se preparar antecipadamente.

O ideal é construir projeções financeiras com diferentes cenários, incluindo eventuais atrasos nas vendas, aumento dos custos de execução e mudanças nas condições de financiamento.

Além disso, negociar prazos com fornecedores, acompanhar indicadores de rentabilidade e manter reservas financeiras são medidas importantes para reduzir a exposição a riscos.

Nesse contexto, instituições especializadas em financiamento imobiliário, como a CashMe, podem integrar a estratégia de empresas que buscam alternativas para financiar projetos e organizar suas necessidades de capital.

A fintech já ultrapassou a marca de R$ 6 bilhões em crédito concedido e atendeu mais de 9 mil clientes, conforme informações institucionais da companhia.

Para construtoras interessadas em avaliar soluções de financiamento, o caminho é compreender as modalidades disponíveis, comparar condições e verificar a compatibilidade das operações com o fluxo de caixa projetado.

Mais do que obter recursos para iniciar ou concluir uma obra, o desafio da construção civil em 2027 será financiar o crescimento sem comprometer a sustentabilidade financeira do negócio.

Sobre a autora

Daiane de Souza é jornalista, com registro profissional 0007147/SC, e atua na produção de conteúdos especializados em negócios, economia, mercado financeiro e estratégias digitais.