| Período: Setembro/2026 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| D | S | T | Q | Q | S | S |
| 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
Os profissionais brasileiros estão ampliando suas redes de contatos em ritmo superior ao observado no restante do mundo. Dados do LinkedIn mostram que o número de conexões formadas no Brasil cresceu 21% em relação a três anos atrás, enquanto o avanço global foi de 14% no mesmo período.
O movimento acontece em um mercado de trabalho atravessado pela inteligência artificial, pela transformação das funções e pela necessidade constante de atualização. Nesse ambiente, conhecer pessoas, participar de comunidades e manter canais de troca pode ajudar o profissional a identificar tendências, desenvolver habilidades e chegar a oportunidades que nem sempre aparecem em uma busca convencional por vagas.
Pesquisa conduzida pela Censuswide para o LinkedIn com mil profissionais brasileiros mostra que 97% consideram a rede profissional importante para abrir novas possibilidades na carreira.
Para 88% dos entrevistados, manter uma rede ativa ajuda profissionais que vivem fora de grandes centros econômicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a acessar informações, empresas e oportunidades que seriam mais difíceis de alcançar por causa da localização.
O levantamento ouviu trabalhadores de diferentes regiões, incluindo participantes da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
O resultado expressa a percepção dos entrevistados e não significa que as redes eliminem, sozinhas, as desigualdades regionais. Ainda assim, mostra como conexões digitais podem reduzir a dependência da presença física nos principais polos empresariais.
Essa capacidade de ampliar o alcance também começa a aparecer nas estratégias das empresas. Como mostrou o Mundo RH, o social recruiting permite que o RH leve vagas até profissionais que não estão procurando emprego ativamente, aumentando o alcance das oportunidades para além das plataformas tradicionais.
“Em um mercado de trabalho que muda cada vez mais rápido, as conexões que construímos ao longo da carreira podem fazer uma diferença enorme. Elas nos ajudam a aprender com outras pessoas, conhecer novos caminhos e chegar a oportunidades que muitas vezes estão fora do nosso círculo habitual ou até distantes geograficamente”, afirma Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.
Entre os profissionais que mantêm uma rede, 57% afirmam que suas conexões já os aproximaram de empresas, setores ou áreas às quais dificilmente teriam acesso por conta própria.
Os principais benefícios mencionados foram:
Apenas 3% disseram nunca ter recebido qualquer benefício das interações realizadas em redes ou comunidades profissionais online. A partir desse resultado, o estudo aponta que 97% reconhecem alguma contribuição para a carreira, o conhecimento, o desenvolvimento de habilidades ou a busca por trabalho.
Construir essas relações, no entanto, exige continuidade. Três em cada dez participantes que possuem uma rede profissional afirmam dedicar tempo regularmente às suas conexões. Somente 3% dizem não utilizar atualmente a rede que construíram.
O crescimento do networking ocorre em um momento de incerteza sobre o futuro das ocupações. Uma pesquisa divulgada pelo Mundo RH mostrou que 47% dos profissionais apontam o avanço da inteligência artificial como fonte de preocupação para a carreira. Outros 40% citam a necessidade de novas qualificações, enquanto 31,8% demonstram preocupação com a redução das vagas e o aumento da concorrência.
No mesmo levantamento, 29,8% disseram ter ampliado o networking e a participação em eventos profissionais como estratégia de desenvolvimento.
A pressão por novas competências não significa, até agora, o desaparecimento generalizado dos empregos. Estudos recentes indicam que a IA tende a transformar tarefas e funções antes de eliminar ocupações inteiras. Estimativa da Organização Internacional do Trabalho aponta que uma em cada quatro pessoas no mundo atua em ocupações com algum grau de exposição à IA generativa, mas apenas 3,3% do emprego global está na faixa de maior exposição.
Nesse contexto, a rede profissional passa a funcionar também como ambiente de aprendizagem. Conversar com pessoas de outras áreas, acompanhar especialistas e participar de comunidades pode ajudar a compreender quais habilidades estão ganhando valor e quais transformações já chegaram às empresas.
O fato de 16% dos entrevistados terem conquistado trabalho ou oportunidades por meio de suas redes confirma a importância das indicações. Isso não significa, entretanto, que networking deva ser confundido com favorecimento.
Como já discutido pelo Mundo RH, um contato pode fazer a ponte, mas amizade não substitui competência, aderência à vaga ou participação no processo seletivo. A rede ajuda o profissional a ser conhecido, receber informações e chegar à disputa. A contratação continua dependendo dos requisitos da posição, das avaliações e da decisão da empresa.
Essa distinção é importante em um mercado no qual 80% dos empregadores relatam dificuldades para contratar, acima da média mundial de 72%. Ao mesmo tempo, o Brasil ainda apresenta desemprego de 11,7% entre jovens de 18 a 24 anos e milhões de pessoas disponíveis para trabalhar. O paradoxo, analisado na reportagem “Faltam talentos ou sobram processos seletivos irreais?”, mostra que a aproximação entre empresas e profissionais depende tanto de qualificação quanto de processos seletivos mais coerentes e acessíveis.
Embora muitas pessoas ainda sintam desconforto ao iniciar uma conversa com alguém que não conhecem, a receptividade pode ser maior do que imaginam. Segundo o estudo, 93% dos brasileiros afirmam que provavelmente responderiam ou apoiariam uma pessoa que entrasse em contato em busca de orientação profissional, mesmo sem manter uma relação pessoal anterior.
O dado mostra que a construção de uma rede pode começar com interações simples: pedir uma orientação específica, comentar uma publicação de forma relevante, compartilhar conhecimento ou conversar sobre determinada área. A aproximação não precisa estar vinculada imediatamente à solicitação de emprego.
Para as empresas, os resultados também trazem um alerta. Se as redes profissionais ajudam a fazer oportunidades circularem, o RH precisa garantir que indicações e relacionamentos não transformem os processos seletivos em ambientes fechados. Programas de recomendação devem conviver com critérios objetivos, divulgação ampla das vagas, diversidade de fontes e transparência nas decisões.
Mais do que acumular contatos, networking significa construir relações baseadas em troca, confiança e reciprocidade. Em um mercado no qual tecnologias mudam rapidamente, informações envelhecem e carreiras deixam de seguir trajetórias lineares, a qualidade dessas relações pode se tornar tão importante quanto o tamanho da rede.
| Período: Setembro/2026 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| D | S | T | Q | Q | S | S |
| 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.0881 | 5.0893 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.9085 | 5.9105 |
| Atualizado em: 03/09/2026 09:50 | ||