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O governo federal publicou nesta quarta-feira (24), em Brasília, a Medida Provisória (MP) 1.371/2026 para ajustar regras de um programa de crédito voltado a micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores autônomos. A medida corrige uma falha de redação da MP 1.354/2026, editada em abril, que abriu crédito extraordinário de R$ 17 bilhões no Orçamento de 2026 para viabilizar financiamentos, mas limitava formalmente parte das garantias a empresas de maior porte.
Com a correção, o governo busca ampliar a segurança jurídica das operações e destravar a liberação de crédito por bancos públicos e privados.
A principal mudança envolve a nomenclatura de uma ação orçamentária ligada ao Fundo Garantidor para Investimentos, mecanismo usado para reduzir riscos bancários e facilitar a concessão de empréstimos.
Na redação anterior, a destinação dos recursos mencionava apenas pequenas e médias empresas, o que gerava dúvidas sobre o alcance real da política pública e levantava preocupações sobre a possibilidade de exclusão dos microempreendedores.
Com a nova MP, a descrição da ação orçamentária foi alterada para “Integralização de cotas do Fundo Garantidor para Investimentos no âmbito do Programa Emergencial de Acesso a Crédito”.
Na prática, a retirada da expressão limitadora amplia formalmente a cobertura do fundo e elimina interpretações que poderiam restringir o acesso ao crédito.
Com a correção, o FGI passa a amparar de forma clara e sem ambiguidades operações destinadas a MEIs e transportadores autônomos de carga.
Segundo o governo, a redação anterior não refletia adequadamente o objetivo da política pública, que sempre incluiu pequenos empreendedores e profissionais autônomos como público estratégico.
A mudança também beneficia motoristas autônomos que buscam financiamento para renovação de frota, além de pequenos negócios que dependem de capital de giro ou crédito para expansão.
O Ministério da Fazenda informou que a alteração tem caráter técnico e administrativo, sem impacto fiscal adicional.
Ou seja, os valores já aprovados permanecem os mesmos.
O crédito extraordinário total continua em R$ 17 bilhões no Orçamento de 2026. Desse montante, R$ 2 bilhões seguem destinados ao aporte no fundo garantidor.
O restante dos recursos será utilizado principalmente para facilitar o financiamento de caminhões, ônibus e micro-ônibus novos, incentivando a modernização da frota nacional.
Antes da correção, instituições financeiras demonstravam cautela na formalização de operações devido à insegurança gerada pela redação anterior.
A ausência de menção explícita aos microempreendedores gerava dúvidas sobre eventuais riscos regulatórios e de fiscalização.
Com a atualização, bancos ganham maior segurança para destravar operações e acelerar a concessão de crédito.
Para especialistas da área contábil, a mudança reduz barreiras burocráticas e melhora o ambiente de financiamento para pequenos negócios.
A nova medida provisória já produz efeitos imediatos desde a publicação no Diário Oficial da União. Apesar disso, o texto ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional para manter validade definitiva.
A proposta passará por avaliação dos parlamentares e, posteriormente, seguirá para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Se aprovada, será convertida em lei.
Para contadores e escritórios de contabilidade, a recomendação é orientar clientes a acompanhar as linhas disponíveis nas instituições financeiras parceiras.
A expectativa do mercado é que a correção acelere a liberação dos recursos e amplie o acesso ao crédito para micro e pequenos negócios em todo o país.
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