| Período: Junho/2026 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| D | S | T | Q | Q | S | S |
| 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
Em um cenário marcado por transformações tecnológicas, mudanças no comportamento dos profissionais e crescente pressão por inovação, empresas têm sido desafiadas a encontrar novas formas de estimular o engajamento e aproveitar o potencial de suas equipes. Especialistas em gestão de pessoas apontam que um dos caminhos passa pelo fortalecimento da escuta ativa, da segurança psicológica e da participação dos colaboradores nos processos de decisão.
O tema ganha relevância diante dos resultados da terceira edição da pesquisa Engaja S/A, realizada pela Flash em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP). O levantamento mostrou que apenas 39% dos profissionais brasileiros se consideram engajados no trabalho, o menor índice registrado pela pesquisa desde sua criação. O estudo também estimou que a combinação entre rotatividade e presenteísmo pode gerar perdas econômicas de aproximadamente R$ 77 bilhões por ano, o equivalente a 0,66% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Os dados reforçam uma preocupação crescente das áreas de Recursos Humanos: como criar ambientes capazes de estimular participação, comprometimento e senso de pertencimento em um contexto de rápidas mudanças organizacionais.
Especialistas destacam que o nível de engajamento está diretamente relacionado à cultura das empresas e à forma como os profissionais percebem sua capacidade de contribuir para decisões e melhorias.
Nesse contexto, a segurança psicológica tem ganhado destaque nas discussões sobre gestão de pessoas. O conceito está relacionado à percepção de que os colaboradores podem expressar opiniões, apresentar ideias e apontar problemas sem receio de punições, constrangimentos ou impactos negativos na carreira.
Dados do Relatório Global da Fearless Organization sobre segurança psicológica nas empresas brasileiras indicam que entre 40% e 45% dos profissionais afirmam sentir receio de se manifestar em determinadas situações no ambiente corporativo. Entre os fatores apontados estão estruturas excessivamente hierárquicas e baixa confiança nas lideranças.
Segundo especialistas, esse cenário pode favorecer o chamado “silêncio organizacional”, fenômeno caracterizado pela redução da participação dos profissionais em discussões relevantes para o negócio. Quando isso ocorre, oportunidades de melhoria, inovação e resolução de problemas podem deixar de ser identificadas.
A relação entre engajamento e inovação também tem chamado a atenção das organizações. Embora investimentos em tecnologia e transformação digital continuem crescendo, especialistas defendem que a geração de novas ideias depende, em grande medida, da capacidade das empresas de ouvir seus profissionais.
Programas de intraempreendedorismo e iniciativas voltadas à inovação aberta têm sido utilizados por diversas companhias para estimular a participação dos colaboradores na solução de desafios internos.
Um exemplo citado por Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields, envolve uma iniciativa desenvolvida na Construtora Tenda. Segundo ele, um projeto proposto por um colaborador da operação permitiu reduzir o tempo médio de um processo de compras de cinco dias para apenas um dia, com potencial de gerar economia anual de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Para especialistas, casos como esse demonstram que profissionais que atuam diretamente nos processos muitas vezes possuem conhecimento estratégico sobre oportunidades de melhoria que nem sempre chegam às lideranças.
O avanço da inteligência artificial e das plataformas colaborativas tem ampliado as ferramentas disponíveis para gestão de pessoas e compartilhamento de conhecimento. No entanto, especialistas destacam que a adoção tecnológica, por si só, não garante ambientes mais inovadores ou participativos.
Um estudo global realizado pela IBM com 3 mil CEOs de 30 países apontou que 64% dos executivos acreditam que o sucesso da inteligência artificial dependerá mais da adoção pelas pessoas do que da tecnologia em si.
O resultado reforça uma percepção cada vez mais presente entre lideranças empresariais: a transformação digital está diretamente ligada à capacidade das organizações de mobilizar talentos, promover aprendizagem contínua e estimular a colaboração entre equipes.
Diante desse cenário, as áreas de Recursos Humanos assumem papel central na construção de ambientes mais participativos e inovadores.
Além de atrair e desenvolver talentos, o RH passa a ser responsável por criar condições para que os profissionais contribuam efetivamente com ideias, conhecimentos e experiências. Isso envolve iniciativas relacionadas à liderança, cultura organizacional, comunicação interna e desenvolvimento de competências comportamentais.
Especialistas apontam que empresas capazes de transformar a inteligência coletiva em inovação prática tendem a obter ganhos não apenas em engajamento, mas também em produtividade, retenção de talentos e competitividade.
Em um mercado marcado por mudanças aceleradas e crescente complexidade, a capacidade de ouvir, envolver e mobilizar pessoas surge como um dos principais diferenciais para organizações que buscam crescimento sustentável e resultados consistentes no longo prazo.
| Período: Junho/2026 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| D | S | T | Q | Q | S | S |
| 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.2221 | 5.2251 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.91366 | 5.92768 |
| Atualizado em: 24/06/2026 10:25 | ||