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De acordo com um levantamento do IDC, o ano de 2015 registrou uma queda de 10,4% na venda de computadores em todo o mundo. Parte desse resultado se deve ao crescente uso de smartphones e tablets. Sob esse prisma, o estudo reforça uma tendência que, com o crescimento dos dispositivos móveis, o foco agora passa a ser o atendimento das necessidades do usuário móvel em diversos contextos e ambientes, em vez de focar somente no dispositivo. No entanto, as empresas brasileiras têm um grande desafio pela frente no que tange a migração e integração entre os sistemas corporativos – conjunto de ferramentas e metodos voltados à melhor gestão das corporações - e a mobilidade, em especial, por meio dos aplicativos corporativos.
A tarefa de migrar sistemas corporativos para celulares e tablets não é tão simples quanto comprá-los, configurar contas de e-mail, agenda, contatos e calendário. Isso porque toda a atividade de migração compete às empresas de sistemas corporativos, restando ao empresário a simples adoção de aplicativos que estendem as funcionalidades do legado para a palma das mãos. Nesse sentido, o que se vê hoje é que há uma grande resistência das empresas para a adoção dos aplicativos corporativos, que passam por questões que vão do custo de implementação, segurança, gestão e políticas e, até mesmo, prioridades do negócio.
Um questão crítica, por exemplo, é a segurança, visto que pode expor informações estratégicas e sigilosas do negócio. As empresas precisam estar preparadas para lidar com questões como perda de equipamento, roubo de informações, uso de pen-drives,o uso de equipamentos pessoais parte do BYOD (Bring your on device). Contudo, no caso da segurança em celulares e tablets, existem soluções de MDM (mobile device management ou gerenciamento de dispositivos mobile) – uma espécie de anti-vírus que permite desde o gerenciamento de Apps corporativos, passando pelos dados, até o rastreamento de aparelhos com seu reset se necessário (apagar totalmente ou parcialmente dados à distância).
Outras questões devem ser ponderadas pelos empresários tendo em vista as prioridades na TI. No entanto, a recomendação é que adicionem outros elementos nas análises, tais como crescer a base de usuários no mobile em detrimento do legado para reduzir custos, uma vez que usuários de aplicativos são mais baratos; a adoção de celulares e tablets com grande poder de processamento são mais baratos que notebooks, com baterias que duram muito mais; além de grande parte dos usuários de sistemas de gestão utilizarem poucas funcionalidades e os bons fornecedores de tecnologia priorizam justamente estas funcionalidades adotadas em massa, as quais se enquadram os aplicativos.
Produtividade do colaborador é outra grande questão. Um aplicativo consegue unir diferentes funcionalidades que ajudam a reduzir o tempo de cada operação, ou seja, o ROI (Retorno sobre o investimento) poderá ser medido por Aplicação versus Colaborador. Além disso, a capacidade de customização de processos ou rotinas particulares ao seu negócio, os bons fornecedores têm essa capacidade e os aplicativos também estão lá a baixo custo de especialização.
Empresas sérias avaliam regularmente os constantes ciclos de mudança tecnológicas, uma vez que suas operações “rodam” sobre camadas de software, muitas vezes, customizados e quebras abruptas podem colocar em risco a produtividade e lucratividade. Todavia, a adoção da mobilidade é singular por se tratar de uma camada de transição sobre os sistemas existentes – são basicamente entradas pontuais de dados, consultas e tomadas de decisão-, mas que agregam enorme produtividade no cotidiano das pessoas e, consequentemente, das empresas.
Finalmente, de olho no ganho de produtividade, companhias de países Europeus, Norte Americanos, Ásia e do Sudeste Asiático adotaram a mobilidade corporativa como a grande mudança de paradigma na computação. O uso dos aparelhos móveis para checar e-mails corporativos, realizar reuniões, planejar ações, auxiliar crises são alguns exemplos de atividades realizadas com a adoção da mobilidade corporativa, usada como ferramenta de trabalho e que trouxera beneficios reais para as companhias. Nesse sentido, podemos avaliar que, enquanto os sistemas corporativos se mantiverem enclausurados em PCs e Laptops, as empresas ficarão estagnadas em um modelo engessado. A adoção da mobilidade corporativa é uma tendência que veio para ficar e que prevê ganhos bem maiores que os riscos, especialmente, para as companhias que queiram agregar um diferencial competitivo, aumentando seu desempenho, automação e produtividade.
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