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A Receita Federal identificou R$299,09 milhões em divergências de PIS e Cofins de 3.455 empresas em uma nova edição da Malha Fiscal Digital, divulgada em 27 de agosto. O cruzamento eletrônico encontrou diferenças entre os débitos declarados pelas companhias e os valores apurados na escrituração fiscal.
Para quem não corrigir as inconsistências até 30 de outubro, a fiscalização poderá resultar na cobrança dos valores, acrescidos de juros e multa de ofício de 75%. O episódio chama atenção para erros tributários que nem sempre aparecem de forma clara nos demonstrativos financeiros, mas podem consumir recursos que fariam diferença no capital de giro, nos investimentos e na margem das empresas.
Alexandre Campos, advogado tributarista, sócio e diretor jurídico da Tributo Certo, empresa especializada em inteligência tributária, contabilidade estratégica e recuperação de créditos fiscais, afirma que o impacto financeiro não começa necessariamente com uma autuação. "Erros tributários podem permanecer durante meses dentro da operação, seja em uma apuração inadequada, em uma classificação incorreta ou na falta de revisão dos procedimentos fiscais. Quando isso acontece, o caixa pode estar financiando uma ineficiência sem que a empresa consiga identificá-la no resultado", afirma.
Erros tributários podem nascer dentro da própria operação
A ação da Receita ajuda a dimensionar esse risco. As inconsistências foram encontradas por meio da comparação de informações que as próprias empresas haviam enviado ao Fisco. Na edição anterior da mesma iniciativa, 75% dos 3.062 contribuintes comunicados corrigiram as divergências. Entre aqueles que não realizaram a regularização, os lançamentos efetuados pela Receita chegaram a R$750 milhões.
O dado reforça uma mudança importante na gestão fiscal. Com informações contábeis e tributárias cruzadas eletronicamente, diferenças entre escrituração, declaração e recolhimento podem ser identificadas antes mesmo de uma fiscalização presencial. Por isso, a revisão precisa alcançar desde cadastros e parametrizações dos sistemas até bases de cálculo, enquadramentos, créditos e procedimentos adotados mensalmente.
Marcio Lopes, empresário, fundador e CEO da Tributo Certo, avalia que olhar apenas para receitas e despesas tradicionais pode limitar o diagnóstico financeiro. "Quando o caixa fica abaixo do esperado, o empresário costuma procurar a resposta em vendas, custos ou inadimplência. Só que o planejamento tributário também precisa entrar nessa conta. Um recolhimento inadequado, um crédito não aproveitado ou uma decisão fiscal que deixou de ser revisada pode comprometer dinheiro que deveria permanecer dentro da operação", afirma.
Reforma Tributária amplia a necessidade de planejamento tributário
A discussão ganha peso adicional em 2026. Segundo a Receita Federal, este é o ano-teste da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, e do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS. As alíquotas de teste são de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, com compensação dos valores recolhidos com PIS e Cofins no mesmo período de liquidação, conforme as regras previstas para a transição.
A Reforma Tributária do Consumo substituirá gradualmente tributos atuais e mudará a lógica de apuração ao longo dos próximos anos. PIS e Cofins serão extintos em 2027, enquanto a transição de ICMS e ISS para o IBS ocorrerá entre 2029 e 2032. A implantação completa do novo modelo está prevista para 2033, segundo o cronograma oficial da Receita Federal.
Para Rafael Rocha, administrador de empresas, cofundador e executivo comercial da Tributo Certo, a mudança exige que a discussão fiscal chegue também às áreas comercial e financeira. "Erros tributários afetam mais do que o valor pago ao Fisco. Eles podem distorcer margem, formação de preço, rentabilidade de contratos e projeção de caixa. Com a Reforma Tributária em transição, o planejamento tributário precisa fazer parte da tomada de decisão, e não aparecer apenas depois que um problema já chegou ao financeiro", afirma.
O custo que não aparece como uma nova despesa
Parte da dificuldade está justamente na forma como essas perdas se apresentam. Uma empresa pode manter faturamento, cumprir suas obrigações e, ainda assim, carregar distorções fiscais dentro da rotina. O efeito pode aparecer como redução da margem, menor disponibilidade financeira ou necessidade crescente de capital de giro, sem que a origem seja imediatamente associada à tributação.
A revisão periódica do regime adotado, das bases de cálculo, dos créditos utilizados, dos cadastros e da integração entre informações fiscais, contábeis e financeiras permite identificar onde estão as diferenças. O objetivo não é apenas reduzir tributos, mas verificar se a empresa está pagando corretamente, aproveitando possibilidades previstas em lei e evitando a formação de passivos.
Com a transição tributária já em curso e o aumento dos cruzamentos eletrônicos realizados pelo Fisco, a tendência é que a qualidade das informações ganhe peso ainda maior na gestão financeira. Para as empresas, o desafio passa a ser identificar distorções antes que elas se transformem em autuações, comprometam recursos ou interfiram em decisões de investimento e expansão.
Sobre Alexandre Campos
Alexandre Campos é advogado tributarista com atuação em todos os ramos do Direito Tributário, com experiência na elaboração de consultas, pareceres técnicos, planejamentos tributários e condução de processos nas esferas administrativa e judicial, em todas as instâncias.
Ao longo da trajetória, consolidou atuação no assessoramento estratégico a empresas em temas relacionados à gestão fiscal, contencioso tributário, mitigação de riscos e estruturação tributária, com foco em segurança jurídica e eficiência financeira.
Na Tributo Certo, como sócio e diretor jurídico integra a frente jurídica e tributária, contribuindo para análises técnicas, defesa de interesses empresariais e construção de estratégias voltadas à conformidade e otimização da carga tributária.
Sobre Marcio Lopes
Marcio Lopes é empresário com atuação nas áreas tributária, contábil e jurídica, fundador e CEO da Tributo Certo, ecossistema empresarial especializado em soluções estratégicas para gestão tributária, contabilidade, departamento pessoal, BPO de RH, planejamento patrimonial e inteligência aplicada à gestão.
Com trajetória iniciada no setor jurídico e tributário, construiu sua carreira com foco em eficiência fiscal, reorganização empresarial e tomada de decisão estratégica. À frente da Tributo Certo, liderou a expansão da companhia, que cresceu mais de 300% em 2025, ampliou em quase 200% sua estrutura de colaboradores e conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, o selo Great Place to Work, com índice superior a 90%.
Defende a contabilidade e o planejamento tributário como ferramentas de geração de caixa, proteção patrimonial e crescimento sustentável. Também compartilha análises sobre gestão, estratégia e negócios na newsletter A Mesa das Decisões, publicada semanalmente no LinkedIn.
Sobre Rafael Rocha
Rafael Rocha é administrador de empresas, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e mais de 23 anos de experiência nas áreas de gestão comercial, vendas e desenvolvimento de negócios. Ao longo da carreira, acumulou atuação nacional e internacional, com experiências profissionais no Canadá, Estados Unidos, Europa e Ásia, consolidando uma visão ampla sobre crescimento empresarial, performance comercial e expansão de negócios.
Co-founder e executivo comercial da Tributo Certo, atua na linha de frente da expansão da empresa, conectando inteligência tributária, estratégia empresarial e geração de resultados financeiros para companhias de diferentes segmentos. Sua atuação é voltada à construção de relacionamentos estratégicos, desenvolvimento de negócios e identificação de oportunidades que permitam às empresas transformar a gestão tributária em uma alavanca de competitividade e segurança.
Na Tributo Certo, integra a liderança de um ecossistema multidisciplinar que reúne soluções em contabilidade, fiscal, jurídico, planejamento tributário, BPO e inteligência tecnológica, com foco em eficiência operacional, redução de passivos e fortalecimento da tomada de decisão empresarial.
Sobre a Tributo Certo
A Tributo Certo é uma empresa brasileira especializada em inteligência tributária, contabilidade estratégica e recuperação de créditos fiscais, com atuação voltada à organização e otimização da gestão tributária de empresas de diferentes portes e segmentos. Com mais de R$1 bilhão em créditos tributários recuperados, a companhia atua na identificação de inconsistências fiscais, revisão de tributos pagos indevidamente e desenvolvimento de estratégias para redução de passivos e ganho de eficiência financeira.
Com operação focada em transformar a complexidade tributária em decisões mais seguras e estratégicas para o empresariado, a Tributo Certo reúne expertise nas áreas tributária, contábil e empresarial, oferecendo soluções que vão desde recuperação fiscal e compliance até contabilidade consultiva e suporte à gestão financeira.
A empresa se posiciona como parceira estratégica de negócios que buscam maior previsibilidade, conformidade fiscal e melhor aproveitamento de oportunidades legais de economia tributária, em um ambiente regulatório marcado por mudanças constantes e alta complexidade no sistema tributário brasileiro.
Para mais informações, acesse Tributo Certo linkedin, Site, Tributo Certo Intagram, Tributo Certo Contabilidade Linkedin, Tributo Certo Contabilidade Instagram
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