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Apesar da crise, empresas investem em tecnologia

André Borges, Gustavo Brigatto e Manuela Rahal Grandes companhias que atuam no Brasil, lideradas pelos bancos e operadoras de telecomunicações, planejam manter - e em alguns casos até ampliar - os orçamentos de tecnologia da informação (TI) em 2009. No Bradesco, os investimentos vão ficar em torno de R$ 2 bilhões, a mesma soma reservada para o exercício atual. No Banco do Brasil, a perspectiva é investir R$ 1,2 bilhão na área, acompanhando os gastos deste ano. A Claro prevê um acréscimo de 40% no volume de recursos, cujo valor não é revelado.As razões desse cenário positivo, a despeito da crise financeira, variam de empresa para empresa. O Pão de Açúcar está atualizando seus sistemas de administração, nos quais pretende investir R$ 150 milhões em três anos. Na Claro, um dos principais motivos é a construção de um novo centro de dados para sustentar o crescimento explosivo da base de usuários da telefonia celular.Há, no entanto, vários pontos em comum que justificam a manutenção dos investimentos, dizem analistas. Um deles é que muitos projetos em andamento são de longo prazo e têm impacto direto no negócio central das companhias. Detê-los seria colocar em risco a competitividade futura. "Não vamos parar de investir porque podemos perder oportunidades na retomada da economia", diz Rogério Pires, gerente geral de TI da incorporadora Cyrela.Outro ponto, observam analistas e executivos, é que em épocas de crise as empresas costumam reforçar a tecnologia para reduzir custos. Os gastos imediatos aumentam, mas com a perspectiva de cortar custos operacionais em um horizonte mais longo. "Com TI não há desperdício, não jogamos dinheiro fora", afirma Laércio Albino Cezar, vice-presidente do Bradesco.O agravamento da crise levou a consultoria IDC a rever as projeções de crescimento para o mercado de TI no Brasil em 2009. O aumento passou de 14,4% para 9,1% sobre um movimento estimado em US$ 27 bilhões neste ano. Na prática, isso significa US$ 1,43 bilhão a menos nos investimentos do ano que vem.Diante do cenário internacional, no entanto, a situação ainda é confortável: a estimativa mundial caiu de 5,9% para 2,6%, despencando de 4,2% para 0,9% nos Estados Unidos.

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