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Pequena observação sobre as demonstrações financeiras 2013 da CAGECE- companhia de água e esgoto do ceará

Demonstrações Financeiras 2013, publicadas no Jornal O POVO, Caderno de Economia, páginas 18 a 22, de 30/03/2014.

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Sabemos que a Contabilidade brasileira sofreu adequação aos princípios internacionais, denominado de IFRS (International Financial Report Standard), que visa conceder maior transparência dos fatos e atos administrativos, elencados nos Demonstrativos Contábeis e Financeiros das empresas, demonstrando maior controle interno, que resulta na continuidade e sustentabilidade de suas atividades, devidamente normatizado pela CPC Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

Como é de esperar as Notas Explicativas são esclarecedoras ao ponto de tomar grande parte das páginas publicadas sobre as citadas demonstrações, mas ressaltando os fatos relevantes, que em conjunto com as demais possibilitam ao leitor maiores esclarecimentos.

O que podemos estranhar é o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras da CAGECE.

No item “Responsabilidade dos Auditores Independentes” encontramos a expressão .”..... não nos foi possível obter evidências de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria.”

No item “Base para Abstenção de Opinião” encontramos a expressão, “Conseqüentemente, não foi possível determinar os AJUSTES que possam vir a ser requeridos caso os controles analíticos estivessem implementados, bem como qualquer outro elemento relacionado com impactos na determinação da posição patrimonial e financeira em 31 de dezembro de 2013 e nas demonstrações do resultado, nas mutações do patrimônio líquido e nos fluxos de caixa do exercício findo nessa data.

No item “Abstenção de Opinião”, cita “ Em virtude da relevância do assunto descrito no parágrafo “Base para Abstenção de Opinião” não nos foi possível obter evidências de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria sobre as demonstrações financeiras da CAGECE. Conseqüentemente, não expressamos opinião sobre as demonstrações financeiras anteriores referidas.

No item “Outros Assuntos – Informação Suplementar demonstração do valor adicionado. Cita “.....não foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria sobre essa demonstração do valor adicionado. Conseqüentemente, não expressamos opinião sobre essa demonstração.

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras de 2013, da CAGECE, expedida pela PWC – PricewaterhouseCoopers – Auditores Independentes, São Paulo, 21 de março de 2014, CRC 2SP000160/O-5 “S” CE, assinado por: Marcos Aurélio de Castro e Melo, Contador CRC 1SP153070/O-3 “S” CE.

Podemos concluir que os Demonstrativos Financeiros de 2013 da CAGECE publicados no referido Jornal O Povo e seu respectivo o Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras citadas, recebeu a ABSTENÇÃO DE OPINIÃO da PWC que lamentavelmente preferiu se abster para não se comprometer.

O que denota que mesmo registrando um LUCRO, e um Aumento de Capital, não foi o bastante para manter os níveis de CONTROLE INTERNO e de TRANSPARÊNCIA, adequados.

Respeitando as demais opiniões e até mesmo contestações, se não houver nesse ato outra estratégia, os demonstrativos publicados são merecedores de estudos mais aprofundados. 

Peço desculpas ás pessoas físicas e jurídicas envolvidas nos procedimentos, mas citados fatos são dignos de maior reflexão.

Na pior das hipóteses foi o trabalho de auditoria mais bem pago da história, e conhecendo a lisura, transparência e princípios legais de excelência do Governador CID GOMES, acredito que o mesmo não esteja satisfeito com a publicação. 

 

 

 

Autor: ELENITO ELIAS DA COSTA, só um “abestado” cearense.

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